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21 abril 2016

Texto: mais perto


    Estava tão perto. Dois corpos em um mesmo espaço. Desafiando as leis da física. Dois corpos suados em um pequeno cubículo imaginário.
   Meus cabelos estavam molhados. Meu corpo colava ao seu. Eu não conseguia abrir os olhos, porque sentir era tudo e tudo me bastava. Só bastava estar perto. Tao perto que espaço não existiria para nós.

    Nem espaço. Nem tempo. Só havia o calor, a vibração do seu sussurro no meu ouvido. A sua constante e acelerada pulsação, que de tão perto, eu podia sentir, e até mesmo, ressoar dentro de mim.
Alguma descarga elétrica se apoderou de nós. Não sei se foi dos céus ou da loucura do nosso amor. Eu quis mais. Desejei mais do que poderia querer.

      Porém, sabia eu que toda aquela energia esvair-se-ia, e não mais iria existir. Mais um motivo para manter-me perto; mais uma razão para desejar que toda aquela tempestade de emoções e sensações não se transformassem brevemente numa efemeridade. 

Com o passar dos curtos segundos, sentia o ascender da intensidade. Os seus lábios escorregando nos meus com mais veemência, as mãos querendo tocar-me como um todo; e os nossos olhares, procurando entender a essência de algo o qual não poderia ser descrito com palavras, uma vez que estas se tornam insuficientes para tal.

    Naquele pequeno espaço, no curto momento., na intensidade da ação: a entrega de tudo para eternizar o fim.




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