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30 novembro 2020

Resenha: Artemis Fowl - O menino prodígio do crime, Eoin Colfer

 



Editora: Galera Record

Tradução: Alves Calado

Nota: 3,5

'Artemis Fowl tem 12 anos, mas de comum não tem nada. Um garoto prodígio, que vem de uma família rica e que vive para o crime. Após o desaparecimento do pai, ele pretende trazer fortuna para sua família, decidindo roubar o ouro das fadas. Um plano que poderia até ser impossível, mas não para o garoto e sua inteligência.⁣


Eu já tinha ouvido falar muito no Artemis Fowl , até mesmo por conta da adaptação pela Disney. A história infanto-juvenil de @eoincolfer traz uma narrativa ágil, com um protagonista ambicioso e acaba levando o leitor junto.⁣
Com sua genialidade, somos apresentados aos códigos secretos, um fato que atiçou minha curiosidade sobre o garoto do crime. Com cenas de ação, aventura,humor e muitas surpresas, a leitura torna-se mais dinâmica, mesmo com umas partes mais lentas e os capítulos longos.⁣
O autor constrói bem a parte sobrenatural do livro e isso é o ponto mais alto da obra.Por meio do mundo secreto das fadas, a mistura entre seres mágicos e o crime organizado envolve.⁣

Mesmo assim , não sei dizer se Artemis Fowl me conquistou: mal humorado, mimado e ambíguo.Ao longo da trama tive algumas perguntas,mas creio que isso será respondido nos próximos livros da serie. A Holly Short é a melhor personagem da obra: uma policial do submundo das fadas, que baterá de frente com o seu plano .⁣
Com uma linguagem simples, fácil e até previsível , o final nos deixa curiosos sobre o que vira a seguir. ⁣
⁣Realmente é uma história que tem potencial para evoluir e creio que como leitura infanto-juvenil, possa atrair muitos leitores pelo chefe mirim do crime.


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25 novembro 2020

Resenha: Cidade da lua crescente ,Sarah J.Maas

Editora: Galera Record 
Nota: 4,5’  

Bryce Quinlan é uma metade féerica e humana. Trabalha duro e a noite, ela sai literalmente fazendo a festa com sua melhor amiga, Danika.Até que um dia, um demônio assassina seus amigos, deixando-a culpada por suas escolhas, ferida na rua e sozinha. Mesmo depois de 2 anos, Bryce ainda sente o vazio no seu coração deixado por Danika. Porém, mesmo com o culpado na prisão, os crimes voltam a acontecer e ela quer vingança pela sua amiga.

Hunt Athalar é um anjo caído, que serve ao seu chefe, sem nunca fazer perguntas. Até que com um demônio a solta pela cidade, ele faz um acordo : ajudar Bryce em busca de encontrar o assassino e ser livre .Juntos, essa dupla vai descobrir que o demônio é só o começo de algo mais sombrio e que ameaça a todos.

Estou tentando conter a animação para escrever essa resenha. Comecei essa nova história com medo do camalhaço, mas Sarah J. Maas me convenceu que sua fantasia adulta é um lado que ela poderia apostar mais. E foi TIRO, CONFUSÃO E GRITARIA !

“Ela era o mar, o céu, a pedra, o sangue, as asas, a terra, as estrelas, as trevas, a luz, os ossos e a chama”

Esse livro é bravo, complexo, sem escrúpulos e não tem medo do que virá. Ela discute sobre: abuso de álcool, drogas, abuso psicológico. Tem violência e linguajar adulto. O inicio foi meio lento, demorei a , de fato, entrar na história. Mas, depois foi tanta ação, tantas reviravoltas inesperadas não me deixaram largar o livro. O universo criado pela autora é bem completo e ela explorou isso ao longo de mais de 800 páginas.

Há momentos de tensão, engraçados e dramáticos. Mas, tudo na medida certa. Eu adorei sua trama urbana, trazendo diversos personagens: lobos, bruxas, tritões, anjos, feéricos, entre outros, expandindo o universo. A autora também traz mais representatividade de cor.

Por amor, tudo é possível.

