RESENHA: TALVEZ AGORA, Colleen Hoover

 
Editora: Galera Record
Nota: 4/5

Esse livro é a continuação de "Talvez um Dia", então não vou me prolongar tanto sobre o que seria a história. Confesso que estava receosa em ler, já que há 4 anos atrás li o primeiro e me apaixonei pelo Ridge e Sydney, mesmo com suas complicações.

Nesse livro, continuei sendo surpreendida com cenas cômicas, o retorno de personagens marcantes e um desfecho de uma personagem em especial, que antes eu não curtia e passei a gostar dela. Nessa história, é possível conhecer ainda mais o passado dos personagens e você tem a chance de relembrar alguns fatos do primeiro livro.

A escrita da Coho é maravilhosa, como sempre. Fluida, imersiva e dessa vez, ela trouxe 4 narradores, mostrando a visão geral dos fatos através do olhar de cada personagem. Mesmo, torcendo para que Maggie fosse a maior protagonista da história, não foi isso que aconteceu e isso me frustrou demais. Algumas ações de outros personagens foram irritantes e até infantis, dramáticas ao extremo. 

“ São as pequenas coisas que as pessoas fazem pelos outros que definem boa parte de quem elas são."

Além do elenco cativante, mesmo complicado também.  A autora ainda trouxe as composições de Ridge e Sydney. Já falei para vocês que tem playlist no spotify com músicas dos dois livros? Pela voz de Griffin Petterson, a trilha sonora se torna perfeita, romântica e tocante se acompanhar a leitura. Procure por "Maybe Now" e você encontrará.  A medida que a história se desenrolava, a autora também aborda o poder do perdão, as barreiras do amor e a força da amizade.

Mesmo não sendo meu livro favorito da autora, ainda sim adorei voltar a essa história embalada por música, humor e muito amor. Fechando com chave de ouro, ela traz um final maravilhoso para todos e isso bastou para mim.

Resenha: Um assassino nos portões, Sabaa Tahir ( SEM SPOILERS)

                                 

"A esperança é mais forte que o medo. É mais forte que o ódio."

"Um assassino dos portões" é o terceiro volume eletrizante dessa série. Acompanhando as vidas de Laia, Elias e Helene. Não posso falar sobre a história em si, mas vou te dizer da melhor forma possível sobre o quanto essa continuação foi TIRO, PORRADA E BOMBA POR TODOS OS LADOS.

Os personagens estão incríveis e suas jornadas durante a leitura provam que a Sabaa Tahir não tem dó, nem piedade da alma do pobre leitor. Que arranca os cabelos, roi as unhas e não sabe NUNCA, NUNCA MESMO  o que vira no capitulo seguinte.

Helene , a qual eu tinha uma esperança que poderia ser menos odiada, se redime e vou te contar uma coisa: ela brilha nesse volume. Eu simplesmente amava seus capítulos, a ponto de sim, quero ser uma Máscara como ela (hahaha). Toda a intriga politica, as cenas militares e a liderança me fizeram admira-la até o fim. È uma personagem difícil de engolir nos outros volumes, mas aqui você percebe que seu amadurecimento vai além do seu serviço, mas também vale pelas suas escolhas tão duras, que a quebra e ela é obrigada a seguir em pe.

Sabaa Tahir aposta em uma narrativa ágil, eletrizante e envolvente. Levando os personagens a seguirem caminhos difíceis e a tomaram decisões cruéis para conseguirem o que tanto desejam. Será que essa estrada sombria vale a pena ?

Um livro sangrento, trevoso e que só me fez SURTAR E ENCARAR O NADA POR UMA HORA,pensando o que foi que a autora fez com minha mente? São tantas reflexões que a autora propôs a fazer: como consequencias da guerra, genocídio, humanidade, destino e perdas.

Confesso que pensei em reler os primeiros livros, mas pela TBR desafiante do mês, decidi encarar na cara lavada e sem duvida, demorei a me situar no inicio. Porém, aos poucos fui mergulhando na trama já conhecida e revivendo o suspense, a ação e os personagens tão falhos, mas que lutam pelo que acreditam até o fim.

