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22 setembro 2017

Resenha: os 27 crushes de Molly, Becky Albertalli

Título: Os 27 Crushes de Molly
Páginas: 320
Ano: 2017 

Editora: Intrínseca
Sinopse: Molly já viveu muitas paixões, mas só dentro de sua cabeça. E foi assim que, aos dezessete anos, a menina acumulou vinte e seis crushes. Embora sua irmã gêmea, Cassie, viva dizendo que ela precisa ser mais corajosa, Molly não consegue suportar a possibilidade de levar um fora. Então age com muito cuidado. Como ela diz, garotas gordas sempre têm que ser cautelosas.Tudo muda quando Cassie começa a namorar Mina, e Molly pela primeira vez tem que lidar com uma solidão implacável e sentimentos muito conflitantes. Por sorte, um dos melhores amigos de Mina é um garoto hipster, fofo e lindo, o vigésimo sétimo crush perfeito e talvez até um futuro namorado. Se Molly finalmente se arriscar e se envolver com ele, pode dar seu primeiro beijo e ainda se reaproximar da irmã.Só tem um problema, que atende pelo nome de Reid Wertheim, o garoto com quem Molly trabalha. Ele é meio esquisito. Ele gosta de Tolkien. Ele vai a feiras medievais. Ele usa tênis brancos ridículos. Molly jamais, em hipótese alguma, se apaixonaria por ele. Certo?


Em Os 27 Crushes de Molly, a perspicácia, a delicadeza e o senso de humor de Becky Albertalli nos conquistam mais uma vez, em uma história sobre amizade, amadurecimento e, claro, aquele friozinho na barriga que só um crush pode provocar.

Em 2016,"Simon vs. a agenda homo sapiens" entrou para minha lista de livros favoritos da vida. Quando vi que a mesma autora lançaria mais um aqui no Brasil, mal pude me conter para ler.

 Molly é uma garota de 17 anos que beijou, ou seja, acumulou tantos crushes quanto podia. Os crushes de Molly são garotos por quem ela tinha uma paixãozinha platônica, eles nunca ficaram sabendo do seu interesse, então nunca chegou a acontecer nada. Teoricamente,antes que pudesse rolar algo , Molly pulava fora, ou seja, ela também nunca levou um “fora”.

"Vinte e cinco não eram o Lin-Manuel Miranda. Vinte e três eram da minha idade, reais, viáveis. Dezoito eram solteiros e héteros na época em que fiquei a fim deles. E eu nunca tentei. Nem com os que vieram falar comigo ou me deram uma brecha."”

Porém, quando sua irmã gêmea, Cassie, começa a namorar Mina, tudo muda. As irmãs que antes dividiam tudo, agora começam a se afastar. Por isso, Cassie pensa em juntar sua irmã com o melhor amigo da sua namorada , Mina, assim elas estarão sempre juntas. Mas, o problema é que ele acaba virando um crush intocável de Molly, já que seu coração começa a pular pelo seu colega de trabalho, Reid Wertheim. Um garoto que é um pouco esquisito. Gosta de Tolkien. Vive em feiras medievais. Usa um tênis branco ridículo. Então, Molly não deveria sentir nada por ele, certo?

A leitura é tão leve, fluida, divertida, que nos leva a refletir sobre amadurecimento,questões familiares, amizade, nossas “primeiras vezes” em algo e o famoso frio na barriga. Uma história gostosa de ser lida, com uma escrita que nos prende do inicio ao fim e com um senso de humor que nos tira vários sorrisos e risadas durante a leitura.

“Porque tem o enjoo e a névoa, mas também tem isto: um sentimento inabalável de que uma coisa maravilhosa está prestes a acontecer. Essa é a parte que não consigo explicar. Por mais improvável que seja, sempre tenho um fio de esperança. E , quando se trata de sentimentos, isso é bem perigoso”.

 Molly é cheia de curvas, tímida e insegura. Sempre  preocupada com o que as pessoas irão achar dela, já que sofreu muito bullying na escola devido ao seu peso. Molly se sente atrasada quando pensa em algumas coisas que suas amigas já viveram e ela não: primeiro beijo, por exemplo.

 A autora traz á tona a pressão que a sociedade impõe um “timing” para que tudo ocorra. Mas, a sua relação com sua irmã gêmea e super diferente dela é tão meiga que dá vontade de querer ser pelo menos amiga da Molly. Uma personagem cativante e altamente identificável, levando-nos a torcer por ela, para que ela sinta o friozinho na barriga quando vê seu crush e seja feliz.

“ Debaixo da minha blusa, não tem barriga chapada nem peitos lindos, e não tem iluminação fraca. Só tem um monte de mim. Eu em excesso”.

 Apesar de não ter gostado da mudança no título, a diagramação do livro está fofa, com uma capa que ilustra bem a história. Com muita representividade, já que aborda questões LGBT, racismo, ansiedade, depressão e relações familiares. Ou seja, eu amei demais e mais do que recomendo sua leitura.


"É aquela sensação de alguém conhecer você de todas as formas pelas quais você precisa ser conhecida."

Nota: ★★★★(5/5) 


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