Bryce é um protagonista tão humana, mesmo sendo semiféerica. Ela é forte, ousada, determinada e amiga. Ela é daquelas que faz do homem gato e sapato, diz na cara o que sente e é independe. Ela é o reflexo humano: imperfeita, bruta e real. Sua jornada ao longo das páginas é maravilhosa. Eu amei cada minuto da sua vulnerabilidade e crescimento

E com certeza, Sarah J Maas tem o dom de fazer meu coração se apaixonar pelos protagonistas masculinos. Alô, Hunt docinho! Sexy, protetor, divertido e pode ser meu anjo da guarda,se quiser.  O seu vinculo com a Bryce é natural, engraçado de acompanhar e me fez torcer a cada capitulo terminado. Não posso deixar de mencionar Lehabah, Danika, Ruhn, Syrinx. 

“Se ela for esperta, ela se esconderá e não atrairá a atenção de nenhum outro imortal poderoso pelo resto de sua vida.”

Um assassinato em uma fantasia? Definitivamente, foi um dos pontos que me prendeu de imediato. Intrigante, enganoso e imprevisível. O desfecho sobre isso foi chocante. AsAs ultimas 200 páginas desse livro fizeram meu coração ser destruído.

 Uma fantasia com personagens que estão lutando contra seus demônios, mas ainda que não perdem a esperança. O mais difícil agora vai ser esperar por uma continuação, com o gancho deixado.

Esse é o objetivo, Bryce. Da vida. Viver, amar, sabendo que tudo pode acabar amanhã. Torna tudo ainda mais preciso.



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RESENHA: SE NÃO FOSSE VOCE , Colleen Hoover


Editora: Galera Record

Nota: 4'
Morgan e Clara, mãe e filhas, são tão diferentes, mas ao mesmo tempo suas histórias se complementam. Duas perdas chocantes mudam suas vidas e agora se reencontrar em meio as dores e angústias parece uma tarefa impossível. Elas se amam, mas estão lutando constantemente uma contra a outra.

Enquanto devorava essa história, senti que uma mãe lendo esse livro, veria tudo sob o outro olhar e eu não podia encarar “Se não fosse você” pela visão adolescente também. Tentei me manter neutra e acompanhar o que a Colleen Hoover poderia me mostrar.

A sua escrita é excepcional, construtiva nos dois arcos da história, que se desenvolvem de formas distintas. A forma de lidar com o luto, o amor como recomeço e o passado que insiste em voltar são as temáticas chaves. A autora traz o seu drama característico, mas também o alivio comico através dos personagens secundários e aquela história de amor entre mãe e filha, que só necessitava de uma conversa verdadeira, mas que demorou a acontecer. E talvez, isso tenha me feito não amar a obra em si.

A Clara me irritou demais com suas atitudes e sua forma irresponsável de chamar a atenção; A Morgan por demorar a se abrir, mas ambas estão em luto e eu precisei entender isso. Apesar de não ter algumas respostas as minhas perguntas e ter sentido que o desenvolvimento dos temas poderia ter sido melhor, só consigo devorar os livros da Coho. Não consigo parar de sorrir para aqueles clichês adolescentes, sofrer com a perda dos personagens querer dar uns tapas e mandar conversar para resolver as coisas.

Esse não se tornou meu favorito, mas me marcou pelo quão inesquecíveis são os personagens secundários e com certeza com a mensagem que ela trouxe.

Um enredo familiar, mas com um romance fofo e paciente, que deixava mais sorrisos pelo caminho e o final acabou sendo divertido, previsível e poderia ter sido melhor desenvolvido, visto os problemas emocionais das personagens.

 sendo um remédio para uma trama tão permeada de lágrimas e gritos,mas gostoso de assistir. Colleen Hoover trouxe a história de uma mãe e filha adolescente, as dificuldades de um relacionamento e o nascimento do amor jovem.

Emocionante, maduro e cru. Um livro sobre corações partidos, luto, perdas, perdão e recomeços. Muitas vezes, o mundo desaba e exige que você tome uma decisão. O destino nos força a encarar as cicatrizes do coração e lutar para ter esperança, amor e paz. Um livro que pode tocar cada um de uma maneira diferente, pode ser memorável como não. Mas, de uma coisa tenho certeza: a maestria dessa mulher continua.

“Não entendo como meu corpo pode estar cheio de tudo que nos preenche -ossos e músculos e sangue e órgãos-, e, ainda assim, meu peito parecer oco, como se pudesse ecoar caso alguém gritasse na minha boca.”