Um assassino nos portões é como estar no palco, ser assombrado pela mitologia criada, mas segurando a mão de cada personagem cativante que esse livro nos apresenta. Segredos são revelados conforme a trama caminha e só digo uma coisa: Que tiro foi esse que 'tá um arraso!´

É uma fantasia surpreendente, com uma mitologia que conquista e ganha a admiração tamanha profundidade nas questões dos personagens e na trama. ÉPICO, DIGNO E DE LITERALMENTE, NOS DEIXAR ABISMADOS. Sabaa Tahir, o que a senhora vai aprontar no final dessa série?

Editora: Verus

Nota: 5'

Resenha: A terceira vida de Grange Copeland, Alice Walker


 Dificil de digerir, forte, profundo e surreal de doloroso

"Não importava qual caminho quisesse seguir, disse ele, alguma força invisível o empurrava na direção contrária." "Ocê precisa se agarrar a um lugar dentro de docê mesmo onde eles não consegue entrar." 

Esse livro foi escrito em 1966, plena época em que havia a luta dos direitos civis nos EUA. E dessa forma, a autora aborda a violência, o preconceito e a opressão de uma sociedade. E assim como Grange Copeland, não importa onde esteja nosso corpo, mas nossa alma é livre, independente das regras. Mas, será que nossa mente não está escravizada?

 "Somos donos de nossas próprias almas, não é?"

Nela acompanhamos a família Copeland em meados dos anos 60.  Grange Copeland e seu filho, Brownfield, sempre viveram uma vida difícil, escrava dos fazendeiros brancos e na pobreza. Porém os atos do pai acabaram afetando a vida de Brownfield, que se desviou do caminho e tornou-se alguém que não imaginava. Para ele, não havia responsabilidade, tudo era culpa dos seus pais: se eles não tivessem feito isso e aquilo, a vida teria sido diferente.

Caos, inferioridade, miséria foram suas companhias. E quando adulto, decidiu ser superior: atraindo a vida dos outros para si, destruindo-as e desprezando. Uma de suas filhas, Ruth, é a personagem que define o fim. Ela carrega em si a violência física,psicológica e social que sofreu.

Confesso que essa é uma leitura difícil de digerir, crua e nua. É impossível não sentir a amargura dos personagens, tristeza pelas situações vivenciadas na infância que afetaram amargamente suas vidas adultas. Eu queria expressar bem o que senti lendo, mas só consigo pensar na angústia, na dificuldade e na dureza desse enredo.

Lembrando que alguns fatos são baseados em história real e fico pensando o porquê esse livro ainda não ter sido adaptado. Ele merece atenção em tempos como estes, para reconhecer o ser humano, a percepção da dor frente ao abandono.

Por mais que seja um livro difícil, por vezes, dolorido demais para continuar, sinto te dizer que você não conseguirá larga-lo. Mas, ele é essencial para conhecer o próximo, sua jornada social.

Com uma escrita afiada, objetiva e original, levando-se em conta o dialeto regionalista e coloquialista da população negra. Dividido em partes, acompanhando as três gerações da família Copeland, os capítulos curtos ajudam no melhor entendimento pela dureza da história. Ela não tem medo, expondo a violência, a crueldade e as feridas da trama.

“Ele estendeu a mão e, com um suspiro, ela abriu mão de tudo que tinha sido um dia em favor de tudo o que se tornaria agora”.

É possível acompanhar as mudanças de Grange, antes tão odiado assim como o filho. Antes desumano, cruel e desprezado, ao longo da narrativa, ele se torna resiliente e acaba sendo tão bem construído assim como os outros personagens.

O romance de Alice Walker trata de assuntos tão relevantes, assim como a educação como forma de independência do indivíduo, violência contra mulher,abandono, racismo e temas políticos e sociais. AA Terceira Vida de Grange Copeland traz reflexões duras, com personagens cruas, nos fazendo o seguinte questionamento: a partir de quando nos tornamos tão parecidos com nosso opressor?


Resenha: Minha Lady Jane

Estamos recontando a história da família Tudor , mas especificamente o reinado do jovem Edward VI. Porém, ao invés de uma luta entre católicos e protestantes, temos conflitos entre Eðians Verdardicos. Os Edians tem o poder de se transformar em animais. E os verdadicos querem extermina-los.

