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25 janeiro 2018

Resenha: Cinder (As Crônicas Lunares) , Marissa Meyer



Título: Cinder
Autora: Marissa Meyer
Ano: 2013
Páginas: 448
Editora: Rocco
Gênero: Distopia, Releitura, Ficção
Sinopse: Num mundo dividido entre humanos e ciborgues, Cinder é uma cidadã de segunda classe. Com um passado misterioso, esta princesa criada como gata borralheira vive humilhada pela sua madrasta e é considerada culpada pela doença de sua meia-irmã. Mas quando seu caminho se cruza com o do charmoso príncipe Kai, ela acaba se vendo no meio de uma batalha intergaláctica, e de um romance proibido, neste misto de conto de fadas com ficção distópica.
Primeiro volume da série Crônicas Lunares, Cinder une elementos clássicos e ação eletrizante, num universo futurístico primorosamente construído.

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🍎"Mesmo no futuro, as histórias começam com era uma vez...” ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ 
 Sabe aquele livro que todo mundo recomenda , mas você continua com o pé atrás? Cinder era esse para mim. Porém, foi uma releitura distópica da Cinderela  ciborgue, nada simples e nada clichê e mais apaixonante que já li. E agora, não consigo parar de ler a série . 

"Você é um sacrifício do qual nunca me arrependerei." 

 No cenário de pós-Quarta Guerra Mundial, onde humanos e robôs convivem e a Lua foi colonizada , conheceremos Cinder: uma órfã, que trabalha como mecânica,vive com sua madrasta e suas duas filhas,  Pearl e Peony, que a tratam como uma mera escrava. Porém, Cinder não é aquela sonsa dos clássicos contos de fadas. Ela é uma ciborgue! Seu corpo tem implantes cibernéticos e apesar de não ser bela,é evidente sua força e determinação.

Cinder é uma garota que se tornou ciborgue. Ela vive em Nova Pequim, uma região da Comunidade das Nações Orientais, e que é ameaçada por uma doença contagiosa. Apesar de ainda ter partes humanas em si,Cinder também possui partes robóticas e seu cérebro funciona como um computador Mas, quando Peony contrai a doença, Cinder é considerada culpada e acaba sendo expulsa de casa e mandada para  a ala de pesquisa do palácio, onde será eatudada para uma possível cura .Porém, o príncipe de Nova Pequin precisa que Cinder para algo , e os caminhos deles voltaram a se cruzar mais de uma vez .

"Ele era jovem demais, estúpido demais, otimitista demais, ingênuo demais." 

  Cinder é uma personagem cativante demais.Sua personalidade é ousada e isso me fez admira-la.Marissa Meyer se baseia nas versões originais da Cinderela, mas a inova com o que há de mais tecnológico e atual . Iko, Kai, Peony e dr. Erland são personagens secundários adoráveis .Iko é divertido demais! Kai desperta diversos sentimentos e, mesmo em algumas atitudes, ainda tenho esperança nele. Ps: ele é uma gracinha de menino, sarcástico e um pouco folgado. Dr. Erland é um dos pontos destaques da trama, possuindo uma  importância e acrescenta algo para o desenrolar do enredo.

"Não era sua culpa ele ter gostado dela.
 Não era culpa dela ser ciborgue." 

 A narrativa em terceira pessoa é ritmada e bem desenvolvida..A escrita de Marissa Meyer é detalhada na medida certa,nos fazendo mergulhar no universo criado e passando todos os sentimentos possíveis .

 Cinder é um misto de nostalgia e inovação . Apesar de sentir falta de aprofundamentos mais importantes,Marissa Meyer deixa o leitor mais curioso do que nunca . Faz o leitor mais cético com ficção cientifica prender o folego a tanta ação. Também temos algumas surpresas dos momentos finais ao longo da leitura, mas nada que apague o fato de ser uma trama interessante, instigante e repleta de reviravoltas. 

"Um formigamento quente percorreu seu corpo, surpreendendo-a e assustando-a, mas não de uma forma desagradável, explodindo como eletricidade em seus fios. Dessa vez, ela não teve uma sobrecarga. Dessa vez, sua fiação não ameaçou queimá-la de dentro para fora."

 Cinder é o primeiro livro da série Crônicas Lunares, com as seguintes continuações: Scarlet (Chapéuzinho Vermelho); Cress (Rapunzel), e Winter (Branca de Neve).
São ao todo quatro livros (e um spin-off) que, aos poucos, vão intercalando as narrativas de cada uma das personagens e introduzindo elementos em comum, até que BUM! Todas as histórias se conectam e você fica chocado com o emaranhado criado pela autora e tamanha criatividade.


Nota:★(4,5/5)



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