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17 abril 2017

Resenha: O que restou de mim #1- Kat Zhang ★★★

O Que Restou de MimTítulo: O Que Restou de Mim
Autor: Kat Zhang
Editora: Galera Record
Páginas: 320
Ano :2014
Sinopse: Addie e Eva são híbridas duas almas no mesmo corpo. Em sua realidade, todos nascem assim, mas, ainda na infância, uma das almas torna-se dominante. Mas isso nunca acontecia com as duas. Considerados instáveis e perigosos, os híbridos foram perseguidos e eliminados das Américas. E quando o segredo delas é ameaçado, Eva e Addie descobrirão da pior forma que há muito mais sobre os híbridos do que os noticiários de TV e os livros de história contam.

O Que Restou de Mim é o primeiro livro da série As Crônicas Híbridas de Kat Zhang, uma distopia que chama atenção pela linda capa, como também pelo que propõe quanto a historia.
Eva e Addie são duas almas que habitam um mesmo corpo. Inicialmente, somos apresentadas a esse mundo, em que a partir do momento que as pessoas crescem, elas vao se definindo, ou seja, uma das almas, a recessiva vai deixando de existir, permanecendo a dominante. Mas, isso não aconteceu com elas. Addie é tida como definida, mas ela sabe a verdade: a existência de Eva, escondida e esquecida no corpo, tornando-as  híbridas.
“Addie e eu nascemos dentro do mesmo corpo, os dedos fantasmagóricos de nossas almas entrelaçados antes de inspirarmos o ar pela primeira vez. Os primeiros anos que passamos juntas foram também os mais felizes. Depois vieram as preocupações, as rugas de tensão em torno da boca de nossos pais, os olhares de censura de nossos professores do jardim de infância, a pergunta que todos sussurravam quando achavam que não estávamos escutando.”
Porém, os híbridos são perseguidos e eliminados por serem considerados perigosos. Desse modo, Addie e Eva vivem discretamente e com esse grande segredo de todos.
 A narrativa é feita em primeira pessoa por Eva: a alma recessiva. Fluida e envolvente no universo criado pela autora. As duas almas são totalmente diferentes e complexas,mas o vinculo entre elas é forte e não consegui odiar uma ou outra.Pelo contrário, fui criando afeição e entendendo o ponto de vista de cada uma.
Muitas reviravoltas acontecem e o enredo  torna-se denso e complexo. Apesar de ser uma distopia diferenciada, um ponto negativo percebido foi: não consegui sentir onde estaria a reflexão, nem grandes críticas como esperava. Alguns acontecimentos ocorrem rápido demais e me deixaram cheias de perguntas Entretanto, achei a premissa interessante e continuarei a ler a sequência: Um dia existimos.. Para quem gosta do gênero distópico, é uma boa pedida.

Nota: ★★★



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