“Essa semana provou para mim que nem todas as tempestades melhoram. Às vezes, os danos são catastróficos demais para serem consertados.” 

"No dia que descobri que estava grávida, parei de viver por mim. Acho que chegou a hora de entender quem eu deveria ter sido antes de ter começado a só cuidar dos outros."

“A presença não faz tanta diferença quanto a ausência faz agora.”

"Adultos são tão perdidos quanto adolescentes. Eles só usam máscaras mais convincentes."

"Os sonhos que tenho para sua vida não chegam nem perto de serem tão importantes quanto os sonhos que ela tem para si mesma."



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21 novembro 2020

RESENHA: TALVEZ AGORA, Colleen Hoover

 
Editora: Galera Record
Nota: 4/5

Esse livro é a continuação de "Talvez um Dia", então não vou me prolongar tanto sobre o que seria a história. Confesso que estava receosa em ler, já que há 4 anos atrás li o primeiro e me apaixonei pelo Ridge e Sydney, mesmo com suas complicações.

Nesse livro, continuei sendo surpreendida com cenas cômicas, o retorno de personagens marcantes e um desfecho de uma personagem em especial, que antes eu não curtia e passei a gostar dela. Nessa história, é possível conhecer ainda mais o passado dos personagens e você tem a chance de relembrar alguns fatos do primeiro livro.

A escrita da Coho é maravilhosa, como sempre. Fluida, imersiva e dessa vez, ela trouxe 4 narradores, mostrando a visão geral dos fatos através do olhar de cada personagem. Mesmo, torcendo para que Maggie fosse a maior protagonista da história, não foi isso que aconteceu e isso me frustrou demais. Algumas ações de outros personagens foram irritantes e até infantis, dramáticas ao extremo. 

“ São as pequenas coisas que as pessoas fazem pelos outros que definem boa parte de quem elas são."

Além do elenco cativante, mesmo complicado também.  A autora ainda trouxe as composições de Ridge e Sydney. Já falei para vocês que tem playlist no spotify com músicas dos dois livros? Pela voz de Griffin Petterson, a trilha sonora se torna perfeita, romântica e tocante se acompanhar a leitura. Procure por "Maybe Now" e você encontrará.  A medida que a história se desenrolava, a autora também aborda o poder do perdão, as barreiras do amor e a força da amizade.

Mesmo não sendo meu livro favorito da autora, ainda sim adorei voltar a essa história embalada por música, humor e muito amor. Fechando com chave de ouro, ela traz um final maravilhoso para todos e isso bastou para mim.



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20 novembro 2020

Resenha: Um assassino nos portões, Sabaa Tahir ( SEM SPOILERS)

                                 

"A esperança é mais forte que o medo. É mais forte que o ódio."

"Um assassino dos portões" é o terceiro volume eletrizante dessa série. Acompanhando as vidas de Laia, Elias e Helene. Não posso falar sobre a história em si, mas vou te dizer da melhor forma possível sobre o quanto essa continuação foi TIRO, PORRADA E BOMBA POR TODOS OS LADOS.

Os personagens estão incríveis e suas jornadas durante a leitura provam que a Sabaa Tahir não tem dó, nem piedade da alma do pobre leitor. Que arranca os cabelos, roi as unhas e não sabe NUNCA, NUNCA MESMO  o que vira no capitulo seguinte.

Helene , a qual eu tinha uma esperança que poderia ser menos odiada, se redime e vou te contar uma coisa: ela brilha nesse volume. Eu simplesmente amava seus capítulos, a ponto de sim, quero ser uma Máscara como ela (hahaha). Toda a intriga politica, as cenas militares e a liderança me fizeram admira-la até o fim. È uma personagem difícil de engolir nos outros volumes, mas aqui você percebe que seu amadurecimento vai além do seu serviço, mas também vale pelas suas escolhas tão duras, que a quebra e ela é obrigada a seguir em pe.

Sabaa Tahir aposta em uma narrativa ágil, eletrizante e envolvente. Levando os personagens a seguirem caminhos difíceis e a tomaram decisões cruéis para conseguirem o que tanto desejam. Será que essa estrada sombria vale a pena ?

