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05 janeiro 2015

Resenha: A Escolhida,Lois Lowry


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Título: A Escolhida
Autor: Lois Lowry
Editora: Arqueiro
 Páginas:  192
Ano : 2014
Sinopse : Kira, uma órfã de perna torta, vive em um mundo onde os fracos são deixados de lado. A partir do momento da morte de sua mãe, ela teme por seu futuro até que é perdoada pelo Conselho de Guardiões. A razão é que Kira tem um dom: seus dedos possuem a habilidade de bordar de forma extraordinária. Ela supera a habilidade de sua mãe, e lhe cabe a tarefa que nenhum outro membro da comunidade pode fazer. Enquanto seu talento a mantêm viva e traz certos privilégios, ela percebe que está rodeada de misterios e segredos, mas ninguém deve saber sua intenção de descobrir a verdade sobre o mundo.

Eu amei O doador de Memórias, diferente e impactante de um jeito simples, com um universo criado unicamente por uma sociedade sem sentimentos e emoções.

 Para minha surpresa, A escolhida nao foi tudo o que eu esperava. Com uma história independente, com lugar e personagens novos, Lowis cria um mundo anterior, mais rural. Kira nasceu com a perna "torta", uma imperfeiçao que equivaleria a morte, por tornar-se deficiente, destinada ao Campo de Partida = morte. 

Sua mãe a salvou da morte, tendo prometido que sua filha não seria um fardo e teria alguma utilidade para a sociedade. Com a morte da mae, uma bordadeira unica e talentosa, a jovem Kira vê-se sozinha no mundo e é ameaçada por outras pessoas da comunidade. Sua unica chance de ser salva é pelo Conselho dos Guardiões e é a quem ela recorre. 

"Tremeu levemente de medo. O temor sempre fizera parte da vida das pessoas. Por causa do medo, elas construíam abrigos, buscavam comida e plantavam hortas. Pelo mesmo motivo, armazenavam armas, precavidas. Havia o medo do frio, da doença, da fome, das feras.

E foi o medo que a impulsionou naquele momento, apoiada em seu cajado. Ela lançou um último olhar para o corpo sem vida que um dia abrigara sua mãe e perguntou-se aonde poderia ir.”


Absorvida da morte, Kira recebe a oportunidade de restaurar uma túnica centenária, usada por um Cantor no dia da Congregação, um evento importante para a comunidade. Esse tecido conta a história do mundo, o que antes era restaurada pela sua mãe, fica nas mãos de Kira, que com grande responsabilidade aprende e borda, mostrando seu dom especial.

 Ela aceita sua missão e passa a morar no prédio do Conselho, acaba conhecendo Thomas, um entalhador encarregado de restaurar o cajado que o Cantor usa. Com algum tempo, Kira começa a descobrir que tudo é controlado e que há segredos demais no mundo que ela pensava ser igualitário. 
No meio de conflitos internos e perguntas mal respondidas, Kira terá que decidir o que fará em seguida, se continuará a ser controlada ou se buscará a verdade. 

O ritmo do livro é lento, sem grandes acontecimentos e nem é tão impactante quanto O doador de Memórias. Porém, por ser uma parte da série continuarei a leitura, já que o final ficou aberto. Não espere um livro romântico, mas espere uma distopia e uma critica a sociedade e as pessoas em geral.

Orgulhe-se de sua dor. Você é mais forte do que aqueles que não sentem dor alguma.

NOTA: 


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1 comentário


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Um comentário:

  1. Oi Bia, tudo bem? Adoro seu blog e suas resenhas. Tenho um blog também, pode dar uma olhadinha? Besidethebooks.blogspot.com
    um grande beijo.
    Ps: seus vídeos são os melhores <3

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