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19 abril 2021

A história de Rei de Elfhame


 Na trilogia “O Povo do Ar” conhecemos Jude e tudo o que ela passou vivendo junto com as fadas, seres que desprezam seres humanos como ela. Lá, ela conheceu Cardan, o filho caçula do até então Grande Rei de Elfhame e dono de uma personalidade complicada. 

Em “Como o Rei de Elfhame Aprendeu a Odiar Histórias”, conhecemos mais da infância de Cardan e descobrimos muito do que está por trás do Príncipe Cruel. O livro é em capa dura, com ilustrações lindíssimas na parte interna e com hot stamping! Quer conhecer mais dos brindes? Confira abaixo:







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17 abril 2021

Resenha: Crianças da guerra, Viola Ardone


"Dos bombardeios eu só me recordo do barulho das sirenes e dos gritos das pessoas. A minha mãe me pegava no colo e punha-se a correr. Íamos para os abrigos, ela me segurava apertado o tempo todo. Debaixo das bombas eu era feliz."


Histórias que se passam na Primeira e Segunda Guerra sempre tocam meu coração, mas essa em especial me apresentou algo desconhecido: o trem da felicidade.

Após a Guerra, a Italia está passando por um período de fome, pobreza de devastação.Amerigo é um garoto que sobreviveu com sua mãe, porém ele precisa ir no trem da felicidade para o norte, para sobreviver ao inverno.


Enquanto muitos imaginavam que seria uma armadilha, colocaram seus filhos, torcendo para que desse certo. Depois de um tempo, algumas crianças voltam para sua cidade natal, todavia outras ficam com sua família adotiva no norte.


Amerigo está com seu coração dividido entre voltar para a mãe e ficar no novo lar que lhe acolheu tão bem. Acompanhar Amerigo ao longo de sua vida foi algo tocante. Ele teve que fazer algumas escolhas duras e se viu muitas vezes, sem saída para eu coração.


Quando histórias são contadas por crianças, tudo muda. Temos a inocência, a leveza e a sensibilidade de Amerigo, que viu os piores lados de uma guerra, e mesmo com medo, segue a intuição de sua mãe e vai para um lugar desconhecido.

Conhecer a situação pós-guerra é algo impactante, visto que muitas famílias não tinham moradia, nem comida na mesa. Suas perspectivas futuras são transformadas em pó e a esperança vai sumindo.


Uma leitura que traz reflexão, apresenta um lado pouco explorado da guerra e traz no trem da felicidade uma fagulha de esperança, fé e recomeços.



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16 abril 2021

Os personagens com representatividade

 Todos os personagens de Holly Black são complexos e você acaba se identificando com eles. Eles erram, acertam e correm atrás daquilo que querem. Em suas imperfeições, a gente acaba se conectando e isso é incrível! 


A autora também se preocupa bastante com representatividade e escreve de maneira respeitosa sobre diferentes sexualidades. 

( O canto mais escuro da floresta)

No reino das fadas, os seres feéricos costumam ter relações com ambos os sexos. Em O Canto Mais Escuro da Floresta, livro que se passa antes da trilogia O Povo do Ar, o protagonista Ben é gay, e a irmã da Jude, na trilogia O Povo do Ar, é lésbica.


( Vivienne, irmã de Jude e Heather)




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15 abril 2021

Resenha: Opala, Jennifer L.Armentrout

"Este não é um dos seus romances paranormais ou seja lá o que você gosta de ler. (...) Não existe garantia de final feliz e você... Você não é uma super-heroína, não importa o que seja capaz de fazer." ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Voltei a Saga Lux desejando finaliza-la e esse foi o melhor livro até agora: aquele romance sobrenatural, com aliens maravilhosos, muita confusão e inimigos, claro.

O terceiro livro da saga Lux entrega diversão, personagens carismáticos e jovens aliens que facilmente me faria perder os eixos. O enredo continua instigante, mesmo com a demora a engatar, mas curti que pude acompanhar mais de perto a relação da Katy e do Daemon. Talvez não seja um romance comum, mas que graça teria, não é mesmo?

Katy amadureceu ao longo dos livros e após ter sua vida mudada, ela percebe que não poderá ser a mesma que antes. E sim, temos uma protagonista que bate o pé pelo que quer e que não é uma mocinha indefesa como em seus livros.

Mesmo devorando a leitura, algumas discussões tão bestas do casal principal me incomodaram. Mas, adolescentes, fazer o que, não é mesmo? Tem que ter uma melação , pegação e briguinhas.

Nas últimas páginas, muitas reviravoltas acontecem, visto a importância de salvar quem se ama. Estou bem certa que o Originais, o quarto livro da série será melhor, visto esse final arrebatador.

