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25 julho 2014

Entre sensações.

Por Bia L.

Serás capaz de comer uma pimenta que queima sua garganta? 
Então , sendo assim também será capaz de comer a framboesa mais doce.
Dar-se conta da voracidade da vida e da turbulência que nos atinge?
Doce e salgado alternam. A paz e a guerra. A ferida e a cicatriz.
Sobreviventes das quedas dentro do nosso interior.

É preciso esquecer que caiu mais vezes do que queria. 
Levantou 3 vezes mais do que não pensava que seria capaz.
É preciso acreditar na força da vida. Da sua vida.
Acreditar que és capaz de fazer qualquer coisa que se possa imaginar.

É no impossível que o possível é capaz de se sobressair.
E pensar que tanta gente pensa em desistir tão fácil, por motivos tão bobos que não se dão conta que sua vida tem mais reticências e que não terminará tão cedo, pelo menos ainda.

Aprendi a viver no vazio absoluto. 
A aceitar minha solidão e a ser sua melhor amiga.
Cresci vendo erros humanos cometidos na minha frente, mesmo assim não os cometi.
Como explicar que vivo de uma forma tão otimista assim?

Não penso isso. 
Não faço do cacto uma margarida. 
Aceito os espinhos na minha pele e deixo rasgar os tecidos e matar algumas células. 
Como um vírus, vou me adaptando a dor e a convivendo .

E sinto que amo, e que não morro por admitir isso ou se quiser esconder, também não cairei no chão.
Recebo o mundo e aceito meus pecados. Como um ser humano.

Incompreensíveis. 
Prolongo minhas promessas e nas noites de insônias imagino quando vou cumpri-las. 
Inquieta, aproveito o dia de primavera. 
Curto a felicidade com que as folhas se renovam. Caem e nascem outras no lugar.

Constante renovação. Intensa transformação.

Quis pegar uma lagarta na mão. 
Ela também estava em transformação. E do seu casco , virou uma linda borboleta. Era bonita. Colorida. E se fosse eu? E se tivesse o poder de mudar e amadurecer a ponto de ser tão linda e viver livre ?

Ser o que seria. O que viria a ser.
Corri de volta para casa, mas desisti de entrar e sentei no batente da escada, na entrada. 
Deveria sentar no banco da praça para pensar?

Um corre pará-lá e cá. 
Multidão de pessoas na mesmice. 
Pranchetas, malas, pastas, seriedade na face.
Como tornar-se uma coisa nova e virar uma nova dimensão?

Vou começar a me inventar minhas próprias frases, escrever meus ensaios e abandonar o personagem principal. 
Vou ser várias dentro de mim. Muitas em um eu.

Como um animal feroz vou percorrer minhas presas, no caso, o que eu acredito.
Não se assuste, não são pessoas ou animais. 
Estou certa dessa vez. 
Vou construir minha linguagem, viver uma fuga da realidade e dar perplexidade a minha vida.



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