Um livro sangrento, trevoso e que só me fez SURTAR E ENCARAR O NADA POR UMA HORA,pensando o que foi que a autora fez com minha mente? São tantas reflexões que a autora propôs a fazer: como consequencias da guerra, genocídio, humanidade, destino e perdas.

Confesso que pensei em reler os primeiros livros, mas pela TBR desafiante do mês, decidi encarar na cara lavada e sem duvida, demorei a me situar no inicio. Porém, aos poucos fui mergulhando na trama já conhecida e revivendo o suspense, a ação e os personagens tão falhos, mas que lutam pelo que acreditam até o fim.

Um assassino nos portões é como estar no palco, ser assombrado pela mitologia criada, mas segurando a mão de cada personagem cativante que esse livro nos apresenta. Segredos são revelados conforme a trama caminha e só digo uma coisa: Que tiro foi esse que 'tá um arraso!´

É uma fantasia surpreendente, com uma mitologia que conquista e ganha a admiração tamanha profundidade nas questões dos personagens e na trama. ÉPICO, DIGNO E DE LITERALMENTE, NOS DEIXAR ABISMADOS. Sabaa Tahir, o que a senhora vai aprontar no final dessa série?

Editora: Verus

Nota: 5'



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Resenha: A terceira vida de Grange Copeland, Alice Walker


 Dificil de digerir, forte, profundo e surreal de doloroso

"Não importava qual caminho quisesse seguir, disse ele, alguma força invisível o empurrava na direção contrária." "Ocê precisa se agarrar a um lugar dentro de docê mesmo onde eles não consegue entrar." 

Esse livro foi escrito em 1966, plena época em que havia a luta dos direitos civis nos EUA. E dessa forma, a autora aborda a violência, o preconceito e a opressão de uma sociedade. E assim como Grange Copeland, não importa onde esteja nosso corpo, mas nossa alma é livre, independente das regras. Mas, será que nossa mente não está escravizada?

 "Somos donos de nossas próprias almas, não é?"

Nela acompanhamos a família Copeland em meados dos anos 60.  Grange Copeland e seu filho, Brownfield, sempre viveram uma vida difícil, escrava dos fazendeiros brancos e na pobreza. Porém os atos do pai acabaram afetando a vida de Brownfield, que se desviou do caminho e tornou-se alguém que não imaginava. Para ele, não havia responsabilidade, tudo era culpa dos seus pais: se eles não tivessem feito isso e aquilo, a vida teria sido diferente.

Caos, inferioridade, miséria foram suas companhias. E quando adulto, decidiu ser superior: atraindo a vida dos outros para si, destruindo-as e desprezando. Uma de suas filhas, Ruth, é a personagem que define o fim. Ela carrega em si a violência física,psicológica e social que sofreu.

Confesso que essa é uma leitura difícil de digerir, crua e nua. É impossível não sentir a amargura dos personagens, tristeza pelas situações vivenciadas na infância que afetaram amargamente suas vidas adultas. Eu queria expressar bem o que senti lendo, mas só consigo pensar na angústia, na dificuldade e na dureza desse enredo.

Lembrando que alguns fatos são baseados em história real e fico pensando o porquê esse livro ainda não ter sido adaptado. Ele merece atenção em tempos como estes, para reconhecer o ser humano, a percepção da dor frente ao abandono.

Por mais que seja um livro difícil, por vezes, dolorido demais para continuar, sinto te dizer que você não conseguirá larga-lo. Mas, ele é essencial para conhecer o próximo, sua jornada social.

Com uma escrita afiada, objetiva e original, levando-se em conta o dialeto regionalista e coloquialista da população negra. Dividido em partes, acompanhando as três gerações da família Copeland, os capítulos curtos ajudam no melhor entendimento pela dureza da história. Ela não tem medo, expondo a violência, a crueldade e as feridas da trama.

“Ele estendeu a mão e, com um suspiro, ela abriu mão de tudo que tinha sido um dia em favor de tudo o que se tornaria agora”.

É possível acompanhar as mudanças de Grange, antes tão odiado assim como o filho. Antes desumano, cruel e desprezado, ao longo da narrativa, ele se torna resiliente e acaba sendo tão bem construído assim como os outros personagens.

