• Cinema
  • Inspiração
  • Leitura
  • Música
  • Playlist
  • Resenha
  • Série
  • Texto
  • Vídeo
27 setembro 2015

Resenha:Ela Não É Invisível ,Marcus Sedgwick


Ela Não É Invisível 

Título:  Ela Não É Invisível
Autor :  Marcus Sedgwick
Editora: Galera Record
Páginas: 256 
Sinopse: Laureth é uma adolescente cega de 16 anos, e seu pai é um autor conhecido por escrever livros divertidos. De uns tempos pra cá, ele trabalha em uma obra sobre coincidências, mas nunca consegue termina-la. Sua esposa acha que ele está obcecado e prestes a ter um ataque de nervos. Laureth sabe que o casamento dos pais vai de mal a pior quando, de repente, seu pai desaparece em uma viagem para a Áustria e seu caderno de anotações é encontrado misteriosamente em Nova York. Convencida de que algo muito errado está acontecendo, ela toma uma decisão impulsiva e perigosa: rouba o cartão de crédito da mãe, sequestra o irmão mais novo e entra em um avião rumo a Nova York para procurar o pai. Mas a cidade grande guarda muitos perigos para uma jovem cega e seu irmãozinho de 7 anos.

"Ela não é Invisível" de Marcus Sedgwick , foi publicado recentemente  pela editora Galera e me chamou atenção pelo título, além da capa diferenciada, com a sombra de uma garota e algumas palavras.

Laureth é uma adolescente de  16 anos, que é cega desde o seu nascimento. E diferentemente das opiniões alheias, ela não tem problemas com sua deficiência, porém odeia quando alguém finge que ela é invisível. Por isso, cumprimenta, fala, simpatiza e olha diretamente em direção a voz de uma pessoa, para ser mais visível. Seu pai é um escritor conhecido e que a paga para responder os e-mails de fãs. Ao perceber que faz alguns dias que ele não telefone para sua mãe ou para ela, depois da viagem da Áustria, Laureth estranha e percebe que tem um e-mail misterioso na caixa de entrada do seu pai, dizendo que alguém achou o caderno de anotações em Nova York.

“Sinto medo quase o tempo todo. Mas nunca admito isso pra ninguém. (...) Tenho que continuar fingindo que sou confiante, porque, se não fizer isso, se ficar na minha, me torno invisível. (...) As pessoas acham que tenho muita confiança em mim mesma, mas não tenho nenhuma. Não acredito em mim, nem no que tenho capacidade de fazer, e ainda assim as pessoas acham que eu posso fazer o que quiser. (...) É uma farsa, nada mais.

 Para provar que está falando a verdade, a pessoa envia fotos para mostrar que realmente está com o caderno. Laureth pergunta a mãe sobre o pai, mas parece que seus pais estão em uma fase ruim. Então, decide procurar o pai por si mesma, sequestrando seu irmãos e 7 anos para ajudar na sua missão. De Londres, eles viajam sozinhos para Nova York, em busca da verdade.

Para isso, Laureth rouba um cartão da mãe, faz o documento necessário e faz as malas, embarcando numa busca desenfreada pelo seu pai junto com seu irmão, que a ajudará em tudo, porém ele tem um efeito estranho sobre objetos eletrônicos, sendo chamado de Efeito Benjamim.

“Uma ultima vez repeti para mim mesma que não estava sequestrando meu irmão caçula"


      A personagem Laureth foi um grande ponto forte na trama, assim como o seu irmão, Beijamin, que, com somente 7 anos, apresenta uma personalidade diferenciada e legítima. Ele é muito esperto, adora Histórias em Quadrinho e soube auxiliar muito nossa protagonista nessa viagem maluca. Talvez a solidão desse jovem personagem acabou tornando-o especial e diferente das demais crianças de sua idade. 
     Laureth é uma protagonista única e forte demais. Independente, não demonstrando suas fraquezas e enfatiza que ser cega não é uma barreira pra nada. Seu jeito de ver o mundo é diferente. Seus olhos, seus sentimentos e seus sonhos são tão importantes a ponto de ir atrás do seu pai, a quem ama demais, por notar que algo de errado aconteceu.  “Ela não é Invisível” critica o preconceito das pessoas contra os deficientes físicos. Meu fascínio foi tanto por ela, que a tratei como personagem real, pois sua força de vontade foi maior que qualquer dificuldade que ela encontrou.

"[...] Não dá para sentir falta de algo que a gente nunca teve"
Não me importo em ser cega. O que me incomoda são as pessoas me tratando como se eu fosse idiota."

       A leitura é leve, bem humorada e o autor consegue transformar uma trama simples em algo reflexivo, com um quê filosófico. Livro rápido, de tamanho médio e descontraído. Acabou entrando na minha lista de livros de mistérios juvenil recomendados.

 NOTA:  ★★★


divulgar

2 comentários


Comentário(s) pelo Facebook:

2 comentários:

  1. Nossa, eu amei muito esse livro! O autor consegue passar mensagens muito legais sem ter que abusar de uma escrita tão filosófica e reflexiva que chega até mesmo a se tornar difícil e cansativa. Muito pelo contrario, ele nos toca de uma forma tão sutil e delicada que mal percebemos, o que torna a leitura muito mais leve e fluída <3
    Com toda certeza, foi um dos melhores YA que eu li esse ano.
    Divertido, fofo e único <3

    Ana.
    http://nasuaestanteblog.blogspot.com.br/ | IG: @NaSuaEstante_ | Twitter: @BlogNSE_






    ResponderExcluir
  2. Nossa, eu amei muito esse livro! O autor consegue passar mensagens muito legais sem ter que abusar de uma escrita tão filosófica e reflexiva que chega até mesmo a se tornar difícil e cansativa. Muito pelo contrario, ele nos toca de uma forma tão sutil e delicada que mal percebemos, o que torna a leitura muito mais leve e fluída <3
    Com toda certeza, foi um dos melhores YA que eu li esse ano.
    Divertido, fofo e único <3

    Ana.
    http://nasuaestanteblog.blogspot.com.br/ | IG: @NaSuaEstante_ | Twitter: @BlogNSE_






    ResponderExcluir