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16 outubro 2017

Resenha: Estamos bem, Nina LaCour

Título:Estamos Bem
Autora:Nina LaCour
Ano: 2017
 Páginas: 224

Editora: Plataforma21

Gênero: Ficção / Jovem adulto / LGBT / GLS / Literatura Estrangeira
Sinopse: Marin deixou tudo para trás. A casa de seu avô, o sol da Califórnia, o corpo de Mabel e o último verão agora são fantasmas que ela não quer revisitar. O retrato de uma história em que já não se reconhece mais. Ninguém nunca soube o motivo de sua partida. Nada se sabe sobre a verdade devastadora que destruiu sua vida. 

Agora, ela vive em um alojamento vazio e está sozinha no inverno de Nova York. Marin está à espera da visita de sua melhor amiga e do inevitável confronto com o passado. As palavras que nunca foram ditas finalmente se farão presentes para tirá-la das profundezas de sua solidão.

"O desconhecimento é um lugar escuro. É difícil se render a ele. Mas acho que é onde moro a maior parte do tempo. Acho que é onde todos nós vivemos, então talvez não precise ser tão solitário. Talvez eu consiga me acomodar, me aconchegar, construir um lar na incerteza"

Marin deixou a Califórnia e largou sua vida após a morte do seu avô, a quem era fortemente ligada. Agora, ela está em uma faculdade em Nova York , sobrevivendo dia após dia aos fantasmas do último verão. Uma história que tornou-se passado e ao qual ela não quer mais lembrar. Ela partiu sem contar a verdade a ninguém.

Ela  passará as férias sozinha no alojamento, porém sua melhor amiga vai visita-la no inverno. Marin está a espera do confronto com o passado. Das palavras que nunca disse, da verdade que nunca revelou e dos medos que não a deixam sair das profundezas da solidão.

O livro narra a depressão que Marin passa, seu isolamento do mundo, sua tentativa de interagir o mínimo possível com as pessoas: um fantasma na vida. Mas, com sua amiga ali, ela acaba exteriorizando seus sentimentos.

A história se passa em 3 dias: o tempo que Mabel passa no alojamento com Marin, logo dando a impressão que uma pequena conversa entre as duas torna-se sessão de terapia, já que aos poucos Marin vai se abrindo. Com uma narrativa alternando entre passado e presente, a história é melancólica e sensível. É possível perceber o quanto Marin está quebrada, já que tem a impressão de não ter realmente conhecido o avô, como se a relação dos dois fosse falsa.


Alguns fatos se tornam repetitivos com uma melancolia constante. Ainda não me decidi se gostei ou não do livro. Para mim, faltou aprofundamento. Mas, a mensagem da autora foi clara: nesses momentos de isolamento, solidão, o que pode salvar alguém é um abraço, uma palavras de  amor ou só estar presente.

Nota: ★★★(3,5/5) 



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13 outubro 2017

Resenha: O Rouxinol, Kristin Hannah


Título: O Rouxinol

Autora: Kristin Hannah
Editora: Arqueiro
Páginas: 432
Ano: 2015
Sinopse: “Neste épico passado na França da Segunda Guerra, duas irmãs se afastam por discordarem sobre a ameaça de ocupação nazista. Com temperamentos e princípios divergentes, cada uma delas precisa encontrar o próprio caminho e enfrentar questões morais e escolhas de vida ou morte.” - Christina Baker Kline, autora de O trem dos órfãos França, 1939: No pequeno vilarejo de Carriveau, Vianne Mauriac se despede do marido, que ruma para o fronte. Ela não acredita que os nazistas invadirão o país, mas logo chegam hordas de soldados em marcha, caravanas de caminhões e tanques, aviões que escurecem os céus e despejam bombas sobre inocentes. Quando o país é tomado, um oficial das tropas de Hitler requisita a casa de Vianne, e ela e a filha são forçadas a conviver com o inimigo ou perder tudo. De repente, todos os seus movimentos passam a ser vigiados e Vianne é obrigada a fazer escolhas impossíveis, uma após a outra, e colaborar com os invasores para manter sua família viva. Isabelle, irmã de Vianne, é uma garota contestadora que leva a vida com o furor e a paixão típicos da juventude. Enquanto milhares de parisienses fogem dos terrores da guerra, ela se apaixona por um guerrilheiro e decide se juntar à Resistência, arriscando a vida para salvar os outros e libertar seu país.