O romance de Alice Walker trata de assuntos tão relevantes, assim como a educação como forma de independência do indivíduo, violência contra mulher,abandono, racismo e temas políticos e sociais. AA Terceira Vida de Grange Copeland traz reflexões duras, com personagens cruas, nos fazendo o seguinte questionamento: a partir de quando nos tornamos tão parecidos com nosso opressor?




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19 novembro 2020

Resenha: Minha Lady Jane

Estamos recontando a história da família Tudor , mas especificamente o reinado do jovem Edward VI. Porém, ao invés de uma luta entre católicos e protestantes, temos conflitos entre Eðians Verdardicos. Os Edians tem o poder de se transformar em animais. E os verdadicos querem extermina-los.

Jane é apaixonada por livros e já está sendo encaminhada para o seu quarto noivado, sem a sua vontade. Tudo ajeitado pelo seu primo, Edward VI, o jovem rei que está morrendo de uma moléstia. Sabendo que Jane vai odiar a decisão, o rei encontra o marido perfeito, ou bem, quase , não é? Levando em conta que ele é um homem e cavalo. Mas, Edward não está enfrentando apenas uma doença , existem planos ocultos para mata-lo e tira-lo do trono. A Inglaterra precisa ser salva, mas quem poderá os defender?

"Ela era rainha. A governante. A monarca. A soberana. A líder. A chefe de Estado. A cabeça da coisa toda. Aquela que usava as calças, como diz a expressão. A pessoa no comando. A patroa. A. Rainha. da. Inglaterra."

Zombaria ao machismo, temos. Crítica as classes sociais, também. Personagem leitor como nós, melhor ainda. Jane é admirável demais. Uma garota que só quer ler, não deseja casamento e muito menos ser a Rainha da Inglaterra. Até o momento que é forçada a isso e toda a história se desenvolve a partir desse fator. Hilário, leve e espirituoso demais. Mesmo sendo escrito por mulheres, todas as narrações se casam perfeitamente. Temos humor durante boa parte do tempo e é tão natural que isso saia dos personagens. Fiquei surpresa por tamanha sincronia das autoras.

Esse livro é uma comédia com fatos históricos e fantasiosos. Com humor negro, crítica e é comico mesmo.

Eu amei o romance entre Jane e Gifford, estranhos no primeiro dia, se odiando posteriormente, e aos poucos percebendo interesse um pelo outro. O desenvolvimento da amizade para o amor é tão doce, tão sensível e memorável. A construção de cada personagem e suas jornadas para salvar o país, a si mesmos são incríveis. A fluidez da trama só mostra o quão boa a história é. Fiquei apaixonada nessa ligação histórica com fantasia, e mais ainda com um tom cômico. Dando um ar divertido a essa história.


"Ela pensava ter entendido a profundidade daquela emoção enquanto lia as páginas de seus amados volumes, com sua vida de certo modo tocando aquelas de homens e mulheres há muito falecidos. Ela tinha sentido muito por eles, tinha chorado por eles, tentado respirar mesmo quando eles não mais respiravam. E então podia fechar o livro, colocá-lo na estante, e as palavras ficavam ali, enclausuradas entre as capas de couro."

''Não havia nada que ela apreciasse mais do que sentir o peso de um exemplar bem volumoso nas mãos e sentir que cada tomo de sabedoria daqueles era mais raro, maravilhoso e fascinante que o anterior. Se deliciava com o cheiro da tinta, a aspereza do papel junto dos dedos, o farfalhar das páginas, a forma das letras encantando seus olhos. Mas acima de tudo, adorava o modo como os livros a faziam sair de sua vidinha mundana e sufocante e ofereciam experiências de uma centena de outras vidas. Por meio dos livros, conseguia ver o mundo.''

Um diferencial que percebi é o vinculo que as autoras estabelecem com o leitor. Elas explicam a história e eu curti essa interação. Minha Lady Jane a um retalho perfeito de romance, humor, aventura e história! Uma hora estamos rindo, na outra estou nervosos com as reviravoltas e o que pode acontecer de errados. E quanto aos personagens? Seus diálogos são maravilhosos e suas aventuras, as mais mirabolantes.

Leia este livro se você estiver precisando de uma fantasia única, mas esteja atento que essa é uma ficção histórica
engraçada e pronta para te te fazer rir a ponto de chorar. Além de ter a ferocidade de personagens femininas.

  Editora: Gutenberg 
Nota: 4,5'



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