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09 outubro 2015

Resenha:Todo Dia, David Levithan


Todo Dia 

Título: Todo dia
Autor: David Levithan
Editora: Galera Record
Ano: 2013
Páginas: 279
Sinopse:Neste novo romance, David Levithan leva a criatividade a outro patamar. Seu protagonista, A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrar a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor.

Todo vida é uma vida diferente, um corpo diferente, uma família e lugar diferente, porém com uma certeza que "A" continua sendo o mesmo. Há 16 anos "A" tem vivido dessa forma, sem saber o porque ou como, acorda todos os dias como uma pessoa diferente, mas as coisas mudam ao acordar como Justin um dia desses, vivendo de uma forma distinta as horas seguintes como o Justin.

“Não sei como isso funciona, nem o porquê. Parei de tentar entender há muito tempo. Nunca vou compreender, não mais do que qualquer pessoa normal entenderá a própria existência. Depois de algum tempo é preciso aceitar o fato de que você simplesmente existe. 

 Ele começa a agir de uma forma que não agiria normalmente com a namorada de Justin, Rhiannon, percebendo que ela o está fazendo mudar, tornando seu dia único e a partir dai inesquecível. O protagonista da historia acaba se apaixonando pela beleza interior de Rhiannon e depois desse dia, passa a querer encontra-la de todo modo, mesmo não sendo a mesma pessoa todos os dias. Passando a travar uma luta contra sua natureza.

“Que história é essa sobre o instante em que você se apaixona? Como uma medida tão pequena de tempo pode conter algo tão grande? De repente, percebo por que as pessoas acreditam em déjà vu, por que acreditam em vidas passadas; porque não há meio de fazer com que os anos que passei na Terra sejam capazes de resumir o que estou sentindo. O momento em que você se apaixona parece carregar séculos, gerações atrás de si -tudo isso reorganizado para que essa interseção precisa e incomum possa acontecer. Em seu coração, em seus ossos, por mais bobo que saiba que é, você sente que tudo levou a isso, que todas as flechas secretas estavam apontando para este lugar, que o universo e o próprio tempo construíram isso muito tempo atrás e agora você acaba de perceber que chegou ao local onde sempre deveria ter estado."

"A" acorda todos os dias em um corpo diferente, tendo de enfrentar situações de acordo com a pessoa que ocupa, independente do sexo, cor, religigão, cultura. Mas, todos tem algo em comum: possuem 16 anos e este é o unico padrao. Imagina ver a vida sob vários aspectos tao distintos e que nos fazem entender as ações daquele personagem naquele momento. Porém, sempre torcendo para que ele encontre uma maneira de alcançar a felicidade.

"Eu sempre fico impressionado com pessoas que sabem que algo está errado  mas ainda insistem em ignorar, como se isso, de alguma forma, fizesse com que os problemas desaparecessem. Elas se poupam do confronto, mas terminam ressentidas de qualquer maneira."

O único que tinha lido do David Levithan antes foi Invisivel e Will & Will  em parceria com John Green e posso dizer que gostei da escrita dele, mas ao ler "Todo Dia" não tenho palavras que diriam o que senti vivendo por "A" todas aquelas vidas. A maneira como ele narra o medo, a insegurança, as fases da adolescência mesmo que levemente, me fizeram refletir sobre meus dias.

"Na minha experiência, desejo é desejo, amor é amor. Nunca me apaixonei por um gênero. Apaixonei-me por indivíduos. Sei que é difícil as pessoas fazerem isso, mas não entendo por que é tão complicado quando é tão óbvio."

A única coisa que faltou a historia foi mais explicações sobre "A", o que ele seria e porque, que alimentou minha curiosidade durante a leitura. No entanto, impossível nao refletir por uma alma que não tem sexo determinado, mas que se apaixonou pela beleza de outra e isso sem preconceitos e sem perguntas.  Vi que foi anunciado que o livro teria uma continuação pelos olhos de Rhiannon, com publicação para o primeiro semestre de 2015 nos EUA.

"As pessoas não dão valor à continuidade do amor, assim como não dão valor à continuidade do corpo. Não percebem que a melhor coisa sobre o amor é a sua presença constante. Assim que você estabelece isso, sua vida ganha uma base extra. Mas se você não pode ter essa presença constante, só tem uma base para sustentá-lo, sempre"

Um belo romance, uma história para refletir e nos questionar que pelo mundo afora existem milhares de pessoas com problemas maiores que os nossos, em que o amor é colocado a prova por questões de cor, raça e cultura. 'A" teve coragem de lutar por esse sentimento, correu e buscou formas de uma vida diferente.

“Quando você experimenta algo grandioso, o momento persiste em toda a parte para a qual você olha, e quer ocupar todas as palavras que você diz.”

Por vezes me encantei com a Rhiannon, pois em meio a uma situação louca ela soube dar valor a “A” . De toda forma , uma obra emocionante, sensível e tocante, que merece ler lida seja em uma tarde como em qualquer horário, porem com atenção e calma. Não pense que “ Todo Dia “ será um romance igual aos demais, este colocará você a se questionar sobre o amor e sua importância.

NOTA:  ★★★★★ 





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