Eu sou apaixonada por livros que se passam durante a Primeira e Segunda Guerras Mundiais, pelas grandiosas histórias que poucos sabem, mas que acabaram salvando muitas vidas , mesmo com o grande sofrimento do ocorrido. Mas, nenhum livro tinha me preparado pra o que estava por vir em “ O rouxinol”.

O Rouxinol contará a história das irmãs Viane e Isabelle. Depois de perder a mãe muito cedo, as irmãs são enviadas por um pai angustiado pela guerra para serem criadas por uma mulher má. A vida a fez terem personalidades diferentes. Viane é a mais doce, aceitou o abandono do pai e junto com seu marido , Antoine e já melhor amiga, Rachel , o amor floresceu novamente . Isabele é impetuosa e atrevida, sente-se abandonada pelo pai e pela irmã, assim fica com o coração endurecido e vive contra as regras.


“Não sei mais qual é a coisa certa a fazer. Quero proteger e manter Sophie segura, mas de que adianta a segurança para crescer em um mundo onde as pessoas desaparecem sem deixar vestígios por rezarem a um Deus diferente?”

Quando a Segunda Guerra Mundial começa em 1939, os maridos franceses são convocados para defenderem seu país, enquanto a França é dominada pelo exército alemão. Logo, as duas irmãs lutam de maneiras opostos . Enquanto Viane é sensata, Isabele é impulsiva, corajosa. Ambas, sobrevivendo e lutando com todas as forças para proteger o que ainda lhe restam .Cada uma assumirá um papel diferente diante da luta contra o nazismo, funções que precisam assumir em um momentos desesperadores de uma guerra tão violenta.

 “– Os homens contam histórias – respondo. É a resposta mais simples para a pergunta dele. – As mulheres seguem em frente com essas histórias. Para nós foi uma guerra nas sombras. Ninguém organizou desfiles para nós quando a guerra acabou, não nos deram medalhas nem nos mencionaram nos livros de história. Fizemos o que precisávamos fazer durante a guerra, e quando tudo acabou nós recolhemos os cacos para começar a vida de novo”.

Em O Rouxinol , a autora nos apresenta uma história sobre familia, amor e forças para sobreviver a tamanhas atrocidades. Fui transportada para dentro da história, imaginei os diálogos , as cenas e quantas vezes fechei o livro para respirar e posteriormente voltar a leitura. Senti o aperto no peito, o nó na garganta .

"O rouxinol" é  escrito de maneira sensivel, que mostra os lados do ser humano, que mostra sob a perspectiva francesa como foi a Segunda Guerra Mundial, além de mostrar a força feminina, com personagens bem construídos e que muitas vezes me proporcionaram tamanho orgulho dos seus feitos.  Isabelle , uma verdadeira rebelde  e sua irmã,  Vianne, uma mulher cuidadosa e amorosa. 

"Feridas cicatrizam. O amor perdura."  
O fato de ter como protagonistas as mulheres, apenas reforça que não só os homens viveram, sofreram e sobreviveram a guerra. As mulheres tiveram que lutar pelos seus lares, proteger sua família e brigar pela sobrevivência . 

Me emocionei e amei a leitura. Depois de ter lido “ As coisas que fazemos por amor” e “O rouxinol”, só posso desejar ler mais livros da autora. Além de recomendar esse livro , mas aviso: prepare o ️, coloque lencinhos perto de ti e se mantenha firme .


