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02 abril 2016

Resenha:O que há de estranho em mim - Gayle Forman ★★★★

Título: O Que Há De Estranho Em Mim
O Que Há De Estranho Em Mim Autor: Gayle Forman
Editora: Arqueiro
Páginas:  224
Ano : 2016
Sinopse: Ao internar a filha numa clínica, o pai de Brit acredita que está ajudando a menina, mas a verdade é que o lugar só lhe faz mal. Aos 16 anos, ela se vê diante de um duvidoso método de terapia, que inclui xingar as outras jovens e dedurar as infrações alheias para ganhar a liberdade.
Sem saber em quem confiar e determinada a não cooperar com os conselheiros, Brit se isola. Mas não fica sozinha por muito tempo. Logo outras garotas se unem a ela na resistência àquele modo de vida hostil. V, Bebe, Martha e Cassie se tornam seu oásis em meio ao deserto de opressão.
Juntas, as cinco amigas vão em busca de uma forma de desafiar o sistema, mostrar ao mundo que não têm nada de desajustadas e dar fim ao suplício de viver numa instituição que as enlouquece.

 Originalmente em inglês , o titulo Sisters in Sanity não deu o real valor como foi o titulo em português. E só para fato de curiosidade, este foi o segundo livro escrito pela Gayle Forman. Assim como os demais livros dela, temos jovens se descobrindo, passando por dramas que mudam suas vidas, enfrentando conflitos internos e refletindo na sua visão exterior. O que há de estranho em mim, primeiro romance da autora, traz uma historia totalmente intensa e que se você ler, vai notar que ficará meio chocado com a existência de certas instituições reformatórias.

 Brit é uma jovem de 16 anos que é internada em um reformatório juvenil por seu pai,que acredita estar dando um fim a sua fase rebelde.Desde a perda da sua mãe há 3 anos, a jovem e seu pai tiveram um impacto maior do que imaginavam nas suas vidas. E pelos olhos de seu pai e de sua madrasta, Brit tem ultrapassado o limite com suas rebeldias: seja com o cabelo colorido, estilo Punk rock e piercings.

Todavia, ao chegar ao reformatório, os métodos duvidosos de terapia só fazem mal a ela e as outras residentes. Com isso, ela se junta com mais quatro garotas para sobreviver aquela prisão e se libertarem de suas próprias insanidades.

“Quando me trancaram na Red Rock, comecei a me sentir vazia, cansada e, na maioria das vezes, revoltada. Em alguns dias, eu simplesmente desejava desaparecer da face da Terra. Portanto, não só eu não fazia a menor ideia de quando poderia voltar à minha vida normal, como também não sabia quem eu seria quando isso enfim acontecesse.”


Desde o início, foi impossível não me sentir extremamente angustiada pelas vivências de Brit na Red Rock. O lugar beira a crueldade devido ao anti-profissionalismo e ao descaso com que as jovens são tratadas, ainda mais se levado em conta o estado de vulnerabilidade com que chegam lá. E a situação apenas tende a piorar: todas as “terapias” oferecidas nada mais são do que um misto de abuso de poder e destruição gradual da auto-confiança de cada jovem para que possam se tornar obedientes devido ao próprio medo e culpa sentidos por elas. 

A vida de Brit é passada por meio dos flashbacks que nos permitem conhece-la antes de toda a trama, o porquê das suas atitudes de angustia e revolta. Os absurdos da Red Rock que só faz piorar a situação das meninas, insultando-as , tratando como escravas e isso nem ocorreria em prisões normais. Me revoltei mesmo. Não poderia ser gay, não poderia ser magra demais ou gorda que seria o caso para terapia. Mas, minha indignação maior foi com os pais que não querem enxergar seus filhos como são e buscam corrigi-los, acerta-los e conserta-los como bonecas quebradas.

“Era como se a música me curasse, trazendo de volta a pessoa eu era, a minha autoconfiança, lembrando que os seis meses anteriores eram apenas uma exceção. A vida real era maravilhosa e, por mais distante que parecesse naquele momento, ainda existia. Eu ainda existia.”

O que há de estranho em mim  foi uma leitura rápida, com suas poucas 214 páginas e com uma fluidez que me permitiu terminar o livro em uma tarde e uma sentada. Toda a injustiça no Red Rock me instigava mais a ler e querer um final justo para aquela história.

A autora soube abordar de maneira digna um tema que eu, pelos menos, nunca tinha lido sobre e que acredito ter pelo mundo reformatórios com maneiras piores de “curar” as pessoas de algo que elas são, e não de tratar e ajuda-las da maneira devida. Uma voz para todos os jovens perdidos, confusos e incompreendidos pela família, pelos amigos e pela sociedade. Digna de recomendação, de admiração e orgulho <3

Nota: ★★★★



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