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20 julho 2017

Resenha: A rebelde do deserto, Alwyn Hamilton


Título: A rebelde do deserto (#01)
Série: A rebelde do deserto
Autor: Alwyn Hamilton
Editora: Seguinte
Páginas: 283
Sinopse: O deserto de Miraji é governado por mortais, mas criaturas míticas rondam as áreas mais selvagens e remotas, e há boatos de que, em algum lugar, os djinnis ainda praticam magia. De toda maneira, para os humanos o deserto é um lugar impiedoso, principalmente se você é pobre, órfão ou mulher. Amani Al’Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele. Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo — é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando num cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por revelar a ela o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possuir.

Nunca li um livro de fantasia que envolve mitologia e cultura árabe ao mesmo tempo. E depois dessa leitura, posso afirmar que vou continuar lendo essa trilogia.

Miraji é um país um tanto excêntrico, sendo dominado por desertos ao seu redor. Ele é governado com o sultão, ajuda de um  exército mercenário, os Gallans, que controlam a população para cumprimento das leis. O deserto também é alvo de lendas místicas,sobre seres mágicos e imortais que são feitos de fogo e areia.  Ou seja, não é um lugar tão bom para viver, visto que a pobreza é imensa e o preconceito também.

 Amani Al'Hiza é pobre , jovem e órfã. Ela vive na Vila da Poeira, uma cidade isolada que ela procura fugir, buscar um futuro para si. Os homens trabalham na fabrica de explosivos e armas, enquanto as mulheres são criadas para serem esposas.Amani precisava sair daquele lugar. Um ano antes, sua mãe foi enforcada, após matar seu pai. Desde então , ela vive com seu tio, que pretendia se casar com ela, fazendo mais uma no seu harém.


Em uma noite, ela vai para o Tiroteio, participar de um torneio de tiros, a fim de ganhar algum dinheiro para ir a Izman, a capital, cujo falatório era que as mulheres eram tratadas melhor do que ali. Mas, esse ato de rebeldia mudaria seu dia e o resto deles, pois durante a disputa , ela conhece um forasteiro, Jin, que a levará para o deserto, todavia ela não esperava nada do que aconteceria e das coisas que enfrentaria para chegar a Izman.


 “Era muito difícil confiar num garoto com um sorriso daqueles. Um sorriso que me dava vontade de acompanhá-lo até os lugares sobre os quais havia me contado, mas ao mesmo tempo me deixava certa de que eu não devia fazer isso.

 Confesso que foi uma leitura rápida, pois a narrativa é tão fluida e me deixava tão curiosa, que eu precisava terminar mais um capitulo e por fim, o livro todo. A autora explora o preconceito e injustiça na qual as mulheres vivem hoje em dia, usando Amani ou a Bandida de Olhos Azuis: uma garota forte, determinada e poderosa.

As histórias do deserto de Miraji são intrigantes: o  sultão e seus filhos, Jin, o garoto misterioso, o misticismo , a Lenda do príncipe rebelde, entre outros. O livro é cheio de cenas de ação , um pouco de romance e toda a parte fantástica que deixou a história ainda melhor com algumas reviravoltas inesperadas e uma pitada de sarcasmo.

 “Quase havia esquecido a sensação de ser uma garota em Miraji. Eu desaparecia na multidão, mas de um jeito diferente de quando me vestia de garoto. Não porque era igual a todos os outros, mas porque como garota eu não importava.

Resumindo, uma atiradora  incrível em busca de liberdade onde as mulheres são vistas meramente como submissas ao homem. Uma órfã que quer encontrar seu lugar no mundo e se mostrará uma guerreira destemida em busca uma vida melhor e mais igualitária.

“ O mundo cria seres para cada lugar. Peixes no mar, rocs nos céus das montanhas , garotas morenas com pontaria perfeita em um deserto onde os fracos não sobrevivem”.



 Nota: ★★★★ 


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