"Se há uma coisa que aprendi nesta minha longa vida foi o seguinte: no amor, nós descobrimos quem desejamos ser; na guerra, descobrimos quem somos."



Nota: ★★★★(4,5/5) 


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Resenha:Belinda & Em, Cammie McGovern





Título: Belinda & Em

Autora: Cammie McGovern
Editora: Galera Record
Páginas: 399
Sinopse: Autora de “Amy & Matthew”, Cammie McGovern volta às livrarias contando a história de uma outra dupla desta vez. Emily sempre se orgulhou da sua capacidade de enxergar além das aparências. Copresidente da Coalizão para Ação Jovem da escola, é a primeira a defender os direitos das minorias. Mas, secretamente, Emily ainda é um pouquinho fascinada pelos populares da escola. E nutre um leve rancor quanto a sua inexistente vida amorosa. É justamente enquanto pensa nisso que a garota testemunha uma colega de classe com necessidades especiais, Belinda, ser atacada embaixo das arquibancadas da escola. E não faz nada. Emily e Lucas, outra testemunha passiva do ataque, são obrigados a prestar serviço comunitário em um centro de pessoas como Belinda. Logo os jovens começam a sentir que podem fazer uma diferença real.

Da mesma autora de Amy & Matthew, conheceremos Belinda e Em. Emily sempre se orgulhou de enxergar além das aparências. Ela  é a copresidente da Coalizão para Ação Jovem de sua escola , com seu melhor amigo , Richard, sendo assim , eles vivem fazendo campanhas de conscientização para defesa dos direitos das minorias. Porém, quando vê uma garota com necessidades especiais sendo atacada debaixo das arquibancadas durante um jogo de futebol americano, ela não consegue fazer nada para ajuda-la. Mas também, Lucas Kessler ,um dos jogadores, estava perto e mesmo assim, não faz nada.

Por serem testemunhas passivas de um ataque, Em e Lucas são obrigados a prestar serviço comunitário em um centro de pessoas especiais como Belinda.Então, todas as semanas eles ajudam em uma aula chamada Limites e Relacionamentos, que discute a questão da convivência entre adultos que possuem alguma deficiência. Aos poucos, eles percebem que precisam se redimir pelo que não fizeram por Belinda.

O livro é narrado  pela Emily e por Belinda, nos proporcionando conhecer os dois lados da história. Belinda tem quase 22 anos, está no último ano do Ensino Médio e é louca por Orgulho e Preconceito (ps: a versão com Colin Firth). Ela também sonha com o dia em que um garoto a chamará para dançar como no filme.Além disso, ela amar atuar, mas nunca lhe dão oportunidade na escola.

Na realidade, eu amei tanto Amy&Matthew, que logo já queria ler outros livros da autora. Quanto a esse, eu evitei ler sinopse ou qualquer resenha relacionada, para não alimentar grandes expectativas.
Comecei a leitura como quem não quer nada e adentrei completamente na história. Os personagens são bem desenvolvidos, toda a trama voltada para testemunhar um crime é bem interessante e foi incrível acompanhar o amadurecimento dos personagens nessa jornada em busca do perdão a si mesmo por algo que presenciaram, mas não conseguiram fazer nada.

“ Passamos três anos lutando exatamente contra essa mentalidade em nosso apático corpo estudantil. Como eu poderia contar a eles que eu representava o pior daquilo? “

Gostei muito de Belinda & Em, mesmo que eu não soubesse qual era a deficiência de Belinda,e ignorei minha irritação com algumas ações dela ou das pessoas ao seu redor. Emily também é uma personagens de aparências, inicialmente, se fazendo de boa moça e julgando erroneamente outras pessoas. Outro fato que se perdeu na história foi o tema preconceito e luta, que foi substituído por romance e o mesmo drama de sempre.

