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10 agosto 2015

Resenha: Fragmentados,Neal Shusterman

Fragmentados
Título: fragmentados #1
Autor: Neal Shusterman
Editora: Novo Conceito
Páginas: 320
Ano: 2015
Sinopse: Em uma sociedade em que os jovens rejeitados são destinados a terem seus corpos reduzidos a pedaços, três fugitivos lutam contra o sistema que os fragmentaria. Unidos pelo acaso e pelo desespero, esses improváveis companheiros fazem uma alucinante viagem pelo país, conscientes de que suas vidas estão em jogo. Se conseguirem sobreviver até completarem 18 anos, estarão salvos. No entanto, quando cada parte de seus corpos desde as mãos até o coração é caçada por um mundo ensandecido, 18 anos parece muito, muito longe. O vencedor do Boston GLobe-Horn Book Award Neal Shusterman desafia as ideias dos leitores sobre a vida: não apenas sobre onde ela começa e termina, mas sobre o que realmente significa estar vivo.

 Após a guerra civil , o governo achou uma alternativa diferente para tratar o aborto. Não se pode fazer nenhum mal a uma criança até os 13 anos , a partir dessa idade, e até os 17 anos, os pais podem entregá-la para ser fragmentada.  Ao ser fragmentado é a solução aceitável da sociedade para doação de órgãos, e a chance de ficar livre de um filho, se os países quiserem. O adolescente é partido pedaço por pedaço e suas partes, órgãos são colocadas em alguém que precise, seja um braço, um olho ou uma parte do cérebro. E uma coisa louca é que o governo acredita que as pessoas mesmo fragmentadas continuam vivendo em outras pessoas, sendo útil de alguma forma para outra vida. 

‘‘A Lei da Vida declara que a vida humana não pode ser tocada desde o momento da concepção até que a criança chegue à idade de treze anos.’’
  
Connor é um garoto complicado, com temperamento explosivo e um tanto rebelde.

“Ficar sozinho não fazia parte de seus planos, mas ele percebe que já deveria ter entendido. Desde o momento em que seus pais assinaram aqueles papéis, Connor estava sozinho.”

 Risa é uma garota que tem um imenso talento pra piano, além de ser tutelada do Estado, porém sua presença não é o suficiente para se destacar no mundo. Risa. Lev é um menino de 13 anos que nasceu para ser um dízimo humano ( sacrificado).Só para esclarecer: Lev não é o único dízimo do livro. Adolescentes que nunca se conheceriam em situações normais, acabam se encontrando. O que eles têm em comum? Em breve serão fragmentados. 

“- Tudo bem ficar assustada. Toda mudança é assustadora.
- Mudança? - grita Risa - Como assim, "mudança"? Morrer é um pouquinho mais do que uma "mudança".

Imagina só se você na sua adolescência , com aquela fase rebelde em que dá muito trabalho para seus pais e eles resolvessem assinar um acordo de fragmentação e você fosse para os campos de colheita? Até para pensar você considera essa ideia impossível e brutal. 

Uma sociedade que aceita que jovens rebeldes sejam fragmentados em pro do bem da sociedade. Ao conhecer  Connor, Risa e Lev, esses três jovens estão destinados a serem fragmentados, mas arrumam um jeito de fugir do sistema. Cada um des possui uma história e o que os levaram a fragmentação, fatos que vocês irão descobrir ao ler o livro. Ambos são Guerreiros, lutando por sua vida e para sobreviverem INTEIROS até os 18 anos.

Em um mundo perfeito, todas as mães desejariam seus bebês e estranhos abririam seus lares para aqueles que não são amados. Em um mundo perfeito, tudo seria preto ou branco, certo ou errado, e todos saberiam a diferença. Mas este não é o mundo perfeito. O problema são as pessoas que pensam que sim.”

A narrativa em terceira pessoa e feita através dos personagens principais, porém com personagens secundários também participando da história. Neal Shusterman escreve de uma forma tão viciante que te embala rápido na história, fazendo-nos refletir e sentir o que cada um dos personagens sente, até mesmo as partes brutais .tão bem que o mundo criado por ele parece ser bem real, mas revoltante. Ao longo do enredo os personagens vão amadurecendo e nos levando a sentir medo, a querer fugir e a sentir até raiva por esse tipo de futuro existir. 

''... se cada parte de você está viva, mas dentro de outra pessoa... você está vivo ou morto?''

Uma distopia que já tinha me ganhado pela capa exótica, pelo título e por retratar de uma forma tão revoltante. A diagramação do livro é perfeita. Capítulos curtos, sem erros gramaticais. E pesquisando, descobri que existem 4 livros da série .E se já terminou deixando pontas soltas, esperto que A Editora Novo Conceito publique o mais rápido possível, porque Necessito da continuação do livro.

''... a única razão para eu estar vivo é que aquela pessoa foi fragmentada.
 - Então - diz Connor -, a sua vida é mais importante que a dela? ''

O autor aborda um cenário tão futurísticos e só de pensar na possibilidade de algo assim acontecer nos leva a enloquecer pensando nisso. O enredo de  Fragmentados é diferente de tudo que já li, e olha que sou viciada em distopias. Caótico e mortal de uma maneira que você nunca viu. Enfim, recomendo a série para amantes de distopia e acredito que vocês não irão se arrepender.

''Lobo frontal esquerdo.
 Eu... eu... eu não me sinto muito bem.
 Lobo occipital esquerdo.
 Eu... eu... eu não lembro onde...
 Lobo parietal esquerdo.
 Eu... eu... eu não consigo lembrar o meu nome, mas... mas...
 Temporal direito.
 ...mas ainda estou aqui.
 Frontal direito.
 Eu ainda estou aqui...
 Occipital direito.
 Ainda estou...
 Parietal direito.
 Estou ...''


NOTA:  ★★★★★ 


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