Jane é apaixonada por livros e já está sendo encaminhada para o seu quarto noivado, sem a sua vontade. Tudo ajeitado pelo seu primo, Edward VI, o jovem rei que está morrendo de uma moléstia. Sabendo que Jane vai odiar a decisão, o rei encontra o marido perfeito, ou bem, quase , não é? Levando em conta que ele é um homem e cavalo. Mas, Edward não está enfrentando apenas uma doença , existem planos ocultos para mata-lo e tira-lo do trono. A Inglaterra precisa ser salva, mas quem poderá os defender?

"Ela era rainha. A governante. A monarca. A soberana. A líder. A chefe de Estado. A cabeça da coisa toda. Aquela que usava as calças, como diz a expressão. A pessoa no comando. A patroa. A. Rainha. da. Inglaterra."

Zombaria ao machismo, temos. Crítica as classes sociais, também. Personagem leitor como nós, melhor ainda. Jane é admirável demais. Uma garota que só quer ler, não deseja casamento e muito menos ser a Rainha da Inglaterra. Até o momento que é forçada a isso e toda a história se desenvolve a partir desse fator. Hilário, leve e espirituoso demais. Mesmo sendo escrito por mulheres, todas as narrações se casam perfeitamente. Temos humor durante boa parte do tempo e é tão natural que isso saia dos personagens. Fiquei surpresa por tamanha sincronia das autoras.

Esse livro é uma comédia com fatos históricos e fantasiosos. Com humor negro, crítica e é comico mesmo.

Eu amei o romance entre Jane e Gifford, estranhos no primeiro dia, se odiando posteriormente, e aos poucos percebendo interesse um pelo outro. O desenvolvimento da amizade para o amor é tão doce, tão sensível e memorável. A construção de cada personagem e suas jornadas para salvar o país, a si mesmos são incríveis. A fluidez da trama só mostra o quão boa a história é. Fiquei apaixonada nessa ligação histórica com fantasia, e mais ainda com um tom cômico. Dando um ar divertido a essa história.


"Ela pensava ter entendido a profundidade daquela emoção enquanto lia as páginas de seus amados volumes, com sua vida de certo modo tocando aquelas de homens e mulheres há muito falecidos. Ela tinha sentido muito por eles, tinha chorado por eles, tentado respirar mesmo quando eles não mais respiravam. E então podia fechar o livro, colocá-lo na estante, e as palavras ficavam ali, enclausuradas entre as capas de couro."

''Não havia nada que ela apreciasse mais do que sentir o peso de um exemplar bem volumoso nas mãos e sentir que cada tomo de sabedoria daqueles era mais raro, maravilhoso e fascinante que o anterior. Se deliciava com o cheiro da tinta, a aspereza do papel junto dos dedos, o farfalhar das páginas, a forma das letras encantando seus olhos. Mas acima de tudo, adorava o modo como os livros a faziam sair de sua vidinha mundana e sufocante e ofereciam experiências de uma centena de outras vidas. Por meio dos livros, conseguia ver o mundo.''

Um diferencial que percebi é o vinculo que as autoras estabelecem com o leitor. Elas explicam a história e eu curti essa interação. Minha Lady Jane a um retalho perfeito de romance, humor, aventura e história! Uma hora estamos rindo, na outra estou nervosos com as reviravoltas e o que pode acontecer de errados. E quanto aos personagens? Seus diálogos são maravilhosos e suas aventuras, as mais mirabolantes.

Leia este livro se você estiver precisando de uma fantasia única, mas esteja atento que essa é uma ficção histórica
engraçada e pronta para te te fazer rir a ponto de chorar. Além de ter a ferocidade de personagens femininas.

  Editora: Gutenberg 
Nota: 4,5'

Resenha: Sete dias juntos, Francesca Hornak

 


Editoar: bertrand 

Nota: 4’

Andrew e Emma tem duas filhas adultas: Phoebe e Olivia.  Phoebe é a mais nova e está prestes a se casar, Andrew é um jornalista e crítico gastronômico, Emma é a mãe preocupada, que esta disposta a cuidar de todos. Olivia é uma médica que em países necessitados de maior atenção, logo ela passa longos tempos longe de casa.

Até que sua mãe deseja que todos passem o natal juntos, isso inclui o retorno de Olivia da Libéria, onde ela precisaria ficar de quarentena devido a uma doença chamada Haag. Dessa forma, começa uma quarentena obrigatória na casa da família, isolados, sem uma boa internet e talvez, com segredos que todos os parentes escondem.