"Devia conhece-los de verdade, para que eles o conheçam também e vejam o que eu vejo: como ele é surpreendente, incrível e doce. "

Belinda & Em foi um livro que me agradou parcialmente, mesmo com alguns contratempos na história que me decepcionaram, me senti feliz no final da leitura.Porém, o mais legal é ver as pessoas com necessidades especiais com outros olhos, visto que muitas vezes são tratados com preconceito, negligencia e violência. Esse é um tema que precisa ser mais debatido na nossa sociedade.



"A pior coisa que você pode fazer é não fazer nada" .

Nota: ★★★★(4/5) 


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09 outubro 2017

Resenha: Dançando sobre cacos de vidro, Ka Hancock


 Título: Dançando Sobre Cacos de Vidro

Autora: Ka Hancock
Editora: Arqueiro
Páginas: 329
Ano: 2014

Sinopse: Lucy Houston e Mickey Chandler não deveriam se apaixonar. Os dois sofrem de doenças genéticas: Lucy tem um histórico familiar de câncer de mama muito agressivo e Mickey, um grave transtorno bipolar. No entanto, quando seus caminhos se cruzam, é impossível negar a atração entre eles.Contrariando toda a lógica que indicava que sua história não teria futuro, eles se casam e firmam – por escrito – um compromisso para fazer o relacionamento dar certo. Mickey promete tomar os remédios. Lucy promete não culpá-lo pelas coisas que ele não pode controlar. Mickey será sempre honesto. Lucy será paciente.
Como em qualquer relação, eles têm dias bons e dias ruins – alguns terríveis. Depois que Lucy quase perde uma batalha contra o câncer, eles criam mais uma regra: nunca terão filhos, para não passar adiante sua herança genética.
Porém, em seu 11° aniversário de casamento, durante uma consulta de rotina, Lucy é surpreendida com uma notícia extraordinária, quase um milagre, que vai mudar tudo o que ela e Mickey haviam planejado. De uma hora para outra todas as regras são jogadas pela janela e eles terão que redescobrir o verdadeiro significado do amor.
Dançando sobre cacos de vidro é a história de um amor inspirador que supera todos os obstáculos para se tornar possível.

Durante o mês de outubro, a linda da @stebookaholic criou o projeto maravilhoso #OutubroRosaAmigosLiterários, onde preza a leitura de livros cujos personagens vivem com Câncer de Mama. Para incentivar essa Campanha  #OutubroRosa💕, li Dançando Sobre Cacos de Vidro da Ka Hancock um livro que eu desejava ler a anos e finalmente li 🙏🏻
Ps: Alguém me ajuda a juntar os pedaços do meu coração?

Lucy está com 34 anos e têm duas irmãs: Lily e Priscila.Lily é  sua alma gêmea , dividindo segredos e sempre ajudando uma a outra . Lily é casada com Ron e sofre por não poder ter filhos. Priscila é a irmã mais nova, uma advogada famosa. 
O pai de Lucy era policial e foi morto quando ainda ela ainda era criança e sua mãe morreu quando ela tinha 17 anos, vítima de um câncer, que também matou sua avó. 

Em seu aniversário de 21 anos, Lucy conhece Mickey. O relacionamento dos dois nunca foi comum .Mickey sofre de transtorno bipolar e Lucy tem a herança genética do câncer . Mas, isso não foi páreo para o amor que ambos sentiam. Um sempre respeitando as dificuldades e limitações do outro. Por isso, casaram depois de alguns anos e decidiram não ter filhos, para que a herança genética não fosse transmitida.

Todavia, Lucy descobre-se grávida, mas também com câncer de mama , que se espalhou para o pulmão. O acontecimento deveria ser de felicidade, mas acaba sendo um desafio do amor do casal e para a família .

"E, depois de descobrir todas as minúcias da sua estranheza e de identificar todos os seus componentes, não vi uma única razão boa o bastante para não amá-lo." 

