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13 outubro 2017

Resenha: O Rouxinol, Kristin Hannah


Título: O Rouxinol

Autora: Kristin Hannah
Editora: Arqueiro
Páginas: 432
Ano: 2015
Sinopse: “Neste épico passado na França da Segunda Guerra, duas irmãs se afastam por discordarem sobre a ameaça de ocupação nazista. Com temperamentos e princípios divergentes, cada uma delas precisa encontrar o próprio caminho e enfrentar questões morais e escolhas de vida ou morte.” - Christina Baker Kline, autora de O trem dos órfãos França, 1939: No pequeno vilarejo de Carriveau, Vianne Mauriac se despede do marido, que ruma para o fronte. Ela não acredita que os nazistas invadirão o país, mas logo chegam hordas de soldados em marcha, caravanas de caminhões e tanques, aviões que escurecem os céus e despejam bombas sobre inocentes. Quando o país é tomado, um oficial das tropas de Hitler requisita a casa de Vianne, e ela e a filha são forçadas a conviver com o inimigo ou perder tudo. De repente, todos os seus movimentos passam a ser vigiados e Vianne é obrigada a fazer escolhas impossíveis, uma após a outra, e colaborar com os invasores para manter sua família viva. Isabelle, irmã de Vianne, é uma garota contestadora que leva a vida com o furor e a paixão típicos da juventude. Enquanto milhares de parisienses fogem dos terrores da guerra, ela se apaixona por um guerrilheiro e decide se juntar à Resistência, arriscando a vida para salvar os outros e libertar seu país.

Eu sou apaixonada por livros que se passam durante a Primeira e Segunda Guerras Mundiais, pelas grandiosas histórias que poucos sabem, mas que acabaram salvando muitas vidas , mesmo com o grande sofrimento do ocorrido. Mas, nenhum livro tinha me preparado pra o que estava por vir em “ O rouxinol”.

O Rouxinol contará a história das irmãs Viane e Isabelle. Depois de perder a mãe muito cedo, as irmãs são enviadas por um pai angustiado pela guerra para serem criadas por uma mulher má. A vida a fez terem personalidades diferentes. Viane é a mais doce, aceitou o abandono do pai e junto com seu marido , Antoine e já melhor amiga, Rachel , o amor floresceu novamente . Isabele é impetuosa e atrevida, sente-se abandonada pelo pai e pela irmã, assim fica com o coração endurecido e vive contra as regras.


“Não sei mais qual é a coisa certa a fazer. Quero proteger e manter Sophie segura, mas de que adianta a segurança para crescer em um mundo onde as pessoas desaparecem sem deixar vestígios por rezarem a um Deus diferente?”

Quando a Segunda Guerra Mundial começa em 1939, os maridos franceses são convocados para defenderem seu país, enquanto a França é dominada pelo exército alemão. Logo, as duas irmãs lutam de maneiras opostos . Enquanto Viane é sensata, Isabele é impulsiva, corajosa. Ambas, sobrevivendo e lutando com todas as forças para proteger o que ainda lhe restam .Cada uma assumirá um papel diferente diante da luta contra o nazismo, funções que precisam assumir em um momentos desesperadores de uma guerra tão violenta.

 “– Os homens contam histórias – respondo. É a resposta mais simples para a pergunta dele. – As mulheres seguem em frente com essas histórias. Para nós foi uma guerra nas sombras. Ninguém organizou desfiles para nós quando a guerra acabou, não nos deram medalhas nem nos mencionaram nos livros de história. Fizemos o que precisávamos fazer durante a guerra, e quando tudo acabou nós recolhemos os cacos para começar a vida de novo”.

Em O Rouxinol , a autora nos apresenta uma história sobre familia, amor e forças para sobreviver a tamanhas atrocidades. Fui transportada para dentro da história, imaginei os diálogos , as cenas e quantas vezes fechei o livro para respirar e posteriormente voltar a leitura. Senti o aperto no peito, o nó na garganta .

"O rouxinol" é  escrito de maneira sensivel, que mostra os lados do ser humano, que mostra sob a perspectiva francesa como foi a Segunda Guerra Mundial, além de mostrar a força feminina, com personagens bem construídos e que muitas vezes me proporcionaram tamanho orgulho dos seus feitos.  Isabelle , uma verdadeira rebelde  e sua irmã,  Vianne, uma mulher cuidadosa e amorosa. 

"Feridas cicatrizam. O amor perdura."  
O fato de ter como protagonistas as mulheres, apenas reforça que não só os homens viveram, sofreram e sobreviveram a guerra. As mulheres tiveram que lutar pelos seus lares, proteger sua família e brigar pela sobrevivência . 

Me emocionei e amei a leitura. Depois de ter lido “ As coisas que fazemos por amor” e “O rouxinol”, só posso desejar ler mais livros da autora. Além de recomendar esse livro , mas aviso: prepare o ️, coloque lencinhos perto de ti e se mantenha firme .


"Se há uma coisa que aprendi nesta minha longa vida foi o seguinte: no amor, nós descobrimos quem desejamos ser; na guerra, descobrimos quem somos."



Nota: ★★★★(4,5/5) 


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