Resenha: Na porta ao lado, Luiza Trigo

Na-porta-ao-lado
Titulo: Na porta ao lado #2
Autora : Luiza Trigo
Editora: Rocco – Rocco Jovens Leitores
Páginas: 256
Ano: 2015
Sinopse: A Carol tem mania de fazer listas. Escreve sobre tudo: livros favoritos, melhores momentos das férias, músicas prediletas, frustrações… Mas nunca pensou que registraria em suas listas novidades tão surpreendentes: o casamento de sua mãe com o namorado; a mudança da casa onde viveu por 15 anos e guardava as memórias do pai; a vida sob o mesmo teto que o padrasto e seu filho insuportável. Gente, total inferno! Mas a Carol conta com o apoio das suas quatro amigas – Bia, Pri, Amanda e Beta –, com as quais pode desabafar e se divertir. Vocês bem sabem como elas são boas nisso, né?! E se o clima em casa está ruim, ainda bem que na escola não acontece o mesmo, principalmente depois da chegada de um novo aluno que irá mexer com o seu coração. 

Ao ler meus 15 anos, pude voltar no tempo e viver de novos os meus próprios 15 anos e os dramas que me cercaram, assim como a Bia no livro. Continuando a história, Na porta ao lado a história foi mais forte. A Carol é a protagonista da vez. Ela ama ler, sua cor favorita é azul e é louca por listas. Então, já virei amiga dela só por essas três coisas que temos em comum até agora.

"Enquanto a Amanda tagarelava sobre o Igor, eu meio que desliguei. Sorria para ela, mas o sorriso era na verdade por estar ali com as meninas novamente, no primeiro dia de aula no Ensino Médio, começando uma nova etapa, com novos desafios, mais estudos e o chefão da última fase: o vestibular. Se bem que não sei se gosto de tanta novidade. Talvez fosse melhor estar tranquila no colégio, para conseguir enfrentar tudo o que está acontecendo lá em casa."

 O livro infanto-juvenil  retratará a simplicidade e os dramas de adolescentes, entre elas, a Carol, que vai se mudar da casa que viveu desde criança, onde guardava as memórias de seu pai; e agora viverá sob o mesmo teto com o padrasto e seu filho (maldito).Sua mãe irá casar e ela não aceita isso muito bem, mas conta com o apoio de suas amigas - Bia, Pri, Amanda e Roberta. Se o clima em casa não está muito bom, suas amigas serão seu porto seguro para desabafar e se divertir.

Porém, a escola parece mudar e um novo garoto chegará a mexer com seu coração. A luly escreveu uma história tão fofa, que não pude deixar de pensar que cheguei a viver as indecisões que a Carol teve com relação aos garotos.

Além da capa e diagramação maravilhosa, o livro conta com várias referencias a livros, séries e músicas que me fizeram correr para conhecer. A Carol me surpreendeu um pouco com suas atitudes, mas lembro que também tive essa fase e ri em alguns momentos. Fiquei dividida por Bernardo x Tomás, e até agora não tenho um favorito.

Ler o livro da Luly é como recordar de sua adolescência( se você tiver mais 18 anos, como eu ) e isso me fazia sorrir de uma ponta á outra, me divertindo como nunca. Uma história que fará você valorizar suas amizades e aproveitar a vida da melhor forma possível, seguindo seu coração e acima de tudo, não precisando de um príncipe encantando para sua vida ser feliz.

Algo incrível e que muita gente pode não ter reparado, os títulos dos capítulos são títulos de livros incríveis que merecem sua atenção. 

 NOTA: 

Resenha: Cilada- Harlan Coben

Titulo: Cilada
Autora: Harlan Coben
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance Policial
Ano: 2010
Páginas: 271
Sinopse: Haley McWaid tem 17 anos. É aluna exemplar, disciplinada, ama esportes e sonha entrar para uma boa faculdade. Por isso, quando certa noite ela não volta para casa e três meses transcorrem sem que se tenha nenhuma notícia dela, todos na cidade começam a imaginar o pior.. Na junção dessas duas histórias está Wendy Tynes, a repórter que armou a cilada para Dan e que se torna a única testemunha de seu assassinato. Wendy sempre confiou apenas nos fatos, mas seu instinto lhe diz que Mercer talvez não fosse culpado. Agora ela precisa descobrir se desmascarou um criminoso ou causou a morte de um inocente. Nas investigações da morte de Dan e do desaparecimento de Haley, verdades inimagináveis são reveladas e a fragilidade de vidas aparentemente normais é posta à prova. Todos têm algo a esconder e os segredos se interligam e se completam em um elaborado mosaico de mistérios. O assistente social Dan Mercer recebe um estranho telefonema de uma adolescente e vai a seu encontro. Ao chegar ao local, ele é surpreendido pela equipe de um programa de televisão, que o exibe em rede nacional como pedófilo. Inocentado por falta de provas, Dan é morto logo em seguida.
Resenha:


Demorei bastante para terminar esse livro, mas quando engatei na trama, me vi tentando desvendar esses mistérios. Confesso que foi muito difícil de fazer essa resenha, pois o livro muda constantemente de foco e vários personagens aparecem, fiquei um tanto confusa.

O livro começa contando a história de Dan Mercer, que é acusado de pedofilia, após uma cilada armada pela jornalista Wendy Tynes. Trabalha como voluntário em uma casa para menores, não tem família e conta apena com a ex-esposa e sua nova família. Dan é inocentado e logo em seguida é morto.

"Eu sabia que minha vida seria destruída se abrisse aquela porta vermelha.

No entanto, enquanto eu caminhava em direção a ela sob a luz débil de um poste distante, a escuridão parecia se abrir como uma boca prestes a me devorar inteiro. Era impossivel afastar a sensação de perigo iminente. Cada passo me custava ceto esforço, como se eu estivesse pisando não em uma calçada já um tanto gasta, mas em cimento fresco. O corpo dava todos os avisos: frio na espinha, pelos eriçados nos braços, arrepio na nuca e no couro cabeludo."

Nesse meio tempo há a história paralela de Haley McWaid, uma adolescente de 17 anos, filha exemplar, primeira aluna da classe, com um futuro brilhante pela frente e que inesperadamente desapareceu por três meses e supõem-se ter sido assassinada.

"Era como se Haley tivesse sido tragada pela terra. Um mês se passou. Nada. Depois dois. Nada também. Já haviam se passado quase três meses quando enfim eles receberam a noticia- e a pedra que não a deixava respirar ou dormir durante a noite, parou de crescer."

Wendy é uma jornalista sagaz e que não desiste de um mistério até ter todas as partes as claras. Ela é viuvá, tem um filho adolescente que é a coisa mais importante de sua vida e um sogro que compõe toda a sua família. Tem uma natureza forte e e esconde muito bem suas arestas. Ela sempre foi uma pessoa de fatos, porém seu instinto nesse caso se torna mais forte. 

"No fundo do trailer, Dan tentou encará-la com a mesma intensidade de antes, mas a corrente elétrica não estava mais lá. Nenhum resquício daquela limpidez que tanto a havia seduzido. No lugar dela, o que se via naquele olhar era algo que inspirava pena. Mesmo agora, mesmo sabendo de tudo, os instintos de Wendy diziam que aquele homem simplesmente não podia ser o monstro que de fato era."

Vários fatos aparecem e fazem Wendy duvidar das acusações que fez a Dan e tenta acima de tudo desvendar esse mistério e descobrir se Dan é inocente ou culpado.

"_ Não acho que Dan Mercer fosse pedófilo. Nem que tenha matado ninguém. Portanto, sim, Wendy, acho que você arruinou a vida de um inocente."

 Ao tentar desvendar esse mistério se vê varias vezes por um fio de perder seu emprego e ser morta. Será que Wendy conseguirá descobrir a  real verdade? Dan é realmente culpado? E Haley estará viva?

Esse é um daqueles livros que não é nada do que você pensa, tudo aquilo que você tem certeza de que é verdade, não é. É preciso ler esse livro com muita atenção aos detalhes e mesmo assim a cada revelação você se surpreende mais.