Preciso dizer que, não estava preparada para essa história . Li como quem não quer nada e fui pegar de surpresa com lágrimas nos olhos e com o coração apertado . Uma verdadeira lição de vida, de amor a família, superação de perdas e respeito às limitações do outro .

"A gente compensa as perdas como pode, não importa quando elas ocorram."

A história se alterna em capítulos narrados entre  o passado e o presente. A autora abordou dois temas : transtorno bipolar e câncer de mama de uma sutileza e sensibilidade que nunca tinha visto . Com personagens que vamos conhecendo aos poucos e nos apegando pela sua felicidade .A narrativa da Ka Hancock não é demasiadamente detalhada , fazendo com o leitor viver dentro da história e fazer parte dela.

É uma leitura tão envolvente, que é impossível desgrudar antes do final, mesmo que seja previsível, mas não deixa de ser emocionante. Uma história triste, feliz e encantadora sobre a vida.Recomendo este livro para quem ama romances emocionantes, mas estejam preparados para dançar  Sobre Cacos de Vidro,literalmente, pois é preciso ser corajoso para sofrer um pouquinho lendo-a.



  Nota: ★★★★(5/5) 



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Resenha:As coisas que fazemos por amor, Kristin Hannah

Título: As Coisas Que Fazemos Por Amor
Páginas: 352
Ano: 2017
Editora: Arqueiro
Livro cedido em parceria com a Editora Arqueiro
Sinopse:Caçula de três irmãs, Angela DeSaria já tinha traçado sua vida desde pequena: escola, faculdade, casamento, maternidade. Porém, depois de anos tentando engravidar, o relacionamento com o marido não resistiu, soterrado pelo peso dos sonhos não realizados.Após o divórcio, Angie volta a morar na sua cidade natal e retorna ao seio da família carinhosa e meio doida. Em West End, onde a vida vai e vem ao sabor das marés, ela conhece a garota que mudará a sua vida para sempre.
Lauren Ribido é uma adolescente estudiosa, bem-educada e trabalhadora. Apesar de morar em uma das áreas mais decadentes da cidade com a mãe alcoólatra e negligente, a menina sonha cursar uma boa faculdade e ter um futuro melhor.
Desde o primeiro momento, Angie enxerga em Lauren algo especial e, rapidamente, uma forte conexão se forma: uma mulher que deseja um filho, uma menina que anseia pelo amor materno. Porém, nada poderia preparar as duas para a repercussão do relacionamento delas. Numa reviravolta dramática, Angie e Lauren serão testadas de forma extrema e, juntas, embarcarão em uma jornada tocante em busca do verdadeiro significado de família.


Angela DeSaria é a caçula das três irmãs. Ela já tinha sua vida toda planejada: escola, faculdade, casamento e maternidade. Todavia, depois de anos e anos tentando engravidar, o relacionamento com seu marido não foi forte o suficiente e não resistiu a todos os sonhos destruídos.Depois do divorcio, Angie volta a morar na sua cidade natal, retornando para sua família bagunceira e carinhosa. Em West End, a vida é igual as ondas, sempre vão e voltam ao som das marés, onde ela conhece a garota que mudará sua vida: Lauren Ribido.

Lauren é uma adolescente estudiosa, educada e muito trabalhadora, apesar de morar em uma área mais decadente da cidade com uma mãe alcoolatra e negligente, a garota sonha em cursar uma boa faculdade, e quem sabe fazer isso ao lado do seu namorado, David.

A partir do primeiro momento que se encontraram, Angie e  Lauren criam uma ligação especial, uma forte conexão de uma mae que deseja um filho e uma menina que anseia pelo amor materno. Porém, nada é como o desejado e um acontecimento irá mexer com o relacionamento delas. Em uma reviravolta, Lauren e Angie serão testadas pelo passado conturbador, pelas dores ainda presentes e viveram um caminho tocante e dolorido a fim de entender o verdadeiro significado de família.




