Fico pensando se os dias estão voando rapido ou eu que não estou vivendo o suficiente. Tem um gosto diferente. Alguns amargos, outros doces. O umami que eu quis sentir, e não sei bem se consigo o defininr.
Experimento a felicidade em relances, nunca por tempo demais, sempre por tempo de menos. Sinto os medos, bato nas angustias, tento me soltar das algemas. Não quero permanecer, e as vezes, me prendo.
Vejo as tristezas, caminho ao lado delas. Sob a sombra da melancolia, com um toque de saudade. Meu coração não me deixa sentir o mal do mundo. Ainda exausta, ainda cansada, com poucos sonhos e esperança.
Não encontrei sentido, nem grandes motivos. Em qualquer esquina, me procuro, vultos de quem era, porém deslizo em quem eu sou agora. Mãos suaves, pés pequenos, pele macia, tingida de aspereza. Sem pertencer.
O vento passeia na minha pele e por mais que a sensação seja suave, ele me acalenta. Me basta, para que assim eu enxergue com outros olhos que o novo também é bem vindo, assim como o antigo.Desacelerando por um instante, acalmando o caos que vive dentro de mim. Os excessos do futuro no meu presente.
Eu preciso estar aqui e preciso aprender a viver e ser, sem criar despedidas, sem partir para as duvidas, sem inventar distancias. Sem transformar meu silencio em tempestades, sem acompanhar furacões. Com coragem para arriscar, sem esperar promessas dos outros, amando o risco de se machucar.

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