• Cinema
  • Inspiração
  • Leitura
  • Música
  • Playlist
  • Resenha
  • Série
  • Texto
  • Vídeo
24 março 2015

Resenha: Objetos cortantes, Gillian Flynn



Título: Objetos cortantes
Autora: Gillian Flyyn
Editora: Intrínseca
Páginas: 254
Ano: 2015
Sinopse: Uma narrativa tensa e cheia de reviravoltas. Um livro viciante, assombroso e inesquecível. Recém-saída de um hospital psiquiátrico, onde foi internada para tratar a tendência à automutilação que deixou seu corpo todo marcado, a repórter de um jornal sem prestígio em Chicago, Camille Preaker, tem um novo desafio pela frente. Frank Curry, o editor-chefe da publicação, pede que ela retorne à cidade onde nasceu para cobrir o caso de uma menina assassinada e outra misteriosamente desaparecida.Desde que deixou a pequena Wind Gap, no Missouri, oito anos antes, Camille quase não falou com a mãe neurótica, o padrasto e a meia-irmã, praticamente uma desconhecida. Mas sem recurso para se hospedar na cidade, é obrigada a ficar na casa da família e lidar com todas as reminiscências de seu passado. Entrevistando velhos conhecidos e recém-chegados a fim de aprofundar as investigações e elaborar sua matéria, a jornalista relembra a infância e adolescência conturbada e aos poucos desvenda os segredos de sua família, quase tão macabros quanto as cicatrizes sob sua roupa.

Mais um livro da Gillian Flynn lançado pela Intrínseca. Objetos cortantes foi o primeiro livro escrito por ela e o segundo dela publicado no Brasil, e meio que foi "ok",  pouco impactante quanto A Garota Exemplar.  O enredo tem como cenário um crime horrendo e até agora sem suspeitos.

Tudo começa com um assassinato de duas crianças em Wind Gap, no Missouri. Camille, uma repórter volta a sua cidade natal para investigar, porém Camille sofre de grandes problemas: auto-mutilação de seu corpo, problemas familiares e ainda sofre com a morte de sua irmã mais nova, Marian. Com uma narrativa tensa e perturbadora, Camille tenta permanecer na sua cidade natal e sobreviver as lembranças de um passado que a perturba tanto, a fim de ter um furo de reportagem par ao jornal Daily Post.

"Eu me corto, sabe? Também retalho, fatio, gravo, espeto... Sou um caso bem especial. Tenho uma razão. A minha pele, sabe, ela grita. É repleta de palavras - cozinhar, bolinho, bichano, cachos - como se uma criança da primeira série manuseando uma faca tivesse aprendido a escrever em minha carne.'' 

A brutalidade, a violência e os atos impulsivos são escritos de maneira crua. A brutalidade, a violência e os atos impulsivos são escritos de maneira crua.  Torcer por Camille é inevitável. Desejei que ela escrevesse logo a notícia e fugisse, porque as palavras dela e seus pensamentos me deixavam arrepiada em alguns momentos. 

Não é um livro tão bom quanto "A Garota Exemplar", mas igualmente pertubador e bem mais previsível. Recomendo a leitura para quem gosta de livros de suspense e que abordem um tema tão forte quanto auto-mutilação.

"Estou aqui, respondi, e tais palavras tornaram-se surpreendentemente consoladoras. Quando entro em pânico, digo em voz alta para mim mesma: Estou aqui. Não costumo sentir que estou. Sinto como se uma acalorada rajada de vento pudesse me dissipar, e eu desapareceria para sempre sem deixar sequer uma lasca de unha. Há dias em que considero essa reflexão aquietante; em outros, ela me deprime." 

 NOTA : ★★★★


divulgar

comentar


Comentário(s) pelo Facebook:

Nenhum comentário:

Postar um comentário