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20 agosto 2015

Resenha: Eu estive aqui, Gayle Forman


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Título: Eu Estive Aqui
Autora: Gayle Forman
Editora: Arqueiro
Páginas: 240
Ano: 2015
Sinopse: Quando sua melhor amiga, Meg, toma um frasco de veneno sozinha num quarto de motel, Cody fica chocada e arrasada. Ela e Meg compartilhavam tudo… Como podia não ter previsto aquilo, como não percebera nenhum sinal?
A pedido dos pais de Meg, Cody viaja a Tacoma, onde a amiga fazia faculdade, para reunir seus pertences. Lá, acaba descobrindo muitas coisas que Meg não havia lhe contado. Conhece seus colegas de quarto, o tipo de pessoa com quem Cody nunca teria esbarrado em sua cidadezinha no fim do mundo. E conhece Ben McCallister, o guitarrista zombeteiro que se envolveu com Meg e tem os próprios segredos.
Porém, sua maior descoberta ocorre quando recebe dos pais de Meg o notebook da melhor amiga. Vasculhando o computador, Cody dá de cara com um arquivo criptografado, impossível de abrir. Até que um colega nerd consegue desbloqueá-lo… e de repente tudo o que ela pensou que sabia sobre a morte de Meg é posto em dúvida.
Eu estive aqui é Gayle Forman em sua melhor forma, uma história tensa, comovente e redentora que mostra que é possível seguir em frente mesmo diante de uma perda indescritível.

Um dos livros mais lindos da Gayle Forman. Real. Intenso. Emocionante. Morte e vida. Culpa e perdão. Amor e amizade.

Quando a melhor amiga de Cody, Meg toma um frasco de veneno sozinha em um quarto de motel e morre, Cody fica sem chão, seu alicerce estava perdido. Como sua melhor amiga não percebeu nenhum sinal de suicídio? Lidar com a morte de Meg tem sido o momento mais difícil da vida de Cody e ela começa a questionar porque ela fez isso, e o que havia de errado para que ela não visse nenhum sinal desse plano.

"Sinto a tentação de cheirar os lençóis. Se fizer isso, talvez seja suficiente para apagar tudo. Mas você só consegue prender a respiracão até certo ponto. Em algum momento, terei que soltar o cheiro dela; então, vai ser como aquelas manhãs, em que acordo e me esqueço antes mesmo de lembrar."

A pedido dos pais de Meg, Cody viaja a Tracoma, onde sua amiga fazia faculdade para reunir suas coisas e trazer para casar. Mas, lá acaba conhecendo os colegas de casa de Meg e descobrindo mais coisas sobre sua amiga. Além disso, ela conhece Ben McCallister, um guitarrista que estava envolvido com Meg e que esconde alguns segredos. 

“Mas minha vontade é gritar para as pessoas pararem de me perguntar isso. Porque não sei o que Meg me contou e eu ignorei, e o que ela não me contou. Se tem uma coisa que sei é que ela não me contou que estava sofrendo tanto que a única maneira de acabar com a dor era encomendar uma dose de veneno industrial e mandá-lo goela abaixo.” 

Todavia, é no notebook de Meg, que Cody acaba fazendo grandes descobertas. Mexendo no seu computador, depara-se com um arquivo criptografado, impossível de abrir, pedindo a Harry para ajudá-la a desvendar o segredo ali contido. E a partir daí, tudo o que ela sabia de Meg virou passado e é posto em dúvida.

"(...) É então que cometo o erro de me virar para lançar outro olhar fulminante para o convencido, superficial e poser Ben McCallister.
Queria não ter feito isso. Porque, quando o olho pela última vez, ele exibe um esgar que é uma mistura de raiva e culpa. Conheço bem essa expressão: eu a vejo todos os dias no espelho."

 Gayle escreveu um livro único( não é uma duologia dessa vez) com uma profundidade que te fará sentir culpa e até mesmo sentir a dor, a duvida e as indecisões que cercam o futuro dos personagens. Questionando a própria existência, trazendo problemas á toa, Eu Estive Aqui tem como um dos temas o suicídio, envolvendo o leitor a ponto de fazê-lo questionar sobre esse ato.

Em um clima romântico e investigativo, Cody busca pistas sobre a vida de Meg na faculdade e tudo o que levou ela a esse ponto de tirar sua própria vida. Uma jornada de autoconhecimento, perdão e amor. Todos os personagens descritos por Gayle me fizeram querer ajudar Cody, Ben a encontrar a verdade sobre Meg. Eu Estive Aqui vai mexer com sua cabeça e até mesmo pensar em coisas que você deve ter conhecido alguém ou até mesmo criticar o suicídio.

Uma das partes mais interessantes e muitas vezes passamos despercebidos no livro é a Nota da autora: Gayle conta o que a inspirou a escrever essa história incrível. Uns dos pontos de descoberta do livro é a depressão, uma doença que a dor vive constantemente na vida de uma pessoa, até o momento que sem buscar apoio, pode vim a dar fim á própria vida.

O Brasil sendo a Organização Mundial de Sáude é o oitavo pais com maior índice de suicídio, a maioria vitimas de depressão. E 9,5% da população brasileira já tiveram pensamentos suicidas e 3,1% já atentaram contra a própria vida.

Todo mundo tem seus dias ruins. Um problema tão grande e as vezes uma desilusão amorosa, entre outras coisas que podem nos te feito pensar que se não tivéssemos nascidos seria bem melhor do que ficar vivendo e sofrendo. O suicídio é como um espelho de duas faces, pode libertar e causar tanta dor á familiares, como pode ter o outro lado com a possibilidade de viver e ser feliz.

Assim, ler esse livro foi como segurar as lágrimas ao ver a fidelidade de Cody com Meg até o fim, para descobrir a verdade sobre sua morte. 

"Acredito que todos nós temos dias ou semanas tão ruins que às vezes fantasiamos sobre simplesmente não existir, (...) a vida pode ser dificil, bonita e caótica, mas, com um pouco de sorte, a sua será longa. Se for, você verá que é também, imprevisível e que há momentos de escuridão. Mas eles passam, às vezes graças a muito apoio externo, e o túnel se alarga, permitindo que os raios de sol entrem. Se você estiver na escuridão, pode parecer que vai continuar nela para sempre. Tateando as cegas. Sozinho. Mas não vai - e não esta sozinho. Há muitas pessoas dispostas a ajudá-lo a voltar a luz."

 NOTA: 


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