Um livro bem escrito e arrebatador, que certeza vai te tirar o folego. A história te envolve e te surpreende na medida certa. Não é um desses livros que enchem linguiça. A trama toda se entrelaça de forma brilhante e o desfecho é eletrizante. Livro Recomendado

NOTA: ★ ★ ★

Resenha: Eu estive aqui, Gayle Forman


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Título: Eu Estive Aqui
Autora: Gayle Forman
Editora: Arqueiro
Páginas: 240
Ano: 2015
Sinopse: Quando sua melhor amiga, Meg, toma um frasco de veneno sozinha num quarto de motel, Cody fica chocada e arrasada. Ela e Meg compartilhavam tudo… Como podia não ter previsto aquilo, como não percebera nenhum sinal?
A pedido dos pais de Meg, Cody viaja a Tacoma, onde a amiga fazia faculdade, para reunir seus pertences. Lá, acaba descobrindo muitas coisas que Meg não havia lhe contado. Conhece seus colegas de quarto, o tipo de pessoa com quem Cody nunca teria esbarrado em sua cidadezinha no fim do mundo. E conhece Ben McCallister, o guitarrista zombeteiro que se envolveu com Meg e tem os próprios segredos.
Porém, sua maior descoberta ocorre quando recebe dos pais de Meg o notebook da melhor amiga. Vasculhando o computador, Cody dá de cara com um arquivo criptografado, impossível de abrir. Até que um colega nerd consegue desbloqueá-lo… e de repente tudo o que ela pensou que sabia sobre a morte de Meg é posto em dúvida.
Eu estive aqui é Gayle Forman em sua melhor forma, uma história tensa, comovente e redentora que mostra que é possível seguir em frente mesmo diante de uma perda indescritível.

Um dos livros mais lindos da Gayle Forman. Real. Intenso. Emocionante. Morte e vida. Culpa e perdão. Amor e amizade.

Quando a melhor amiga de Cody, Meg toma um frasco de veneno sozinha em um quarto de motel e morre, Cody fica sem chão, seu alicerce estava perdido. Como sua melhor amiga não percebeu nenhum sinal de suicídio? Lidar com a morte de Meg tem sido o momento mais difícil da vida de Cody e ela começa a questionar porque ela fez isso, e o que havia de errado para que ela não visse nenhum sinal desse plano.

"Sinto a tentação de cheirar os lençóis. Se fizer isso, talvez seja suficiente para apagar tudo. Mas você só consegue prender a respiracão até certo ponto. Em algum momento, terei que soltar o cheiro dela; então, vai ser como aquelas manhãs, em que acordo e me esqueço antes mesmo de lembrar."

A pedido dos pais de Meg, Cody viaja a Tracoma, onde sua amiga fazia faculdade para reunir suas coisas e trazer para casar. Mas, lá acaba conhecendo os colegas de casa de Meg e descobrindo mais coisas sobre sua amiga. Além disso, ela conhece Ben McCallister, um guitarrista que estava envolvido com Meg e que esconde alguns segredos. 

“Mas minha vontade é gritar para as pessoas pararem de me perguntar isso. Porque não sei o que Meg me contou e eu ignorei, e o que ela não me contou. Se tem uma coisa que sei é que ela não me contou que estava sofrendo tanto que a única maneira de acabar com a dor era encomendar uma dose de veneno industrial e mandá-lo goela abaixo.” 

Todavia, é no notebook de Meg, que Cody acaba fazendo grandes descobertas. Mexendo no seu computador, depara-se com um arquivo criptografado, impossível de abrir, pedindo a Harry para ajudá-la a desvendar o segredo ali contido. E a partir daí, tudo o que ela sabia de Meg virou passado e é posto em dúvida.

"(...) É então que cometo o erro de me virar para lançar outro olhar fulminante para o convencido, superficial e poser Ben McCallister.
Queria não ter feito isso. Porque, quando o olho pela última vez, ele exibe um esgar que é uma mistura de raiva e culpa. Conheço bem essa expressão: eu a vejo todos os dias no espelho."

 Gayle escreveu um livro único( não é uma duologia dessa vez) com uma profundidade que te fará sentir culpa e até mesmo sentir a dor, a duvida e as indecisões que cercam o futuro dos personagens. Questionando a própria existência, trazendo problemas á toa, Eu Estive Aqui tem como um dos temas o suicídio, envolvendo o leitor a ponto de fazê-lo questionar sobre esse ato.

