• Cinema
  • Inspiração
  • Leitura
  • Música
  • Playlist
  • Resenha
  • Série
  • Texto
  • Vídeo
04 novembro 2014

Resenha: Onde A Lua Não Está, Nathan Filer


Título: Onde a Lua Não Está
Autor: Nathan Filer
Editora: Rocco
Páginas: 272
Ano: 2014
Sinopse: Numa viagem de férias em família, dois irmãos saem numa aventura infantil no meio da noite, mas apenas um deles volta a salvo para casa. Finalista do Costa Book Awards, Onde a lua não está é o elogiado romance de estreia de Nathan Filer, enfermeiro da área de saúde mental e poeta performático britânico. Permanentemente assombrado pela morte do irmão, portador da Síndrome de Down, Matthew nunca desistiu de tentar entender o que aconteceu na fatídica noite e acredita ter descoberto uma maneira de trazê-lo de volta, neste comovente romance de formação que inspirou um curta-metragem dirigido por Udo Prinsen.

"Onde A lua não está" conta a história de  Matthew e sua vida depois do falecimento do seu irmão mais velho, o que acaba moldando sua vida quando adolescente e adulto. A dor, o impacto da morte sobre Matthew é mais que angustiante. Ele vive assombrado dia apos dia, perdendo a si mesmo, para encontrar de novo a voz do seu irmão. 

Vou te contar o que aconteceu porque será uma boa maneira de apresentar meu irmão. O nome dele é Simon. Acho que você vai gostar dele. Eu gosto de verdade. Mas, daqui a algumas páginas, ele estará morto. E ele nunca mais foi o mesmo depois disso.

Vivendo entre a insanidade e a realidade. O livro tem uma narrativa um tanto confusa, já que é Matthew que nos conta a história. Ele mistura suas crises de insanidade com lembranças da sua infância e o presente , que passa a ser um mundo parelelo para ele. É um papel recortado em vários pedaços, que o personagem principal perde-se de proposito ao junta-los para ficar inteiro. 

O livro em si me surpreendeu por retratar os pensamentos de uma pessoa com a doença mental do Matthew, sua loucura e sua dor ao nao saber o que é real ou não.  Nathan Filer é enfermeiro de saúde mental e logo passou alguns de seus conhecimentos para essa obra, tornando-a tão verdadeira quanto poderia ser.

“O pior nessa doença não são as coisas em que ela me faz acreditar, ou que me obriga a fazer. Não é o controle que ela tem sobre mim, nem mesmo o controle que ela permite que outras pessoas tenham.O pior de tudo é que me tornei egoísta.A doença mental volta as pessoas para dentro. É o que eu acho. Deixa-as para sempre presas pela dor de nossa própria mente, da mesma forma que a dor de uma perna quebrada ou um polegar cortado prenderá sua atenção, segurando-o tão firmemente que parece que sua perna boa ou seu polegar bom deixaram de existir. Estou preso a olhar para dentro.”

NOTA: 



divulgar

comentar


Comentário(s) pelo Facebook:

Nenhum comentário:

Postar um comentário