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16 agosto 2015

Resenha: A Menina Mais Fria de Coldtown, Holly Black


Daniel Pereira

Título: A Menina Mais Fria de Coldtown
Autora: Holly Black
Ano: 2014 
Páginas: 384
Editora: Novo Conceito
Sinopse: No mundo de Tana existem cidades rodeadas por muros são as Coldtowns. Nelas, monstros que vivem no isolamento e seres humanos ocupam o mesmo espaço, em um decadente e sangrento embate entre predadores e presas. Depois que você ultrapassa os portões de uma Coldtown, nunca mais consegue sair. Em uma manhã, depois de uma festa banal, Tana acorda rodeada por cadáveres. Os outros sobreviventes do massacre são o seu insuportavelmente doce ex-namorado que foi infectado e que, portanto, representa uma ameaça e um rapaz misterioso que carrega um segredo terrível. Atormentada e determinada, Tana entra em uma corrida contra o relógio para salvar o seu pequeno grupo com o único recurso que ela conhece: atravessando o coração perverso e luxuoso da própria Coldtown.

Se você acordasse em uma casa em que todo mundo estivesse ensanguentado, o que você faria? Tana acorda em uma casa com muitas pessoas mortas. Ela não sabe como , mas acaba sobrevivendo e resgatando Aidan, seu ex-namorado e um vampiro louco. O que ela fará a seguir?

Bem, Aidan foi mordido por um vampiro, e você pode estar se perguntando o que vai acontecer e esperando que eu diga, porém, vá por mim. Esse livro trará surpresas aterrorizantes nesse mundo. A menina mais fria de Coldtown é um livro cheio de ação, sangue e segredos. Muitas traições, passados desconhecidos e reviravoltas.

“Existe algo de fácil em relação à ideia de que o vampirismo seja algum tipo de doença: então eles não tem como evitar senão nos atacarem, não podem evitar cometer assassinatos e atrocidades, é somente às vezes que eles conseguem se controlar. Eles estão doentes; não é culpa deles.  e existe algo até mesmo mais fácil em relação à ideia de invasão demoníaca, alguma coisa forçando nosso entes queridos a fazer todos os tipos de coisas terríveis. Mas a terceira opção, a possibilidade de que haja alho de monstruoso dentro de nós que possa ser liberado, é a mais perturbadora de todas. Talvez sejamos apenas nós, nós com uma fome extrema. A humanidade, livre das amarras da consequência e com o dom do poder. A humanidade, afastada de todas as coisas humanas”.

Eu estava com um pé atrás quando vi que o livro tratava de vampiros, mas fiquei surpresa e acabei gostando da história. Algumas cenas foram de tirar o folego, como um beijo estranho e uma declaração linda que não direi de quem foi. Holly Black é a rainha do terror e fez um enredo diferente ao tratar do vampirismo quanto á doença.

"Beber sangue é como uma explosão de pétalas de rosas, é como mel e leite e todas as coisas cálidas do mundo."

Tana é uma das personagens femininas mais legais da história: inteligente, esperta e curiosa, humilde e sempre pensando nas pessoas ao seu redor. Ela está sempre em conflito se está ou não infectada ou resfriada. Gavriel é um vampiro antigo, louco e dolorido, que me conquistou com seus mistérios.Aiden consegue ser bem previsível e aquele tipo de garoto chato, que sempre quis ser vampiro e gosta do poder disso.

"Todo herói não está ciente de todas as razões terríveis pelas quais realizou todas aquelas boas ações? Não está ciente de todos os erros que já cometeu e de como boas pessoas se feriram por causa das decisões deles?"

Fazia algum tempo que não lia algo relacionado ao vampirismo por não gostar mesmo do tema, mas esse livro foi super bem-vindo na minha maratona com uma trama diferenciada e por vezes encantadora. Holly e suas histórias sangrentas, de deixar a gente envolvido e pensando em ser vampiro também. Um livro OK, um pouco previsível, mas bem legal.

" Não existe ninguém como você em todo o mundo e é você que eu quero. "

NOTA:  ★★


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