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13 junho 2014

Entre palavras

Por Bia L.



Escreverei.
Escreverei sempre que tiver perguntas e não tenha encontrado as respostas.
Escreverei para por os demônios para fora.
Os sentimentos presos no meu peito.
Os anseios da minha alma.
E os delírios do meu espírito.

Escreverei sem ver tempo, nem clima.
Antes do começo e depois do fim.
Entre uma hora e outra, ou em qualquer estação.

Escreverei o que penso e o que faço, ou dito isso, futuro.
As histórias que de mim dependem para existir e as que inventei por puro desejo de te-las.

A verdadeira e a omissão.
O sentimento e atração.
O explicável e o que não posso exprimir a alguém.
Escreverei a dor do meu pesar, mas também o pulsar do meu coração.

O inexplicável, inexplorável , inexistente .
As frases mais doidas, os parágrafos mais longos existentes dentro de mim.
Pode ser de fora para dentro.
De dentro para fora.
Ao nascer do dia.
Ao cair da noite.
Do início da madrugada.

Devaneios e inconstâncias.
Resultado de experiências. Somatório de uma vida.
Invenção de um personagem.
Real ou irreal.
Drama e romance.
Suspense e comédia.
Encontro de pensamento.
Perdição de sensação.
Pontos finais ou reticências?
Direito do desabafo. Grito.
Respira. Eu piro.

Escreverei para me guiar: vida, coração e alma. Sem ter mais, nem menos para se doar. Bússola do meu eu, aquele interior, dos poemas e poesias.
Tentativas de um rascunho, quem sabe de transcender para algo mais e quaisquer. Encontrar e me encontrar, na vida e na linguagem. No jeito de escrever e desabafar.


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