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07 janeiro 2015

Resenha: V de Vingança, Alan Moore e David Lloyd


Autor:  Alan Moore e David Lloyd
Editora: Panini Books
Páginas: 304
Ano: 2012
Sinopse: Encenada em uma Inglaterra de um futuro imaginário que se entregou ao fascismo após uma guerra nuclear. Nessa Inglaterra, considerada “pouco importante para merecer ser bombardeada” (fruto da desilusão dos autores com a política neoliberal de Margaret Thatcher) o caos imperava até chegar ao poder um regime fascista e xenófobo. Quando a história começa, já encontramos o país naquela fase posterior aos expurgos, onde o povo vive em resignação, vigiado por câmeras 24 horas por dia e os campos de “readequação” para onde foram conduzidos comunistas, negros, estrangeiros, homossexuais e outras minorias literalmente nessa ordem, já foram desativados. Toda a cultura pop antiga foi erradicada pelo novo regime, que se divide em secções que fazem alusão às suas funções (por exemplo, as investigações são controladas pelo Nariz) e que seguem as diretrizes apontadas por um computador chamado Destino. E contra tudo isso em busca simplesmente de vingança, surge V.


Por indicação do meu professor de biologia, conheci Alan Moore através de V de Vingança. Em volume unico e colorida, com extras lançada pela Panini books. Demorei poucas horas para ler o mundo de Alan Moore e David que é racista, opressor, violento e como em uma cena: trágico em todos os atos.

Com a ciência, as ideias podem germinar num leito de teorias, formas e práticas que auxiliam seu crescimento… Mas nós, como jardineiros, devemos estar atentos… Porque algumas sementes são de ruína… e os botões mais iridescentes são geralmente os mais perigosos.”

V de vingança é uma história arrasadora, libertária e poderosa, que tem como liberdade o ponto central, capturando o quanto o ser humano é produto do meio, sendo sufocado e calado pelo estilo de vida que leva. Um dos maiores quadrinhos que já li e com certeza recomendo pela surpreendente inteligência e profundidade. Para fãs de distopias e de HQ’s, necessário para ambos.

O governo deve temer o povo, não o povo o governo”.

 NOTA: 


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