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11 março 2015

Resenha: O irmão alemão. Chico Buarque

IRMAO ALEMAO
Título:O irmão alemão
Autor: Chico Buarque
Páginas: 236
Editora :Companhia das Letras
Sinopse : O Irmão Alemão - A narrativa se estrutura numa constante tensão entre o que de fato aconteceu, o que poderia ter sido e a mais pura imaginação. Na São Paulo dos anos 1960, o adolescente Francisco de Hollander, ou Ciccio, encontra uma carta em alemão dentro de um volume na vasta biblioteca paterna, a segunda maior da cidade. Em meio a porres, roubos recreativos de carros e jornadas nem sempre lícitas a livros empoeirados, surgem pistas que detonam uma missão de vida inteira. Ao tentar traçar o destino de seu irmão alemão, parece também estar em jogo para o narrador ganhar o respeito do pai, que, apesar dos arroubos intelectuais de Ciccio, tem mais afinidade com Domingos, ou Mimmo, seu outro filho, galanteador contumaz, leitor da Playboy e da Luluzinha, e sempre a par das novas sobre Brigitte Bardot. A despeito das tentativas de mediação da mãe, Assunta - italiana doce e enérgica, justa e com todos compreensiva -, a relação dos irmãos é quase feita só de silêncio, competição e ressentimento.Num decurso temporal que chega à Berlim dos dias presentes, e que tem no horror da ditadura militar brasileira e nos ecos do Holocausto seus centros de força, O irmão alemão conduz o leitor por caminhos vertiginosos através dessa busca pela verdade e pelos afetos.

O irmão alemão é um dos livros obrigatórios do vestibular de Campina Grande deste ano, então não quis perder tempo e acabei lendo em poucas horas o livro em que Chico Buarque conta a história do meio-irmão alemão que nunca chegou a conhecer. 

Uma mistura de ficção e verdade. A busca pelo seu irmão, Ciccio volta aos tempos de Segunda Guerra Mundial e sempre a procura do meio-irmão alemão, através de uma carta que ele achou no livro do seu pai. Tentando traçar uma rota e encontrar o irmão perdido,  Ciccio procura a verdade e o afeto que nutriu pelo irmão que nunca chegou a conhecer.

O livro lançado pela Companhia das Letras. Nascido do relacionando do historiador Sérgio Buarque de Hollanda com uma alemã de Munique, onde viveu antes de se casar com Maria Amélia, a mãe de Chico Buarque. Hoje, o meio-irmão de Chico Buarque teria 90 anos se ainda estiver vivo. Um romance de verdade, a procura de um irmão deixado para trás. 
Confira aqui, um vídeo de Chico Buarque lendo o trecho do seu livro.

"Os cabelos italianos, que meu irmão deu para usar em longos cachos, na minha cabeça viraram lã de arame. E talvez por um direito de progenitura ele ficou com as cores maternas, os olhos esverdeados e a tez cor-de-rosa, relegando-me a pele rude do meu pai, além do prognatismo, olhos cinzentos e óculos. (...) Sem contar o que não estava em jogo, o seu metro e oitenta e os meus vinte centímetros a menos".

                  ( Vídeo divulgado no blog da Companhia das Letras).

[…] “Chico quis inventar-se ao ficcionar a vida. Não é sobre a vida do Chico, trata-se apenas de uma aproximação, a vida inventada que todos nós experimentamos(…).” – Raimundo Neto, para a São Paulo Review. […]
NOTA : ★★★


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