Em um clima romântico e investigativo, Cody busca pistas sobre a vida de Meg na faculdade e tudo o que levou ela a esse ponto de tirar sua própria vida. Uma jornada de autoconhecimento, perdão e amor. Todos os personagens descritos por Gayle me fizeram querer ajudar Cody, Ben a encontrar a verdade sobre Meg. Eu Estive Aqui vai mexer com sua cabeça e até mesmo pensar em coisas que você deve ter conhecido alguém ou até mesmo criticar o suicídio.

Uma das partes mais interessantes e muitas vezes passamos despercebidos no livro é a Nota da autora: Gayle conta o que a inspirou a escrever essa história incrível. Uns dos pontos de descoberta do livro é a depressão, uma doença que a dor vive constantemente na vida de uma pessoa, até o momento que sem buscar apoio, pode vim a dar fim á própria vida.

O Brasil sendo a Organização Mundial de Sáude é o oitavo pais com maior índice de suicídio, a maioria vitimas de depressão. E 9,5% da população brasileira já tiveram pensamentos suicidas e 3,1% já atentaram contra a própria vida.

Todo mundo tem seus dias ruins. Um problema tão grande e as vezes uma desilusão amorosa, entre outras coisas que podem nos te feito pensar que se não tivéssemos nascidos seria bem melhor do que ficar vivendo e sofrendo. O suicídio é como um espelho de duas faces, pode libertar e causar tanta dor á familiares, como pode ter o outro lado com a possibilidade de viver e ser feliz.

Assim, ler esse livro foi como segurar as lágrimas ao ver a fidelidade de Cody com Meg até o fim, para descobrir a verdade sobre sua morte. 

"Acredito que todos nós temos dias ou semanas tão ruins que às vezes fantasiamos sobre simplesmente não existir, (...) a vida pode ser dificil, bonita e caótica, mas, com um pouco de sorte, a sua será longa. Se for, você verá que é também, imprevisível e que há momentos de escuridão. Mas eles passam, às vezes graças a muito apoio externo, e o túnel se alarga, permitindo que os raios de sol entrem. Se você estiver na escuridão, pode parecer que vai continuar nela para sempre. Tateando as cegas. Sozinho. Mas não vai - e não esta sozinho. Há muitas pessoas dispostas a ajudá-lo a voltar a luz."

 NOTA: 

Texto: Deixar Viver



Com os pés descalços, piso na grama e olho o sol. A luz consome tudo, nada me assombra e minhas ideias tornam-se mais claras. Penso em como tudo é tão falho e frágil. Vidas que se acabam cedo demais, muitas vezes de forma tão boba.

Nada é imutável e tudo se transforma tão rápido, olho ao redor e me pergunto quando tudo mudou. Não sou mais constante...

Acho que parei. Parei de me importar com o outro e penso só em mim. Não to nem ai para o que me rodeia, eu só olho a minha felicidade. A brisa assanha meus cabelos e sinto o rosto corar. Penso em tudo que já vivi e me dou conta de que poderia ser pior.

Percebo que reclamo muito e deixo tudo por isso mesmo. Vejo a morte do meu semelhante de forma fria. A violência sem sentido. De repente me sinto um nada. Uma coisinha insignificante que gruda no sapato de alguém. Um estorvo.

Olho os casais que passam de mãos dadas, as crianças brincando alheias ao mundo e ao futuro tão incerto. Pessoas com os celulares a postos querendo gravar tudo e eternizar os momentos em um clique, mas esquecendo de vive-los. 

O ser humano é assim acha que tem tempo suficiente para tudo, para amar, pedir perdão e vai adiando a felicidade. Esperando o momento mais propicio para sentir, para se deixar levar pela felicidade.

Não quero mais parar, eu quero fazer, eu quero sentir, quero colocar em ação a minha felicidade em todos os segundos, minutos e horas disponíveis. Quero fazer valer essa pequena dádiva que ganhei, minha vida, tão doce, tão singela, tão bonita e tão curta. Não quero parar por nada, quero só viver em conjunto com o todo e ser melhor do que já fui. Quero me contagiar do sentimento de mudança, de amor ao próximo e de compaixão.

Não vou mais correr, vou me deixar viver.

Decidida coloco um pé na frente do outro, peço a Deus sabedoria e me forço pelo caminho com um sorriso cheio de esperança no rosto.

