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18 agosto 2016

Resenha: A sorte do agora, Matthew Quick

 Tìtulo:A SORTE DO AGORA
Autor: Matthew Quick
A Sorte do AgoraEditora: Intrínseca
Páginas: 224
Ano:2015
SINOPSEBartholomew Neil passou todos os seus quase 40 anos morando com a mãe. Depois que ela fica doente e morre, ele não faz ideia de como viver sozinho. Wendy, sua conselheira de luto, diz que Bartholomew precisa abandonar o ninho e fazer amigos. Mas como um homem que ficou a vida toda ao lado da mãe pode aprender a voar sozinho? Bartholomew então descobre uma carta de Richard Gere na gaveta de calcinhas da mãe e acredita ter encontrado uma pista de por quê, afinal, em seus últimos dias a mãe o chamava de Richard... Só pode haver alguma conexão cósmica! Convencido de que Richard Gere vai ajudá-lo, Bartholomew começa essa nova vida sozinho escrevendo uma série de cartas altamente íntimas para o ator. De Jung a Dalai Lama, de filosofia a fé, de abdução alienígena a telepatia com gatos, tudo é explorado nessas cartas que não só expõem a alma de Bartholomew, como, acima de tudo, revelam sua tentativa dolorosamente sincera de se integrar à sociedade. Original, arrebatador e espirituoso, A sorte do agora é escrito com a mesma inteligência e sensibilidade de O lado bom da vida. Uma história inspiradora que fará o leitor refletir sobre o poder da bondade e do amor.

Finalizando minha quase maratona de Matthew Quick, li A Sorte do Agora que nos apresenta Bartholomew Neil, um homem que 39 anos que morou com sua mãe até seu falecimento. Nos últimos dias de sua vivencia, sua mãe passa a chama-lo de Richard e Bartholomew acredita que está sendo assim por conta da grande paixão por Richard Gere, fingindo-se ser esse ator até os últimos dias da mãe.

Bartholomew é um homem solitário. Sem amigos e sem emprego. Acreditava que seu pai era muito católico e que este foi assassinado por isso, segundo sua mae. Agora, sozinho no mundo, a única pessoa  mais próxima da mãe e dele era o  Padre Mcnamee. Além disso, ele nutre uma paixão secreta pela Meninatecária, uma garota que trabalhava na biblioteca que ele frequenta.

Bartholomew encontra na gaveta da sua mae , uma carta assinada por Richard Gere, sobre a libertação do Tibete.A partir dai, ele começa a escrever para Gere como seu confidente , narrando tudo o que acontece em sua vida.

“Sempre que algo de ruim acontece com a gente, uma coisa boa acontece. Normalmente com outra pessoa. Essa é A Sorte do Agora. Precisamos acreditar.”

A cada capitulo, temos uma correspondência de Bartholomew para Richard Gere. Dialogos, dúvidas, conselhos, perguntas. È como um diário, porém com algumas vozes em sua cabeça.  Bartholomew  recebe a visita inesperada do Padre Mcnamee, que não é mais padre e que diz que Deus não quer mais falar com ele.Ele começa a morar com  Bartholomew.

 Depois, Wendy, terapeuta de Bartholomew o aconselha a frequentar um grupo de terapia e lá ele conhece Max, o cara louco por gatos e que esta sempre falando palavrões. E a partir dai, Bartholomew conhecerá mais pessoas e aumentará seu circulo de amigos, vivenciará muitas aventuras do que nos últimos 39 anos vividos e sempre compartilhando com seu Richard Gere.

Matthew Quick soube trabalhar o personagem com um teor psicológico e diferenciado dos demais livros.Porém, o livro não é o melhor dele, na minha opinião. Já que li recentemente Garoto 21 e só pude elogiar.

“órfão + gordo + desempregado + feio + mãe é sua única amiga x mãe morre - você está se aproximando dos 40 (...) É igual a onde eu estou agota! Isso é loucura?”

Leveza, profundidade, simplicidade, complexidade, tudo junto e misturado nesse livro. A história continua caprichada e curiosa com o passar das páginas, surpreendendo muitas vezes o leitor. Recomendo o livro para quem sinta desejo de ler uma aventura mais profunda e que o faça refletir sobre propósitos na vida, sobre suas sortes  e seus “agoras”.

“Lembre-se de que não conseguir o que se quer, algumas vezes, é um tremendo golpe de sorte.”

Nota: ★★★★



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