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02 janeiro 2016

Resenha: Nuvens de algodão, Annabel Pitcher

Nuvens de ketchup
Título: Nuvens de Ketchup
Autor: Annabel Pitcher
Editora: Rocco
Páginas: 270
Ano: 2015
Sinopse: Indicado ao prêmio Edgar Allan Poe na categoria juvenil, Nuvens de ketchup é o segundo romance da inglesa Annabel Pitcher, autora do também premiado Minha irmã mora numa prateleira. A trama gira em torno da jovem Zoe, que narra, por meio de cartas enviadas a um prisioneiro condenado à morte, seu dia a dia com a família, seus envolvimentos românticos e um segredo sombrio que ela não tem coragem de contar a mais ninguém. As inúmeras dimensões dramáticas da jovem protagonista e a narrativa cativante mostram o desabrochar da juventude e percorrem temas como amor, culpa, luto, erros e acertos de forma sensível e bem-humorada.

A capa nada convencional. O título diferenciado. Pronto, já conquistou de primeira minha atencao. Nem precisou ler a sinopse , mas quando finalmente iniciei a leitura  quis ser amiga de imediato da  Zoe pela sua sinceridade e objetividade.

A narrativa é feita através de cartas, escritas por Zoe, uma adolescente britânica de 15 anos que guarda um segredo terrível, mas que precisa desabafar com alguém, entao ela escolhe o Sr. Stuart Harris, um homem que está no corredor da morte nos Estados Unidos, acusado de matar a sua esposa a facadas. Pelas cartas, Zoe conta a historia do porque de tamanho secreto, onde acaba contando também sobre sua vida, os problemas na família.

"(...) Humanos. Somos todos iguais. Não há escapatória. Não importa se você é um careca inglês arrotando o alfabeto ou uma mulher matando galinhas no meio dos Andes. Não importa que língua você fale ou as roupas que vista. Algumas coisas não mudam. Famílias. Amigos. Amores. São os mesmos em toda cidade de todo país em todo continente do mundo."

Zoe é a mais velha de três irmãs, Soph, e a mais nova é Dot. Soph se sente a filha mais negligenciada pela mãe, já que toda a atenção dela vai para a caçula  que é surda. O cenario familiar começa a ruir quando o avô das meninas fica seriamente doente e seu pai perde o emprego, tornando as brigas mais frequentes pela casa.

Zoe tambem conta sobre sua vida amorosa, que é dividida entre Max, o garoto mais popular da escola e Aaron, um garoto mais velho que ela conhece em uma festa na casa de sua amiga. Pelo jeito, a historia poderia se tratar apenas de um triangulo amoroso, problemas familiares, porem vai além disso e nao ache que é mamao com açucar, porque nao é.

“Não existe língua presa na escrita, mas, se existisse, tipo se minha mão fosse uma língua grande, imensa, a verdade verdadeira é que ela estaria toda enrolada em um daqueles nós complicados que só os escoteiros sabem fazer.”

A autora consegue deixar o leitor viciado na historia o tempo todo, nao só pelo romance como pelo grande segredo e suspense em torno dele. Confesso que li o livro rapidamente pela manhã e só consegui largar quando terminei a ultima página e me surpreendi, fiquei triste e levemente chocada com o final dado pela autora, que devemos muitas vezes deixar nossos erros para trás e seguir em frente, procurando melhorar de alguma forma.Um livro delicioso, reflexivo e para quem ama YA contemporaneo, super recomendado.

"(...) Ele pousou a mão no vidro, e eu, a minha, e ele fez aquela cara de "estou imitando você", arregalando os olhos e piscando como se estivéssemos passando por um momento especial. E o mais engraçado foi que, de fato, estávamos, e nós dois sabíamos disso, e por isso nossas bochechas queimavam exatamente com a mesma cor, o vermelho mais brilhante."

Nota : 


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1 comentário


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Um comentário:

  1. Oii Bia, amei a sua resenha e tenho muita curiosidade em ler esse livro e após a sua resenha minha vontade aumentou, espero conseguir ler em 2016.
    - beijos, Carol!
    http://entrehistoriasblog.blogspot.com.br/

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