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30 novembro 2015

Resenha: Mosquitolândia , David Arnolds


Mosquitolândia

Título: Mosquitolândia
Autor: David Arnold
Editora: Intrínseca
Ano: 2015
Páginas: 352
Sinopse: “Meu nome é Mary Iris Malone, e eu não estou nada bem.” Após o inesperado divórcio dos pais, Mim Malone é arrastada de sua casa em Ohio para o árido Missis - sippi, onde passa a morar com o pai e a madrasta e a ser medicada contra a própria vontade. Porém, antes mesmo de a poeira da mudança baixar, ela descobre que a mãe está doente. Mim foge de sua nova vida e embarca em um ônibus com destino a seu verdadeiro lugar, o lar de sua mãe, e acaba encontrando alguns companheiros de viagem muito interessantes pelo caminho. Quando a jornada de mais de mil quilômetros toma rumos inesperados, ela precisa confrontar os próprios demô- nios e redefinir seus conceitos de amor, lealdade e sanidade. Com uma narrativa caleidoscópica e inesquecível, Mosquitolândia é uma odisseia contemporânea, uma história sobre as dificuldades do dia a dia e o que fazemos para enfrentá-las.

Mosquitolândia contará a  história de Mim, uma garota rebelde, impulsiva, e com alguns serios problemas, incluindo de epiglote.Mim acaba de se mudar com o pai e a madrasta para Jackson, no Mississippi e se encontra sem chao e com raiva por deixar sua mae e sua antiga vida. Depois de escutar uma conversa do diretor da sua escola e seu pai , ela descobre que sua mãe está doente e logo foge para  encontra-la.

"Minha mãe era o melhor despertador de todos os tempos. Toda manhã, sem falta, ela abria as cortinas para deixar a luz do sol entrar e sempre dizia a mesma coisa:
- Abras os olhos Mary, e encare o mundo sem medo. " 

Mary Iris Malone ou Mim é uma garota que logo me conquistou pelo seu jeito indie e com suas associações a filmes, músicas . Uma personagem ironica, inovadora e que nao tem medo de ser ela mesma, soltando palavroes  e fazendo o que esiver ao seu alcance para ajudar aqueles que ama. Sua mente é confusa, cheia de pensamentos que se transformarão em palavras em um direito escrito para uma pessoa.

"- Sabe, quando eu era mais nova, achava que, se vivesse o bastante, entenderia melhor as coisas. Mas agora sou uma senhora, Mim. E juro que, quanto mais vivo, menos as coisas fazem sentido. "

O livro não enrola e pede uma calma para ser lido. Tanto para conhecemos Mim, quanto para acompanharmos a sua viagem  que nos prenderá até o fim da historia. E durante esse tempo, Mim vai citando os motivos pelos quais decidiu fugir.

Temos vários personagens secundários, como o Homem do Poncho e Caleb , os viloes;  Carl, o motorista, e Arlene, uma idosa dama.Todavia, tambem temos os melhores amigos que Mim fará nessa viagem: Walt, um garoto com síndrome de Down, louco por coisas brilhantes e Beck, um fotografo que largou a faculdade para seguir seu sonho, além de ser o paquera de Mim. Logo, Mim descobrirá que ao lado de amigos verdadeiros ela pode passar por aventuras e confusões, mas somente com aquelas companhias conseguirá seguir em frene.  

"Sempre achei que, se o amor estivesse no caminho, eu o encontraria ou capturaria – nunca achei que tropeçaria nele."

Depois de enfrentar acidentes, comidas estragadas, jogos de beisebol, ladrões e pessoas com índole má, Mim encontra sua mae e percebe que existia um motivo maior para mante-las separadas.

O autor trata de temas, como: o uso de remédios antidepressivos em crianças e adolescentes que por vezes nao precisam deles, pessoas com síndrome de Down abandonadas e as dificuldades que um adolescente passa com uma familia desestruturada. Uma leitura acima de tudo reflexiva, densa e que deve ser degustada com calma.

"Sou uma coleção de esquisitices, um circo de neurônios e elétrons: meu coração é o dono do circo; minha alma, o trapezista, e o mundo, minha plateia. Parece estranho porque é estranho. E é estranho porque sou estranha."

Se você nunca embarcou em uma viagem a procura por algo ou alguém, deixe Mary com um segundo nome de flor te guiar por encontros e desencontros, buscas por si mesma e pelo que acredita.

NOTA:★★★★


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