Resenha:O Mundo de Aisha,Ugo Bertotti


O Mundo de Aisha

Título: O Mundo de Aisha
Subtítulo: A revolução silenciosa das mulheres no Iêmen
Autor: Ugo Bertotti
Editora: Nemo
Páginas: 144
Ano:2015
Sinopse: Obrigadas a se casarem ainda meninas. Escravizadas, violentadas, por vezes assassinadas. Cobertas com o véu negro – o niqab – as mulheres do Iêmen parecem fantasmas. Contudo, pouco a pouco, com delicadeza, coragem e determinação, elas travam uma batalha corajosa por sua emancipação. Uma revolução silenciosa está em marcha para fazer valer seus direitos e sua liberdade. Aisha, Sabiha, Hamedda, Houssen e tantas outras: aqui estão algumas de suas histórias. Uma extraordinária reportagem em quadrinhos de Ugo Bertotti inspirada pelas imagens e pelas entrevistas da fotojornalista Agnes Montanari.

O Mundo de Aisha é uma grafic novel em preto e branco que conta com fotografias de Agnes. A HQ traz três histórias sobre a difícil condição das mulheres iemenitas, reconhecidas pelo uso do niqab: “o véu que cobre o rosto da mulher deixando apenas seus olhos descobertos”, contado logo no início do livro.

Na primeira história , Sabiha leva várias surras do marido porque alguém contou que a viu sem véu através da janela da sua casa. Ela foi entregue ao marido quando era muito criança, nunca foi a escola e até os dezoito anos já tinha 3 filhos. Um dia, ao encontrar de novo sem o niqab, o marido atira nela com um fuzil , deixando-a paralítica. Agnes conhece Sabiha no hospital.

Na segunda história ,Hammeda participou de uma reportagem da TV Al Jazeera e Agnes ao vê-la na TV foi em busca de sua  história. Uma empresária de sucesso, dona de restaurantes e hotéis, que não usa mais o niqab e ganhou respeito por todos. 

"Eu incomodava. Por quê? Simplesmente porque não ficava em casa, como todas as outras... Tinha um restaurante, trabalhava com homens, tratava-os de igual para igual e: estava ganhando dinheiro." 

Aisha , estudante de informática e que depois chega a trabalhar em um local cheio de homens, indo contra as ordens do irmão mais velho. Pelos lentes de Agnes Montanari e os desenhos de Ugo Bertotti, vemos que a luta permanece viva naquelas regiões para que a mulher tha um espaço maior em uma sociedade machista e arrogante. Uma HQ recomendada para quem gostar de conhecer mais a cultura e a luta no Iêmen .

Nota : ★★★

Resenha: Filme Loucas Pra Casar


Titulo: Loucas Pra Casar
Gênero: Comédia
Duração: 1 h e 45 min
Origem: Brasil
Direção: Roberto Santucci
Classificação: 14 anos
Ano: 2015
Sinopse: Malu (Ingrid Guimarães) tem 40 anos e trabalha como secretária de Samuel (Márcio Garcia), o homem de sua vida. Apesar de estarem namorando há três anos, não há o menor indício de que um pedido de casamento esteja por vir. Um dia Malu percebe que faltam algumas camisinhas no estoque pessoal do namorado e logo deduz que ele tem uma amante. Após contratar um detetive particular, ela descobre outras duas mulheres na vida de Samuel: a dançarina de boate Lúcia (Suzana Pires) e a fanática religiosa Maria (Tatá Werneck). É claro que as três irão disputar a preferência do amado.


Resenha:

Esse filme conta a história de Malu, uma mulher bem sucedida, super organizada e objetiva. Ela trabalha como secretária para Samuel, seu namorado de três anos. E alem de tudo isso que já felei sobre, está faltando o principal: ELA É LOUCA PRA CASAR. Desde a primeira vez que pegou um buquê da nova aos 15 anos de idade, espera por esse dia, mas até agora nada. Ela em toda sua vida só namorou cafajestes e nem chegou perto de ser pedida em casamento.

Em uma noite de amor compartilhada com o Samuel ela percebe que a caixinha de camisinha dele está faltando algumas e acaba supondo que ele tem uma amante. Pela indicação de uma amiga ela decide contratar um detetive particular para descobrir se ele tem mesmo uma vida dupla. Para seu azar ela descobre que ele anda se encontrando com Lúcia, uma dançarina de boate.

Após um encontro bombástico entre as elas, decidem ir ao apartamento de Samuel para que ele decida com quem vai querer ficar, mas para a surpresa das duas elas encontram Maria, uma beata super certinha. As três então se juntam para conquistar o amado e ver qual a melhor e a que ele vai escolher.