Essa família não tem a comunicação como base e cada um deles esconde algo de todos. Logo, temos um cenário frio, um ambiente fechado e provavelmente um estresse a mais por conta disso. Pensando que talvez seja mais fácil confiar em um estranho do que sua própria família.

Sabe aquela história familiar, mas super agradável e que traz personagens nada perfeitos, que só querem manter a aparência? Esse livro fala sobre a conexão familiar e o desafio de viver 7 dias juntos e ao mesmo tempo tão distantes.

A escrita da Hornak é fluida, descritiva e perspicaz, focando na dinâmica familiar com personagens reais. A família Birch, com certeza, pode ser qualquer família no mundo e é compreensível o ponto de vista da autora e o modo em que ela aborda o compartilhamento com nossos entes queridos.

 Terminei a leitura pensando sobre essa família e no que foi preciso para que confiassem mais uns nos outros. Pode-se dizer que muitos vivenciaram isso por conta da pandemia, não é mesmo? Voltaram para casa dos seus pais, passaram mais tempo do que pretendiam “presos” ao lar e talvez isso foi bom para restaurar o dilema familiar, levando-nos a valoriza-los mais.

Um drama contemporâneo que traz as perspectivas de todo o elenco principal. E a partir disso, vamos conhecendo cada membro da família, suas experiencias e como essa quarentena está sendo para eles. E talvez podemos julga-los inicialmente, mas depois compreendemos o porquê das suas decisões e como tudo está prestes a mudar. Apesar da autora se prolongar demais em algumas descrições, o livro é agradável e entretém com uma carga dramática precisa.

 Francesca Hornak constrói uma narrativa interessante, dramática e importante. Com o natal chegando, uma pandemia que parece não ter fim, “Sete dias juntos” aquece o coração e nos remete a importância familiar nos momentos mais difíceis e confusos de nossas vidas.

Voce tem a vida inteira, Lucas Rocha

Editora: Galera Record ; Nota: 4,5'
 

HIV não mata, preconceito sim!

Ian acabou de fazer o teste para HIV e descobriu que é soropositivo. Victor também fez, mas está pensando no Henrique, que revelou que era soropositivo. Henrique está preocupado em como Victor reagiu ao saber da verdade sobre si. A vida vai cruzar a vida dos três jovens a partir desse dia na clínica e eles irão perceber que existem coisas muito mais importantes na vida do que o resultado positivo.

Você é a melhor pessoa que conheço, cara, e tenho certeza que não merece isso. Mas coisas ruins acontecem a pessoas boas. Não existe um sistema de compensação. As coisas simplesmente são como são.”

Esse livro têm um importância tão grande para o cenário que vivemos, pois mesmo em pleno século XXI, ainda há preconceito quanto aos portadores de HIV. O autor mostra a verdade das pessoas que vivem com o vírus, aquelas que acabaram de descobrir e sua jornada a partir de então e outras que estão demonstrando desrespeito.

 Esse contemporâneo aborda o HIV através de três perspectivas diferentes, através de personagens interessantes, que vivem seus dilemas associados ao vírus.

Conforme mergulhava na história, percebi o quão necessário foi trazer esses pontos de vista, afinal as pessoas reagem de maneira diferente. E confesso que muitas informações sobre o HIV eram desconhecidas por mim, mas compreendi a luz que o autor trouxe na obra.

Através de Henrique, Victor e Ian, estigmas são tratados, trazendo reflexões sobre amor, preconceito, família e jornadas pessoais. Ao final dessa nova edição pela @galerarecord, temos uma entrevista com o autor, na qual ele conta como foi o processo de escrita e sua inspiração para a obra.

Sendo leve na medida certa e trazendo bom humor através do elenco secundário. Adorei que o autor não teve medo de abordar as nuances do HIV, de informar o leitor e mostrar as duras dificuldades que um portador pode passar.

Um livro que merece ser lido por todos. Autentico, realista e com uma mensagem de tocar o coração.