 



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Resenha: Uma Surpresa na Primavera , Carrie Elks


Editora: Verus

Nota: 4/5 estrelas

Lucy é a irmã mais velha da família Shakespeare. Ela é advogada e sempre foi organizada com sua vida, mantendo todos sob controle. Até que é contratada pelo Lachlan Macleish para defender a herança do seu pai, que está sendo alvo de brigas com seu meio-irmão. Ele não quer abrir mão de suas memorias felizes e quem melhor para defende-lo do que Lucy? Porém, pode ser que a advogada não consiga seguir todas as suas normas e conviver com Lachlan pode ser um risco para seu coração.

No terceiro volume, conhecemos Lucy, a irmã mais velha que assumiu os cuidados da família após a morte da mãe. Confesso que estava bem ansiosa para conhece-la, por ouvir suas irmãs falando dela em livros anteriores. A escrita da autora é leve, fluida e divertida. Trazendo dois personagens focados em trabalhos, que não fogem as regras, mas que dessa vez a atração é mais forte.

"As coisas sempre fazem sentido quando nós estamos juntos."

Eu adorei a forma gradativa como esse romance cresceu, mostrando a química fofa do casal. A questão familiar também assume outra postura na história, já que temos um melhor desenvolvimento da relação familiar, entre as irmãs. Será que vale a pena correr riscos para ser feliz?

Com um cenário de tirar o folego, a Escócia é o palco para que esse casal desenvolva sua relação. Mesmo sendo previsível, é fofo, tem pitadas de bom humor e cenas calientes na medida certa.

Enfim, uma leitura agradável, deliciosa e que mostrou que a série das Irmãs Shakespeare tem personalidades fortes, mas todas teimosas, cujas histórias são divertidas e únicas.

 

 



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Conversando sobre : Querido ex, Juan Jullian


Depois de viver um relacionamento toxico, o protagonista começa a escrever várias cartas para seu ex, colocando toda a raiva, os medos, frustações para fora. Contando tudo o que viveu no relacionamento e como ficou após ele, o Querido Ex talvez não seja tão querido por todos assim. Mas, da noite para o dia ele vira uma subcelebridade, atraindo a atenção de todos para si.

Tamanhos desabafos me fizeram sentir empatia por situações em que o personagem é incompreendido, humilhado e diminuído para estar ao lado do seu parceiro. E realmente são cenas fortes. Ademais, além de ser um jovem, negro e gay, o preconceito está presente ao seu redor, acrescentando ainda mais para os sentimentos ruins sobre si.

São situações comuns, identificáveis e por mais que eu desejasse que o personagem superasse, visse que se livrou de um embuste, tive a sensação que ele estava se depreciando mais do que o necessário. E que seu ex continua ali, tão presente quanto antes, mesmo na sua mente.


Apesar de ter sido uma leitura curta, rápida e dinâmica, eu queria mais profundidade dos temas citados: racismo, homofobia, gordofobia, relacionamento abusivo, entre outros. Senti que nenhum foi desenvolvido profundamente e talvez mais páginas resolvessem esse problema.

A forma como o livro termina me frustou um pouco, mas é compreensível. Nas entrelinhas desse LGBT nacional, o “Querido ex” traz em uma história dura, com nuances fortes, o que um relacionamento pode tirar de quem o viveu, seja o amor próprio, as amizades e as esperanças para o futuro. Mas, todos nós podemos viver de novo, só precisamos passar pelas fases do fim para recomeçar.

 



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Resenha: O Enigma do Quarto 622, Joël Dicker


Uma noite é marcada pelo assassinato em um hotel de luxo nos Alpes Suiços. A investigação policial é inconclusiva e o criminoso foge. Depois de anos, o escritor, Joel, resolve tirar férias no mesmo hotel e ao chegar lá se depara que não existe o quarto 622. Curioso com o fato, ele descobre que ali teve um crime, levando-a investigar o caso.

Minha primeira experiencia com o Joel Dicker não poderia ter sido melhor. Ao longo das 500 páginas, me vi viciada na sua escrita e acompanhada de um escritor que vira detetive para desvendar um mistério nos Alpes Suiços.

Entre traições, golpes, envolvimentos financeiros e problemas familiares, o romance policial caminha através de duas tramas. A primeira do protagonista e posteriormente, o que aconteceu anos atrás.

Tantos elementos me fizeram amar esse romance policial, desde a boa construção dos personagens tão suspeitos, como a ambientação. Assim como pequenos mistérios dentro de um maior, que continua a instigar a cada página virada.

Com uma história dentro  de outra história, ou seja, o Mise em abyme, o autor explora o recurso nos conectando com o processo criativo do protagonista. Com muitas reviravoltas, a investigação caminha para um final que surpreende e questiona se realmente segui as pistas erradas.

“A vida é um romance que já sabemos como termina: no fim, herói morre. Por isso, o mais importante não é como nossa história acaba, mas como preenchemos as páginas. Pois a vida, como um romance, deve ser uma aventura. E as aventuras são as férias da vida.”

Se você curte um bom romance policial, Joel Dicker é a escolha perfeita para conhecer o gênero. Com maestria, ele convida o leitor e o faz viajar a sua terra natal para vivenciar um crime com estilo.



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