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27 agosto 2014

Incertezas

Ashley Benson
Eu nunca fui perfeita, mas nem tentaria acertar os erros que cometi. Não apagaria aquelas suas mensagens ou os bilhetes escritos nos dias de inverno. Deixo o silêncio pairar na minha frente, quero que assim fique e retifique o que ainda tenho para falar.

 Eu não sou tão diferente quanto tu pensas. Isso foi uma mentira, não adianta me falar que quer voltar e não saber se ficar ou se vai de vez. Talvez o lugar perfeito esteja onde o vento sopra na minha pele e a brisa banha minha calma. Voltando ao amor esquecido dentro de casa, não adianta ficar com raiva, perdoar é além do humano, é do divino. 

Esses barulhos são as incertezas que temo em te dizer, que esse amor não é tão platônico quanto pensas. Talvez eu não tenha conseguido ser quem você queria que eu fosse, evoluir e mudar de uma forma a te agradar. Pela verdade, te perdoar e te amar, mesmo com a dor instalada no peito e ai que lembro dos dias de verão. Da noite que nos conhecemos e éramos tão jovens. 

Sorrisos e brincadeiras á parte, sinceridades eram antes de crescermos. Bobagens e promessas que não diríamos adeus nunca. Parecia uma vida perfeita, sem grandes estilhaços. Mais que um amigo, um irmão e tudo tinha mudado. Naquela hora, consagrou-se o que hoje é uma triste historinha de amor.

 Perdoa-me pelos ciúmes, pelas brigas, pelos silêncios que significavam tudo, pelos empurrões, pela frieza e insensibilidade. Da mágoa á cicatriz, perdoa-me por não ter voltado. É um último adeus, depois de tudo. Tudo e nada. Na lembrança o sorriso está guardado como um amor que quase não ia. De final feliz, não é todo casal que vive. Dessa vez, só não foi o nosso.


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