Esse é um daqueles filmes que te garante muitas risadas, leve e envolvente ele mostra que o cinema brasileiro está crescendo e produzindo filmes de qualidade. Meu Deus eu nunca ri tanto, essas três atrizes juntas com Fabiana Karla não poderia ter dado tão certo. Mas além do riso, o filme nos mostra que nada é perfeito, que não podemos viver tentando alcançar a tão sonhada perfeição. Não existe a mulher perfeita, nem o homem perfeito e é nessa buscar que muita gente se perde. Não importa quantas vezes nos digam que temos que seguir um padrão, que precisamos ser como todo mundo ou querer o mesmo que todo mundo. Nós nascemos para o diferente, para buscar o novo sem mascaras, sem tentar agradar a todos, ou acertar todas as vezes. Isso fica bem claro no filme quando a nossa mocinha Malu percebe que não quer tentar ser perfeita, que só quer ser ela mesma, com seus defeitos e manias, que quer amar alguém que também não seja perfeito, que seja apenas humano como ela. E quando ela percebe isso é que verdadeiramente se encontra e as coisas começam a dar certo.

Outra mensagem que me chamou atenção foi a questão da saúde mental, ela que muitas vezes é esquecida e culturalmente satirizada. Temos que entender que a saúde da mente é igual e tão importante quanto a física, o emocional conta muito, inclusive para a recuperação de uma doença física e para o nosso próprio bem estar. Devemos abrir os olhos e não ter vergonha disso, pois de médico e de louco cada um tem um pouco.

Nem preciso dizer que o filme está recomendadíssimo e se procura dar boas risadas pode apostar nele.

NOTA: ★ ★ ★ 



                                                                                                                               Blog Coisas de Milah

Notícias: novo trailer para Esquadrão Suicida foi liberado!

Capa da PublicaçãoO que falar do trailer mais bombástico do ano para mim? Arlerquina ♥ Durante o evento DC Films Presents: Dawn Of The Justice League, um novo trailer para Esquadrão Suicida foi liberado! Escrito e dirigido por David Ayer, Esquadrão Suicida será protagonizado por Viola Davis, Margot Robbie, Will Smith, Jai Courtney, Joel Kinnaman, Jay Hernandez, Cara Delevingne e Jared Leto. O filme estreia em 04 de Agosto de 2016!

          

Resenha: Austenlândia, Shannon Hale


Austenlândia

Título:Austenlândia
Série:Austenlândia # 1
Autora:Shannon Hale.
Ano: 2014 
 Páginas: 240
Editora: Record
Sinopse:Jane Hayes tem 33 anos e mora na Nova York atual. Bonita, inteligente e com um bom emprego, ela guarda um um segredo constrangedor: é verdadeiramente obcecada pelo Sr. Darcy. Embora sonhe com ele, os homens reais com os quais se depara são muito diferentes dos que habitam sua fantasia. Justamente por isso, ela decide deixar de lado sua vida amorosa e aceitar seu destino: noites solitárias aconchegada no sofá assistindo a Colin Firth em seu DVD.Porém, esses não são os planos que sua rica e velha tia-avó Carolyn, tem para a moça. A única a descobrir o segredo de Jane deixa, em seu testamento, férias pagas para a sobrinha-neta na Austenlândia. A ideia é que Jane tenha uma legítima experiência como uma dama no início do século XX e consiga se livrar de uma vez por todas de sua obsessão. Contudo, para isso, ela terá que abrir mão do celular, da internet e até do uso de sutiãs em troca de tardes de leitura, espartilhos e... a companhia de belos cavalheiros. 

Austenlândia é aquele livro fofo e que foi um romance ideal para começar o ano.Eu comecei a ler sem muitas perspectivas, porém foi uma leitura leve e divertida.

Jane Hayes tem 33 anos e é uma solteirona, bonita com um bom emprego de designer, porém está meia cansada de ficar sozinha e devido a suas antigas experiencias amorosas nao acredita nos homens, nem no seu amor ideal. Ela sonha com o dia que encontrará seu próprio Sr.Darcy e viverá um romance digno da Jane Austen, porém a vida tem sido cruel e dificulta essa realidade.

Jane ama o livro Orgulho e Preconceito, o qual já li algumas poucas vezes e pelo qual adoro o filme (haha). Porém, ela mal imagina que sua tia lhe dará o maior presente da sua vida ao morrer, deixando como herança uma viagem de férias, sem possibilidade de reembolso e vivida nos anos 1806. Ela irá para uma comunidade turística que recria o mundo da Austen: Austenlândia em Pembrook Park, na Inglaterra. E lá ela terá a oportunidade de curar sua paixão obsessiva pelo Sr. Darcy e também toma a decisão de depois disso começar a viver sua vida "de verdade".