Mas se você achar
Que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não para”. ( Cazuza)

Resenha: A lista (quase) definitiva de piores medos , Kristal Sutherland

                                        

* Livro cedido em parceria com a Editora Alt 

GENUINO, SINCERO E DIVERTIDO

me·do

1  Estado psíquico provocado pela consciência do perigo, real ou apenas imaginário, ou por ameaça.

2 Receio de ofensividade irracional; temor.

3 Receio de ofender, de causar mal ou de que ocorra algo desagradável.

A família Solar é conhecida por suas peculiaridades. Eles acreditam que a maldição voltou e cada membro será morto pelo que mais teme. Isso acontece com cada membro da sua família, por exemplo: seu irmão morre de medo do escuro; Sua mãe, do azar, seu pai tem agorofobia ( medo de lugares públicos) e seu avó, da água.

Logo, cabe a Esther encontrar meios para salva-los da maldição e descobrir qual será seu maior medo. Porém, ela só não esperava que um colega da infância, Jonah, vai ajudá-la a descobrir qual é o seu maior medo.

Avisos: gatilho para ansiedade, doenças mentais, violência doméstica, automutilação e suicídio.

A escrita da Krystal Sutterland é engraçada, vívida, mágica e tão divertida. Mesmo nos momentos mais sombrios, ela te encanta e não te deixa largar a história. A trama vai além da lista dos piores medos, também conta com o mistério do assassinato, que anda lado a lado com a maldição da família Solar. E que laço mais FANTÁSTICO!

Os personagens são complicados e amáveis. Logo no primeiro capitulo eu já estava apaixonada na Esther e foi lindo ver seu desenvolvimento. Jonah mudou ao longo da história e seu brilho também é perceptível. Os personagens secundários também são maravilhosos. Todos tinham falhas, peculiaridades, personalidade e muito charme.

Além do toque mágico, Suttherland me fez sorrir com insultos shakespearianos, referências à cultura pop e desejar conhecer a família Solar, Jonah e Heph. Fora que Esther e Jonah tem um desenvolvimento tão gostoso de acompanhar e isso me fez torcer a cada página e amar seu desenrolar.

Senti que as emoções e pensamentos da Esther foram bem passados ao leitor. Tive momentos em que compadeci dela, que lutava tanto pela sua família, cuidava de todos, mas nunca de si. Ai, Esther , você é corajosa sim, por mais que diga o contrário. A autora soube fazer um retrato verdadeiro da ansiedade, cru e triste, mas necessário.

Apesar de ser uma história original, divertida e complexa, ela aborda com seriedade a ansiedade, depressão, ataques de pânico e medos. Ela trabalha tão bem a questão do medo, do significado da vida e da morte. Sinceramente, mesmo que você não tenha medo de algo, ainda sim é um livro tão importante, pois com sutileza e sinceridade a autora revela o lado dolorido de sentir medo ao ponto de torna-se uma obsessão.

E lembre-se (eu sei que às vezes preciso): é difícil amar alguém com uma doença mental, mas isso não significa que não deva ser amado. Eles merecem ser amados. E só porque o amor te assusta, não significa que seja uma coisa ruim. Você merece amar e ser amado também.

Eu falaria sobre esse livro o dia inteiro se deixasse, mas me contatarei em espalha-lo por aqui. Estarei na torcida para que ele alcance muitas pessoas e que você entenda que está tudo bem sentir medo e por mais que não acredite, você tem coragem para enfrenta-lo.

O final foi um pouco apressado, mas diferente do que eu esperava, terminei sorrindo e refletindo sobre todas as nuances que a Krystal Suttherland construiu. Sua profundidade nesse YA é imensurável e espero que sua mensagem se espalhe, sendo compreendida e guardada no coração daqueles que tiverem a chance de conhecer essa história.

Uma obra sobre como enfrentar seus medos, ter alguém ao teu lado e aceitar ajuda. E posso lhe dizer que virou um dos meus livros favoritos: triste, doce , engraçado e inspirador.

Espero que você se apaixone pela Esther, Jonas e sua família como eu. E talvez você se sinta encorajado pela bravura de Esther e enfrente seus próprios medos e demônios.

Bia, 27 anos, mora em João Pessoa, PB. Fisioterapeuta, instrutora de pilates e amante da literatura. Sempre foi amante de livros desde criança e em 2014 criou o Blog Meu Coração Literário para compartilhar sua paixão. Além de ser viciada em café, series e filmes. Pensa em ser muitas coisas, mas de uma ela tem certeza: leitora assídua nunca deixará de ser.




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