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05 maio 2014

Princesinha

Por Bia Leite

        Pele branca, mas o sol não parava de dar sua luz a ela. Seus olhos não eram azuis, mas tinham a cor do mel. Sua boca,ah, essa tinha o formato perfeito e louco era quem não percebia a maneira como as palavras saiam dela. Cabelos lisos, que insistiam em ficar revoltados.
     Seu corpo pendia para minha imaginação. Sua mente era doce, amarga, salgada e todos os sabores possíveis. Poder, ambição. Não poderia subestima-lá. Ela sempre queria mais. Não queria ser chamada de princesinha. Não mais. Queria ser tratada como alguém que tinha sua inteligência e esperteza. Sua braveza e perversidade.

     Lutava pelo seu espaço. Desarmava os caras. Brincava com as minas. Ela era e ela é Brilhante. Ela era notada mesmo de longe. Ela pensava que era melhor ficar sozinha do que com alguém que não enxergava como ela é. Queria liderar, não seguir ordens. Preferia falar a ficar em silêncio. Queria abrir portas pelas quais queria atravessar. 

     Ela não era mais simples e doce. Ela não era mais quem as pessoas queriam que ela fosse. A princesinha morreu. Os garotos se espalhavam em todos os lugares. Ela estava onde queria estar e não iria derramar nenhuma lágrima por ninguém. Seu histórico era infame. Ela é um desafio a ser vencido.

   Ela queria alguém que estivesse a sua altura, que brigasse pela sua posição e depois a beijasse e segurasse sua mão, como casais normais fazem. Mas ela era diferente. Ela é histórica. Ela marcava. Ela desafiava você a amá-la. Suas ideias eram as melhores . Você nunca saberia o que ela escondia.      
     Não adiantava estudar seu rosto.Suas feições eram indecifráveis. Ela não queria ser comandada. Queria ser o capitão nas nossas batalhas. Achava que eu a subestimá-la. Ela era como a santa e doida. Tinha uma graça de menina e uma sensualidade de mulher. Mas ela não queria isso. Queria poder sobre mim. E eu não dei.
      Ela provou ser melhor que eu. Eu era um garoto mau, segredos escondia, a trocava fácil demais. Talvez eu a amasse, não só gostasse.Ela estava no meu mundo, mas eu nunca no dela. Ela me queria por inteiro e eu me sei pela metade. Ela queria mais.

     Provou ,princesinha, que não era preciso rei para se tornar rainha. Subiu até o trono sozinha e poderia governar com sua sabedoria, mesmo menina.Ela não derramou nenhum lágrima. Não voltou atrás. Eu não fui atrás.

    Deixar um garoto por baixo já era demais.Hoje ela é rainha. Dona dos seus pensamentos e eu a continuo achando incrível e talvez, eu estivesse amando ela por isso,mesmo que ela tenha declarado tratado de paz para mim.


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