"Alguns sonhos não se desfaziam com facilidade; a pessoa podia demorar a vida toda para deixá-los para trás."

Que livro maravilhoso ! Já quero começar dizendo que Kristin Hannah escreveu um romance puro, familiar e uma história tocante,cuja ternura, sofrimento de uma família e com personagens cativantes mexeram com meu coração.

O título define o livro e ao mesmo tempo todos os sentimentos que teremos durante sua leitura.Foi uma das histórias mais tocantes e sensíveis que li este ano. A autora tem uma visão unica sobre a alma humana, como os sentimentos são capazes de guiar nossas ações a fim de termos o que tantos desejamos.

Uma vez que comecei a leitura, admito que nao consegui parar. Desde o primeiro capítulo, a escrita fluida, sincera e emocionante da Kristin Hannah me encantou. Mais do que uma história de compaixão, gentileza, amor e perdão, é o verdadeiro significado de família, além dos laços biológicos.


"A vida dá um jeito de seguir em frente, e a gente faz o melhor que pode para acompanhar o fluxo. O coração partido se cura."

Angie é uma personagem incrivel, que dá vontade de abraçar e nao largar mais. Seus dilemas, dores, sofrimentos são tao intensos que é impossível não se cativar por ela. E ao perceber o quanto a jornada de amadurecimento, reconhecimento e perdão entre Angie e Lauren cresce, você desejará está ali, no restaurante da família DeSara.

Esta é uma bela história, nao um romance comum, onde Angie descobre que é o amor pode completar sua vida, lhe permitindo curar as antigas feridas e corrigir erros do passado.Dando uma nova chance a felicidade.Kristin Hannah irá lhe contar uma história sobre a vida, você estará preparado para vivencia-la?



                                         Nota: ★★★★(5/5) 


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06 outubro 2017

Resenha: O conto de Aia, Margaret Atwood

Título:O CONTO DA AIA

Autor: Margaret Atwood
Ano( Nova edição) : 2017
Páginas: 368
Editora: Rocco

Sinopse:Escrito em 1985, o romance distópico O conto da aia, da canadense Margaret Atwood, tornou-se um dos livros mais comentados em todo o mundo nos últimos meses, voltando a ocupar posição de destaque nas listas do mais vendidos em diversos países. Além de ter inspirado a série homônima (The Handmaid’s Tale, no original) produzida pelo canal de streaming Hulu, o a ficção futurista de Atwood, ambientada num Estado teocrático e totalitário em que as mulheres são vítimas preferenciais de opressão, tornando-se propriedade do governo, e o fundamentalismo se fortalece como força política, ganhou status de oráculo dos EUA da era Trump. Em meio a todo este burburinho, O conto da aia volta às prateleiras com nova capa, assinada pelo artista Laurindo Feliciano.

O Conto de Aia contará a história de Offred, uma mulher de 33 anos, que vive na República de Gilead, como uma Aia na casa de um comandante de alto escalão do Exército. Nesse futuro distópico, varias regiões do Planeta foram devastadas pela radiação e pelas guerras, cujo governo atual é teocrático, ou seja, baseado nas interpretações do Antigo Testamento. Logo boa parte das mulheres deixaram de ser férteis, assim cada família tem uma Aia com apenas uma função: procriar.

Nesse mundo, os homens possuem o controle total: retiram as mulheres de suas próprias famílias, estas são proibidas de ler, obrigadas a usar um uniforme, não podem olhar outros homens diretamente nos olhos, não podem falar sobre banalidades, ou seja, só devem orar, fazer as compras diárias e se submeter a procriação.

