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20 julho 2014

Resenha: Querida Sue, Jessica Brockmole


Título : Querida Sue
Autora: Jessica Brockmole
Editora: Arqueiro
Ano: 2014
Páginas: 256
Sinopse: Março, 1912: A jovem poeta Elspeth Dunn nunca viu o mundo além de sua casa, localizada na remota ilha de Skye, noroeste da Escócia. Por isso, não é de espantar a sua surpresa quando recebe uma carta de um estudante universitário chamado David Graham, que mora na distante América. O contato do fã dá início a um intercâmbio de cartas onde os dois revelam seus medos, segredos, esperanças e confidências, desencadeando uma amizade que rapidamente se transforma em amor. Porém, a Primeira Guerra Mundial força David a lutar pelo seu país, e Elspeth não pode fazer nada além de torcer pela sobrevivência de seu grande amor. Junho, 1940, começo da Segunda Guerra Mundial: Margaret, filha de Elspeth, está apaixonada por um piloto da Força Aérea Britânica. Sua mãe a alerta sobre os perigos de um amor em tempos de guerra, um conselho que Margaret não quer ouvir. No entanto, uma bomba atinge a casa de Elspeth e acerta em cheio a parede secreta onde estavam as cartas de amor de David. Com sua mãe desaparecida, Margaret tem como única pista do paradeiro de Elspeth uma carta que não foi destruída pelas bombas. Agora, a busca por sua mãe fará com que Margaret conheça segredos de família escondidos há décadas. Querida Sue é uma história envolvente contada em cartas. Com uma escrita sensível e cheia de detalhes de épocas que já se foram, Jessica Brockmole se revela uma nova e impressionante voz no mundo literário.
Querida Sue é mais um livro que terei mais que prazer e admiração ao comentar.  Um livro que aborda uma história através de cartas e que acontece durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial. É através das cartas que conhecemos os sentimentos e os acontecimentos dos personagens. Acompanhamos Elspeth e David deixando uma grande amizade e tornando-se amantes e confidentes, ao se transformarem em Sue e Davey.

Elsperth Dunn é uma poetisa que mora reclusa na Ilha de Skype, na Escócia. Ela fica muito feliz ao receber uma carta de um americano, David Graham, estudante de medicina que ficou fã de Elsperth depois de ler suas poesias. Os dois começam a trocar cartas e confidencias, tornando-se grandes amigos ao compartilharem os medos, anseios e frustações de suas vidas. O sentimento começa a mudar e essa bela amizade transforma-se em algo mais sério: um sentimento que ultrapassa os limites territoriais e as dificuldades. Porém, Elsperth não consegue aguentar que seu amado Davey torne-se voluntario na Primeira Guerra Mundial.
Acha realmente que precisa provar algo sobre si mesmo para mim? Acha que tem de fazer alguma coisa além de continuar a existir aí? É só isto que eu peço. Apenas exista. Pensando em você. Sue.” 
Em 1940, Elsperth está passando pela Segunda Guerra Mundial e aconselha a sua filha, Margareth sobre o amor nesses tempos difíceis, porém Margareth não entende porque tanta implicação da mãe com o amor. Em um dia, após um bombardeio, Margareth encontra as antigas cartas da sua mãe e quer descobrir a história por detrás delas. Elspeth foge de casa e Margareth fica intrigada sobre o passado que a mãe esconde e insiste em não falar sobre o mesmo.

Eu devia ter lhe contado. Devia tê-la ensinado a proteger seu coração. Ensinado que uma carta nem sempre é apenas uma carta. As palavras na folha são capazes de inundar a alma. Ah, se você soubesse...” (Pág.18)
Querida Sue é um romance histórico, como costumo chamar que me fascina. A interligação das diferentes épocas e a conexão perfeita dos fatos e a história me fez amar esse tipo de narrativa através das cartas. Não me cansei e fiquei com o coração na mão a espera que nossa poetisa revelasse seu passado. Duas gerações, muitos segredos e um passado que insiste em viver.

Nota : ★★★★★ 


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