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18 março 2016

Resenha: Sob o céu do nunca, Veronica Rossi #1


Sob o Céu do Nunca

Título: Never Sky: Sob o Céu do Nunca
Título Original: Under the Never Sky
Autora:
 Veronica Rossi
Editora:
 Rocco
Ano: 2015
Ano da obra: 2011
Páginas:
 336
Gênero: Ficção científica / Jovem adulto / Fantasia
Sinopse: Primeiro livro da trilogia Never Sky, Sob o céu do nunca segue a tradição dos romances ambientados num futuro distópico – no caso 300 anos após uma catástrofe que devastou a Terra – dominado por um governo autoritário disposto a manter o poder a qualquer preço. E Veronica Rossi, escritora brasileira radicada nos Estados Unidos, criou um universo apaixonante, um mundo perigoso e cruel, mas ao mesmo tempo belo e digno da tradição de Jogos Vorazes e Divergente. A trama acompanha a saga da jovem Aria, ex-moradora de Quimera, um núcleo de civilização protegido por um domo e sem qualquer contato com o mundo exterior, e Perry, um Forasteiro. Opostos em tudo, seus destinos se cruzam numa improvável aliança pela sobrevivência. 

Sou amante de distopias e “Never Sky” é de uma brasileira e já teve seus direitos para adaptação cinematográfica comprados pela Warner. Precisaria de mais motivos para ler? Nenhum. Estes já me bastavam. A leitura começou lenta. Na verdade, eu estava tentando me habituar com o cenário da história e contarei a  vocês o quão complexa é a escrita da Veronica Rossi. Calma, a escrita é leve, simples e fluida, mas todos os elementos são diferenciados e esta distopia não é como nenhuma outra existente.

Em “Never Sky” as pessoas vivem dentro de núcleos de proteção ( Quimera) desenvolvidos para protege-las contra as tempestades de éter ou “loja da morte” que significa o mundo exterior. Dentro da proteção, as pessoas não possuem doenças, nem imperfeições. Todo o corpo humano e a vida é controlada. Porém, uma peculiaridade são os Reinos: ambientes criados por programas para copiar a vida como era antes de serem enclausurados e é neste mundo que vive Ária.
As pessoas que vivem fora da Quimera, sofreram mutações durante as adaptações novas do mundo, sendo chamados de selvagens. Dai, conhecemos o Peregrine ou Perry, um selvagem que tens dons olfativos, ou seja, ele pode sentir o cheiro dos sentimentos, emoções ao seu redor, além de ser vidente no escuro.

“A tristeza é assim. Escura e densa, como uma rocha. Como se o cheiro estivesse emanando de uma pedra molhada”

Quando Ária, uma ocupante dos núcleos resolve ir junto com colegas para explorarem uma cúpula que se encontra com defeito.Porém , nada sai como o planejado e um incêndio acaba tirando a vida de 3 dos 5 jovens que ali estavam. Ária é salva por Perry , todavia acaba levando a culpa pelo que aconteceu e é expulsa da proteção do núcleo, sendo jogada para o mundo exterior, sozinha e ainda a procura da sua mae.

Sob o céu do nunca nos apresenta a dois mundos totalmente opostos: um em que a tecnologia é exacerbada, podendo prolongar a vida de um ser humano e outro mundo, em que tudo é arcaico.

“Eles se aproximaram como se alguma força invisível os impulsionasse na direção um do outro. Ária olhou para as mãos que se entrelaçaram, sentindo a sensação do toque dele. Um toque morno e calejado. Macio e áspero ao mesmo tempo. Ela absorveu o terror e a beleza dele e de seu mundo. De todos os momentos vividos nos últimos dias. Tudo isso a preenchendo, como se fosse o primeiro sopro de ar a encher seus pulmões. E ela jamais amara tanto a vida”

Ao ter sua vida salva por Perry, Ária tem um destino inesperado e vê-se sozinha e sem saber sobreviver as adversidades fora da sua zona de conforto. E é nisso, que surge o Perry novamente ajudando-a encontrar sua mãe e um inevitável romance surge. Lumina, mae de Ária, é uma geneticista responsável pelo estudo que pretende curar essa síndrome nos habitantes dos núcleos e para isso, ela usa crianças selvagens para estudá-las, para que seja possível recuperar o instinto de sobrevivência dos selvagens.

“E por que sentir dor, se não é preciso? Por que sentir a força do medo, se não há perigo de se ferir? Nós enfatizamos o que julgamos bom e removemos o ruim. Esses são os Reinos, como você os conhece. “Melhor que real”, como eles dizem.

Confesso que não esperava muito. Achava que a capa do livro já tinha me repelido o suficiente e o titulo não me chamava para a historia, entretanto acabei gostando muito do primeiro livro da trilogia depois das primeiras 100 páginas, em que a história começou a andar mais rápido. Com uma linguagem fácil, temas complexos, enredo bem desenvolvido e personagens cativantes.

Cronologia da série:
Never Sky: Sob o Céu do Nunca (Under the Never Sky, 2011)
Through The Ever Night (2013)
Into The Still Blue (2014)
 Nota:★★★


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