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12 fevereiro 2015

Resenha: Invisível,David Levithan; Andrea Cremer



Título: Invisível
Autor: David Levithan; Andrea Cremer
Editora: Galera Record
Páginas 322
Ano: 2014
Sinopse:
Stephen passou a vida do lado de fora, olhando para dentro. Amaldiçoado desde o nascimento, ele é invisível. Não apenas para si mesmo, mas para todos. Não sabe como é seu próprio rosto. Ele vaga por Nova York, em um esforço contínuo para não desaparecer completamente. Mas um milagre acontece, e ele se chama Elizabeth.
Recém-chegada à cidade, a garota procura exatamente o que Stephen mais odeia. A possibilidade de passar despercebida, depois de sofrer com a rejeição dos amigos à opção sexual do irmão. Perdida em pensamentos, Elizabeth não entende por que seu vizinho de apartamento não mexe um dedo quando ela derruba uma sacola de compras no chão. E Stephen não acredita no que está acontecendo… Ela o vê!
Antes de ler Invisível, eu não sabia o que esperar, já tinha gostado da escrita leve e reflexiva do David Levithan, mas ao começar a ler esse livro fui dividida em fases.  Stephen é um jovem insivivel para os outros. Invisível e solitário. Vivendo uma mesma rotina, mas sua vida é um pouco mudada quando Elizabeth surge e o repara. 

- Não é solidão, na verdade. Porque a solidão vem da ideia de que você pode estar envolvido no mundo, mas não está. Ser invisível é ser solitário sem o potencial de ser outra coisa além de solitário. Por isso, depois de um tempo, você se retira do mundo. É como se estivesse num teatro, sozinho na plateia, e tudo o mais estivesse acontecendo no palco.

Stephen nao imaginava que existiria alguém possível de -lo, e ao conversar com ela, muitos questionamentos aparecem na sua cabeça. Com muitas incertezas, ambos se apaixonam.Até que Elizabeth percebe que apenas ela consegue -lo, e ambos decidem encontrar um jeito de quebrar a maldição e trazer mais normalidade nas suas vidas. Mas, suas vidas jamais serão as mesmas. Com a volta do avô de Stephen, as pessoas ao seu redor serão prejudicadas e sofrerão as consequencias. Eles precisam decidir se o sacrifício valerá a pena e se salvará suas vidas.

"Eu devia estar feliz. Na maior parte do tempo, estou. Na maior parte do tempo, feliz não é palavra suficiente para descrever como me sinto. Eu me perco em Stephen sem estar perdida.  Eu me encontro em Stephen quando nem sabia que esperava ser encontrada. 
No começo fiquei confusa com algumas revelações. Se a invisibilidade de Stephen era uma metafora para solidão e exclusão."

O rumo inesperado da história em direção a fantasia me surpreendeu. O cenário de magia e maldições meio que forçou o ponto reflexivo do livro, ao meu ver. Mas, foi legal a expectativa e o desenrolar da parte fantasiosa. Algo bem positivo na narrativa foi os personagens, construidos de forma peculiar e quase todos com uma bondade  e amor no coração.

A relação da mae de Stephen e ele; o relacionamento de Elizabeth e Laurie, irmao gay dela; Millie e Saul. Ou seja, o que impulsiona a vida dos personagens é o amor e o poder do mesmo. Mudei minha opinião sobre a fantasia e as maldições, que só serviram para testar esse amor dos personagens e os fortalecerem. Uma leitura diferente, reflexiva sobre a solidão, o amor, vale a pena dar uma chance a esse livro.

“Eu me lembro da época em que minha mãe morreu. Do jeito como tive de me esconder do mundo. De como fiquei num silêncio tão profundo que me esqueci completamente do som da minha voz, bem como do som da voz dela. De como, para minha voz, não parecia haver razão de existir se eu não podia ter a outra.”

NOTA : ★★★


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2 comentários


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2 comentários:

  1. Bom quando a gente pode refletir com a leitura, mas sabe que eu não gosto de comprar livros que a capa não me agrada? kkkkkkk.....eu não fui com a dessa capa
    bjs

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    Respostas
    1. Acredito nisso. Essa capa também não me conquista, li querendo conhecer mais o David Levithan.. :]

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