 Qualquer desvio dos padrões da sociedade é passível de morte. Parece algo surreal , certo? Apesar de estarmos no século XXI, a condição de mulher na sociedade é uma luta diária, que pode ser confundida com o pensamento feminista, quando na verdade, nós brigamos pela liberdade de ser e fazer o que quisermos, não sermos vítimas do machismo e tradição patriarcal existente. Em O Conto da Aia, a autora dá tantos tapas na cara, que você pensará: Nossa, isso parece muito com nossa realidade, não é mesmo? Isso é só o contexto inicial que Atwood introduz para desenvolver a história de Offred. A autora amplia as reflexões, critica as relações de poder da igreja, discute o tratamento entre classes sociais e entre gêneros.

“Mas isto está errado, ninguém morre por falta de sexo. É por falta de amor que morremos.”

A autora é simplesmente genial ao abordar de forma chocante e única o tema. É até perturbador acompanhamos a narrativa da Offred, que é submetida ao sofrimento e solidão de sua  nova vida. 
A narradora, Offred ( literalmente, “de Fred), nos mostra sua nova vida após perder sua família, seus direitos , suas escolhas e até seu próprio corpo, assim como todas as mulheres da EUA.Para não esquecer de si, ela relatará sua rotina, trará á tona flashbacks de seu treinamento como Aia, o momento que tudo momento não só para ela, mas para todo o país.

“Como todos os historiadores sabem, o passado é uma enorme escuridão, e repleto de ecos. Vozes podem nos alcançar a partir de lá; mas o que dizem é imbuído da obscuridade da matriz da qual elas vêm; e, por mais que tentemos, nem sempre podemos decifrá-las precisamente à luz mais clara de nosso próprio tempo.”

Gente do céu ! Quando assisti ao primeiro episodio da série The Handmaid’s Tale,  eu fiquei tão impactada, chocada e surpresa com a distopia, que mal pude esperar para ler o livro. E quando o momento de ler chegou, foi como devorar alucinadamente as páginas de O Conto de Aia.  

O livro vai além de governos misógenos e conservadores, da incitação da xenofobia, da fragilidade da democracia perante seu próprio povo. É sobre a luta das mulheres, que parece não ter fim por respeito e mais igualdade. É uma história fictícia, mas é assustadora, chocante e necessário, visto que vivemos uma era que os direitos civis , principalmente das mulheres, se encontram em risco.
  
Margaet Atwood nos apresenta uma história angustiante, com uma escrita hipnotizante, nos jogando no coração da personagem principal, vivendo sua rotina, presenciando os atos insanos e acompanhando seus pensamentos e sentimentos.

Apesar de ser um livro denso e repleto de reflexões durante a leitura , eu estou sem palavras para tamanha sutileza na narrativa. Um livro publicado em 1984, mas que revela uma faceta sombria da humanidade.Esse é aquele livro que você tentará esquecer, mas não conseguirá. Você não será poupado dos detalhes, das lágrimas e dos pensamentos reflexivos que venha a ter. Definitivamente, uma distopia original e uma obra prima .   Mais do que recomendado, é preciso lê-lo, é indispensável.

"Como sabiam os arquitetos de Gilead, para instituir um sistema totalitarista eficaz ou, de fato, qualquer sistema, seja lá qual for, é preciso que se ofereça alguns benefícios e liberdades, pelo menos para uns poucos privilegiados, em troca daqueles que se retira." 


  Nota: ★★★★(5/5) 