Resenha: A Menina Mais Fria de Coldtown, Holly Black


Daniel Pereira

Título: A Menina Mais Fria de Coldtown
Autora: Holly Black
Ano: 2014 
Páginas: 384
Editora: Novo Conceito
Sinopse: No mundo de Tana existem cidades rodeadas por muros são as Coldtowns. Nelas, monstros que vivem no isolamento e seres humanos ocupam o mesmo espaço, em um decadente e sangrento embate entre predadores e presas. Depois que você ultrapassa os portões de uma Coldtown, nunca mais consegue sair. Em uma manhã, depois de uma festa banal, Tana acorda rodeada por cadáveres. Os outros sobreviventes do massacre são o seu insuportavelmente doce ex-namorado que foi infectado e que, portanto, representa uma ameaça e um rapaz misterioso que carrega um segredo terrível. Atormentada e determinada, Tana entra em uma corrida contra o relógio para salvar o seu pequeno grupo com o único recurso que ela conhece: atravessando o coração perverso e luxuoso da própria Coldtown.

Se você acordasse em uma casa em que todo mundo estivesse ensanguentado, o que você faria? Tana acorda em uma casa com muitas pessoas mortas. Ela não sabe como , mas acaba sobrevivendo e resgatando Aidan, seu ex-namorado e um vampiro louco. O que ela fará a seguir?

Bem, Aidan foi mordido por um vampiro, e você pode estar se perguntando o que vai acontecer e esperando que eu diga, porém, vá por mim. Esse livro trará surpresas aterrorizantes nesse mundo. A menina mais fria de Coldtown é um livro cheio de ação, sangue e segredos. Muitas traições, passados desconhecidos e reviravoltas.

“Existe algo de fácil em relação à ideia de que o vampirismo seja algum tipo de doença: então eles não tem como evitar senão nos atacarem, não podem evitar cometer assassinatos e atrocidades, é somente às vezes que eles conseguem se controlar. Eles estão doentes; não é culpa deles.  e existe algo até mesmo mais fácil em relação à ideia de invasão demoníaca, alguma coisa forçando nosso entes queridos a fazer todos os tipos de coisas terríveis. Mas a terceira opção, a possibilidade de que haja alho de monstruoso dentro de nós que possa ser liberado, é a mais perturbadora de todas. Talvez sejamos apenas nós, nós com uma fome extrema. A humanidade, livre das amarras da consequência e com o dom do poder. A humanidade, afastada de todas as coisas humanas”.

Eu estava com um pé atrás quando vi que o livro tratava de vampiros, mas fiquei surpresa e acabei gostando da história. Algumas cenas foram de tirar o folego, como um beijo estranho e uma declaração linda que não direi de quem foi. Holly Black é a rainha do terror e fez um enredo diferente ao tratar do vampirismo quanto á doença.

"Beber sangue é como uma explosão de pétalas de rosas, é como mel e leite e todas as coisas cálidas do mundo."

Tana é uma das personagens femininas mais legais da história: inteligente, esperta e curiosa, humilde e sempre pensando nas pessoas ao seu redor. Ela está sempre em conflito se está ou não infectada ou resfriada. Gavriel é um vampiro antigo, louco e dolorido, que me conquistou com seus mistérios.Aiden consegue ser bem previsível e aquele tipo de garoto chato, que sempre quis ser vampiro e gosta do poder disso.

"Todo herói não está ciente de todas as razões terríveis pelas quais realizou todas aquelas boas ações? Não está ciente de todos os erros que já cometeu e de como boas pessoas se feriram por causa das decisões deles?"

Fazia algum tempo que não lia algo relacionado ao vampirismo por não gostar mesmo do tema, mas esse livro foi super bem-vindo na minha maratona com uma trama diferenciada e por vezes encantadora. Holly e suas histórias sangrentas, de deixar a gente envolvido e pensando em ser vampiro também. Um livro OK, um pouco previsível, mas bem legal.

" Não existe ninguém como você em todo o mundo e é você que eu quero. "

NOTA:  ★★

Bia, 27 anos, mora em João Pessoa, PB. Fisioterapeuta, instrutora de pilates e amante da literatura. Sempre foi amante de livros desde criança e em 2014 criou o Blog Meu Coração Literário para compartilhar sua paixão. Além de ser viciada em café, series e filmes. Pensa em ser muitas coisas, mas de uma ela tem certeza: leitora assídua nunca deixará de ser.




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