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10 maio 2016

Resenha:Laranja Mecânica, Anthony Burgess

Laranja Mecânica
 Título : Laranja Mecanica
Autor: Anthony Burgeoo
Editora: Aleph
Páginas: 200
Sinopse: Narrada pelo protagonista, o adolescente Alex, esta brilhante e perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge proporções gigantescas e provoca uma reposta igualmente agressiva de um governo totalitário. A estranha linguagem utilizada por Alex - soberbamente engendrada pelo autor - empresta uma dimensão quase lírica ao texto. Ao lado de "1984", de George Orwell, e "Admirável Mundo Novo", de Aldous Huxley, "Laranja Mecânica" é um dos ícones literários da alienação pós-industrial que caracterizou o século XX. Adaptado com maestria para o cinema em 1972 por Stanley Kubrick, é uma obra marcante: depois da sua leitura, você jamais será o mesmo.

O que você faria se você estivesse inserido em uma sociedade cuja violência é tao grande que a única forma de “cura-la” seja fazer uma lavagem cerebral nas pessoas querendo erradicar de vez o mal?
Anthony Burgess levanta a uma questão em que o governo vai o mais longe possível em uma decisão que acabaria com a vida de uma pessoa, visando o bem coletivo. 

Alex é um adolescente sem escrúpulos, muito violento e é daqueles que sente prazer em ver e sentir a dor dos outros, independente de raça e sexo. Ele gosta da confusão, da destruição e posso dizer que é um psicopata sensacional a esse ponto. Ele é líder de uma gangue e toca o terror pela cidade onde mora, cometendo estupros, assassinatos e tudo de pior.

Sim, antes que você, leitor, pergunte , ele possui uma casa e família, mas prefere viver no “mundo”. Sem regras, sem pensar no próximo , mas uma coisa interessante sobre o Alex é que ele gosta de musica clássica e se maravilha quando a escuta.

Ele e seus “druguis” (amigos) já são conhecidos pela polícia quando, em um dia, Alex vai preso após ter sido deixado para trás pelos companheiros e ao se ver nas mãos do Governo, sua situação começa a muda. Ele é submetido á um experimento cujo objetivo é torna-lo contra qualquer tipo de violência. Fazendo realmente uma lavagem cerebral e desenvolvendo a trama de uma forma que você não imagina.

Uma das minhas perguntas era porque o livro se chama Laranja Mecânica, cujo título original: A Clockwork Orange, pois se trata de uma transformação de um homem por uma máquina, sem escolhas, Alex é obrigado a agir de acordo com as regras e leis a que foi submetido. È brutal como o Alex se transforma, amadurecendo, mas também regressando para o pior de si, preferindo apanhar á se defender, enfrentando um sofrimento psicológico.

Ao ter sua pena reduzida pelo bom comportamento e por ter se prontificado a participar do tratamento, Alex sai da prisão transformado e odiando tudo o que fazia antes. E sua luta é se inserir novamente na sociedade, acostumada com o seu “outro eu”.

A narrativa é densa e complicado, já que o autor cria um vocabulário próprio, misturando palavras e expressões russas com o inglês, usando gírias desse vocabulário com seus amigos. A narração é toda feita em primeira pessoa e mesmo Alex sendo um personagem complexo e difícil, somos jogados de cabeça nos seus pensamentos e sofrimentos.

Recomendo demais a leitura desse clássico que foi um dos pioneiros na discurssão da sociedade, em forma de distopia e ficção. Lembrando que li a edição produzida pela Editora Aleph, porém tem outra edição especial da Aleph com muitos extras e que adicionarei a minha lista de desejados de 2016.

CURIOSIDADES: -O autor escreveu esse livro às pressas após ter sido diagnosticado com um câncer que o levaria à morte em pouco tempo. Por esse motivo ele quis escrever o máximo de livros que pudesse para deixar a sua esposa em uma situação financeira mais confortável após a sua morte. Ou seja, ele nunca imaginou nem idealizou que sua obra se tornasse um ícone da ficção distópica (ao lado de 1984, de George Orwell, Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, e Fahrenheit 451, de Ray Bradbury) e nem esperava viver para ver o sucesso acontecer. No entanto, obviamente o diagnóstico foi falso, tanto que ele viveu mais de 40 anos após isso.

-Heath Ledger, ator australiano, revelou antes de falecer que Laranja Mecânica foi uma de suas inspirações para incorporar o tão conhecido Coringa, em Batman - O Cavaleiro das Trevas.

Nota:★★★


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