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03 outubro 2017

Resenha: Admiravel Mundo Novo, Aldous Huxley

Título: Admirável Mundo Novo

Autor: Aldous Huxley
Editora: Globo de Bolso
Ano: 2014
Páginas: 312

Sinopse: A Terra agora se divide em dez grandes regiões administrativas. A população de 2 bilhões de seres humanos é formada por castas com traços distintivos manipulados pela engenharia genética: nos laboratórios são definidos os poucos dotados, destinados aos rigores do trabalho braçal, e também os que crescem para comandar. Não há espaço para a supresa, para o imprevisto. O slogan "comunidade, identidade e estabilidade" sustenta a trama do tecido social. Estamos no ano 632 depois de Ford - aquele da linha de produção de automóveis - quando o amor é proibido e o sexo, estimulado.Tais ingredientes levaram "Admirável mundo novo" a figurar ao lado de "1984", de George Orwell, e "Fahrenheit 451", de Ray Bradbury, como uma das principais obras antiutópicas do século XX, em que um futuro sombrio aguarda a humanidade.Alguns ainda veem na ficção de Huxley, esse inglês refinado e cultíssimo, uma crítica à crescente influência americana no período entreguerras, que trazia a reboque a cultura de massas e o "american way of life".
Este é, acima de tudo, um romance de ideias, que descreve as formas mais sutis e engenhosas que o pesadelo do totalitarismo pode assumir, e que resiste inexpugnável às interpretações político-ideológicas de esquerda ou direita suscitadas desde seu lançamento. Mundialismo, controle genético, adestramento comportamental e intoxicação coletiva não são dados soltos para a mente construir com eles uma utopia: são órgãos solidários e inseparáveis de um mesmo e único sistema. Onde quer que apareça um deles, os outros o seguirão, mais cedo ou mais tarde. A lógica deste romance imita e condensa a lógica da Historia. E Huxley, desenvolvendo a sensibilidade a ponto de criar esse retrato ainda hoje tão perturbador, tornou-se autor de um dos grandes clássicos da literatura mundial.


Imagine uma sociedade totalmente organizada, na qual todas as instituições que conhecemos (Família, casamento, amor, fé) não existem. Não havendo liberdade de escolha, a servidão seria aceitável devido a doses de felicidade química (como uma droga) , com ideologias que seriam ministradas em cursos durante o sono. Desde crianças , você seria condicionado a seríamos condicionados a uma vida funcional e adaptado aquele meio. Seríamos divididos em castas ou classes sociais . ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Esse é o Mundo Novo da obra ou seria nossa sociedade atual? ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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"Quando as portas da percepção forem abertas, todas as coisas surgirão diante do homem como verdadeiramente são: infinitas". ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Na Sociedade criada por Huxley, o lema é "Comunidade, Identidade, Estabilidade” . As pessoas não eram mais concebidas de forma natural, agora são produzidas” em massa em laboratórios, como na  linha de produção de uma indústria .

"O Homem ainda faz parte da Natureza. Ele não pode anulá-la, pois ela vive dentro dele próprio. Ele ainda pode voltar a ser o que era antes de se "destacar" de seus "irmãos", se é que chegou a ser alguma coisa."

O "Mundo Novo" é próximo da perfeição , pois o Estado quer garantir o bem-estar da comunidade, assim não há doenças, fome, guerra , nem confusão quando você queria amar alguém , ninguém ficava velho fisicamente . Mas, e se você pudesse escolher ? Entre nossa sociedade, com injustas e falhas ou uma sociedade planejada para o "bem estar social", onde o todo é importante e o individual é reprimido?

A perfeição do Mundo Novo tem seu preço. Tudo em da felicidade, a opressao da verdade, evolução da ciência. As pessoas não seriam mais seres humanos e sim máquinas voltados para a vida coletiva. 
Assim como 1984 e A Revolução dos Bichos – ambas do George Orwell, Admirável Mundo Novo faz uma crítica contundente ao consumismo exacerbado, abordando o capitalismo opressor e com um ideal de perfeição ao consumismo. 

O livro foi um desafio, já que tive um pouco de dificuldade na linguagem, pois existem algumas palavras em desuso e algumas falhas no desenvolvimento que me incomodaram. Em resumo, eu gostei do clássico , porem o início foi muito mais fácil de ser compreendido e o drama do meio para o fim não me convenceu . Porém, leiam e tirem suas próprias  conclusões.


"Quando as portas da percepção forem abertas, todas as coisas surgirão diante do homem como verdadeiramente são: infinitas."



  Nota: ★★★★(4/5) 


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