Meu antigo vício de encara-lo me trazia calmaria no caos. Me perguntei porque tinha parado de ve-lo como abraço a quem antes me via de cima. Dentro do meu peito, não pertenço tanto ao chão que toco, mas ao infinito que espero. Colidindo em pensamentos, fazendo barulho no silencio.
O relogio que bate á meia noite, o qual recebia preces, agora não é alvo de pedidos bobos. O mesmo tempo que era gasto vendo, agora é tomado de formas diferentes. Sem tantas lagrimas, com poucas palavras. Celebrando alguns momentos, apoiando outros alentos, escutando mais e se doando um pouco menos.
Ainda é meia noite, e ela ainda existe. Quando se chega perto, ela se afasta rapido demais. Aprendeu que com palavras demais é traída e com o de menos, é negada. O equilíbrio das suas páginas está nos enigmas. E suspira como se pudesse soltar tudo o está prendendo.
E com as outras pessoas, ela se esvai. Quando queria tudo, perdeu uma versão que poderia ser, mas tornou-se a melhor história para se ler. Não se pode quebrar o que continua quebrado, mas pode continuar estilhaçando o que não está colado. Então, fecha os olhos, sente a brisa, se cobre mais um pouco e quando o dia amanhecer, talvez a queira de novo.
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