Ao chegar lá , ela encontra um casarão magnifico de época, com regras rígidas de vestimenta e comportamento, onde viverá como uma dama do século XIX.  Será que Jane conseguirá viver 3 semanas confortável no mundo pela qual é apaixonada nos livros? Dos personagens , o carrancudo é o Sr. Nobley, um cara atraente, mas todo fechadão. Jane não esperava o que ali aconteceria e nas emoções que iria sentir.

A Jane foi uma das minhas personagens preferidas pela ingenuidade teimosia, mas aquela vontade de sonhar e ser feliz. O Sr.Nobley é aquele cara proibido, com um jeito machucado. Li o livro em algumas horas e foi tão,tão bom para mim que eu já quero o segundo logo. Divertido,fofo e leve que me deu logo uma saudade de ler "Orgulho e Preconceito" de novo. "Austenlândia" foi como viver o sonho de estar dentro do seu livro preferido , te colocando como personagem principal e perguntando-se se poderias viver naquela fantasia. 

O final foi fofo, mas algumas perguntas que estiveram na minha cabeça nao foram respondidas muito bem. A Jane acabou percebendo que sua obsessão pelo romance da Austen era apenas uma ilusão e que sua vida era bem mais do que isso. Romântico, divertido e leve. Já disse isso? Então continuarei repetindo.

Nota : ★★★

Resenha:Se Alguma Vez... ,Meg Rosoff


Se Alguma Vez...

Título: Se alguma vez..
Autora: Meg Rosoff
Editora: Galera
Páginas: 255
Ano:2014
SINOPSE: Um encontro com a morte transforma a vida de David Case. Convencido de que o destino não lhe reserva nada de bom, David decide se reinventar e tornar-se, assim, irreconhecível para o destino e salvar-se de seu sofrimento certo. Ele passa a ser Justin Case, com uma aparência totalmente nova e uma paixão crescente pela sedutora Agnes Bee. Com seu galgo cinzento imaginário a reboque, Justin luta para manter sua nova imagem e, acima de tudo, sobreviver em um mundo onde as reviravoltas do destino o aguardam em cada esquina.

Comprei “Se alguma vez...” na Black Friday de 2015 e foi quase uns 9 reais na Amazon, então resolvi começar o ano com esse livro, sem ler sinopse, nem nada e quanto a minha opinião? Deixarei para o final.

David Case tem 15 anos e é um garoto que ficou obcecado com o que destino lhe reservava, depois de presenciar um quase acidente de seu irmão caçula e se sentir culpado. David está convencido de que poderá enganar o destino, então ele  resolve mudar de nome, estilo e amigos para fugir da condenação que é sua vida.

A história em si me proporcionou um misto de sensações ate a ultima páginas, mas a declarei como “mais ou menos” tanto pela personalidade confusa do personagem principal como pela família exageradamente negligente.

David muda seu nome para Justin Case(“ just in case: no caso de”), tem um cachorro imaginário chamado “Garoto” e tem crises depressivas. O garoto conhece Agnes, uma fotografa mais velha com a qual tem uma relação sexual precocemente. E tudo o que você deve estar se perguntando é: cadê os pais dessa criatura que não notaram que ele mudou de estilo, de nome e não estão nem ai para isso?

" Não seja desdenhoso comigo. Não sinto nenhum prazer especial com a tragédia. Certos dias, nada além de boas ações são feitas.
Quem você acha que junta os amantes, reúne irmãos há muito perdidos, realiza curas milagrosas? Quem faz aleijados dançarem, retardados pensarem?
Sobreviventes sobreviverem."

O livro é narrado em terceira pessoa, contando com a voz do destino que nos deixa entendidos da situação e do futuro de Justin. A Meg fez uma historia com uma vibe insana e alucinógena, totalmente pirada e não sei se recomendaria a leitura, porque acredito que muitos não gostariam.

Algo positivo que gostei no livro foi os pensamentos de Charlie, irmão de 1 ano de David/Justin e isso foi algo que me peguei imaginando: o que o irmão mais novo falaria ao seu irmão. Peter e Dorothea foram amigos de David nas épocas de crise e Agnes mesmo piradinha me conquista porque ela parece ser a única pé no chão.

O final foi algo que eu não esperava, mas Justin ainda continua a me causar dores de cabeças e confusões. Um garoto que tenta de todos os modos fugir do seu destino condenado, trazendo reflexões a tona, como: Você mudaria suas escolhas, sua identidade para se salvar de um futuro duvidoso?
Nota : ★★★

Bia, 27 anos, mora em João Pessoa, PB. Fisioterapeuta, instrutora de pilates e amante da literatura. Sempre foi amante de livros desde criança e em 2014 criou o Blog Meu Coração Literário para compartilhar sua paixão. Além de ser viciada em café, series e filmes. Pensa em ser muitas coisas, mas de uma ela tem certeza: leitora assídua nunca deixará de ser.




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